Vice-governador e senador eleito Zequinha Marinho O motivo é apenas para agradecer”, resumiu o senador eleito José da Cruz Marinho (PSC), conhecido como “Zequinha Marinho”, em entrevista coletiva concedida à imprensa de Parauapebas, eleito com 1.374.956 votos no 1º turno das eleições 2018.
O atual vice-governador do Pará esteve em Parauapebas em apoio à campanha de seu candidato a governador Helder Barbalho, participando de caminhada e tirando um tempinho para conversar com a imprensa.
Zequinha Marinho falou de diversos assuntos, entre eles o abandono desta região tão esquecida pelo Governo Jatene, fato retratado nas muitas obras paralisadas, e de alternativas econômicas e do potencial desta região.
“Criar alternativas econômicas é de grande importância, mas é preciso repensar o sistema viário, para que se transporte a produção”, defendeu Zequinha, dando como importante a modernização das vias e interligação com portos.
Arrecadação também foi lembrada pelo senador eleito, citando a Lei Kandir, que, segundo ele, vem enfraquecendo o estado, que tanto oferece ao PIB e à balança comercial, recebendo apenas “as sobras”.
Zequinha afirmou que pretender fazer representação forte ao estado no Senado e ainda a esta região, da qual se fez filho por morar há muitos anos. “Conheço bem a realidade da população do interior, pois sempre morei em pequenas cidades”, revela Zequinha Marinho, detalhando ser da pequena cidade de Araguacema, no Tocantins.
Vida política – Zequinha Marinho iniciou sua vida política em 1994, candidatando-se ao cargo de deputado estadual pelo PDT, partido que estava filiado desde 1992, recebendo 7.965 votos, conseguindo a suplência e, posteriormente, efetivando-se ao cargo parlamentar no ano de 1997. Em 1998, conseguiu se reeleger ao cargo, com 16.060 votos.
Em 2002, Marinho se candidatou ao cargo de deputado federal, elegendo-se com 76.177 votos, alcançando a 10ª colocação entre os demais concorrentes. Ao longo de seu primeiro mandato em Brasília, fez parte de diversos partidos políticos. Ao assumir o mandato, em 2003, desfiliou-se do PDT e ingressou no PTB, sendo que no mesmo ano foi para o PSC, onde permaneceu até 2005, quando se filiou ao PMDB. No mesmo ano, chegou a ficar por certo período sem filiação a qualquer agremiação partidária, até retornar ao PSC, onde disputou a reeleição ao cargo legislativo em 2006, se elegendo com 91.577 votos, se classificando como o 12º mais votado do estado. Após o pleito, retirou-se novamente do PSC e retornou ao PMDB, onde permaneceu até 2009, quando retornou ao seu partido anterior, estando filiado até hoje. Em 2010, foi novamente candidato à Câmara Federal, sendo eleito pela terceira vez consecutiva com 147.615 votos, sendo o 7º mais votado.
Em 2014, candidatou-se ao cargo de vice-governador do Pará na chapa do então governador e postulante à reeleição Simão Jatene, do PSDB, sendo eleito no segundo turno, considerado o primeiro vice-governador representante da região sul do estado, algo inédito na política paraense.
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