quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Por G1 Minas — Belo HorizonteA defesa do empresário Jerônimo da Silva Leal Júnior, suspeito de ser dono da empresa de segurança contratada para fazer a escolta de um doleiro que acabou em tiroteio em Juiz de Fora, na Zona da Mata, entrou nesta quarta-feira (24), na Justiça de Belo Horizonte, com pedido de habeas corpus liberatório. O advogado Pedro Possa contou ao G1 que também queria a transferência de Leal Júnior de Juiz de Fora para o Hospital Sírio-Libanês ou Albert Einstein, em São Paulo, mas foi negado.Veja o que se sabe até agora sobre o tiroteio
Na sexta-feira (19), tiroteio entre policiais civis de Minas Gerais e de São Paulo deixou um policial, de 37 anos, morto no estacionamento de um hospital, em Juiz de Fora. No local do crime, também estavam empresários e doleiros. Quatro policiais foram presos por lavagem de dinheiro; um homem de 42 anos foi preso por homicídio e um idoso de 66, por estelionato tentado. Mais de R$ 14 milhões - a maioria em notas falsas - foram apreendidos, junto com armas, cartuchos, carros e distintivos. O caso segue em apuração na Delegacia de Homicídios de Juiz de Fora. Os depoimentos até agora apontam que, além dos policiais, a negociação envolveu empresários da área de segurança e doleiros.
Para pedir a soltura do empresário, o advogado alegou que houve falta de fundamentação da prisão, já que Leal Júnior é réu primário, reside em São Paulo e, como está em estado grave, não consegue se locomover.
De acordo com Possa, o dono de uma empresa de segurança segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Monte Sinai. Conforme o advogado, no tiroteio, o empresário foi ferido do abdômen e corre risco de vida.
Segundo a Justiça, ele é suspeito de ser o dono da empresa de segurança que foi contratada para fazer a escolta do doleiro Flávio Guimarães, e é acusado ainda de ser o autor dos disparos que matou o policial civil mineiro Rodrigo Francisco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário