Defesa entra com pedido de habeas corpus de Marconi Perillo; processo tramita em segredo de Justiça
Segundo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ainda não havia decisão sobre o pedido às 19h. Ex-governador foi preso enquanto prestava depoimento à Polícia Federal na Operação Cash Delivery.
Por Raquel Morais, Paula Resende e Vanessa Martins, G1 GO
Marconi Perillo (PSDB) em foto de arquivo do dia 6 de abril de 2018 — Foto: Reprodução
A defesa de Marconi Perillo(PSDB) entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Segundo o órgão, ainda não havia qualquer decisão sobre o pedido até as 19h desta quarta-feira (10). O ex-governador de Goiás foi preso preventivamente nesta tarde, enquanto prestava depoimento à Polícia Federal na Operação Cash Delivery, que apura pagamento de R$ 12 milhões de propina pela Odebrecht para campanhas políticas.
Em nota, a assessoria do TRF1 informou que, a pedido da defesa de Marconi, o processo tramita em segredo de Justiça. O G1 entrou em contato com o advogado Antônio Carlos Almeida, que acompanhava o ex-governador na PF, às 19h e aguarda retorno. O depoimento, que começou por volta de 13h, foi encerrado por volta de 19h50.
O político é considerado suspeito de receber R$ 12 milhões em propina de empreiteiras para os pleitos eleitorais em 2010 e 2014. A operação ocorreu em decorrência de delações da Odebrecht na Operação Lava Jato.
Kakay afirmou em nota (veja íntegra abaixo) que "não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex-governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento".
A data do depoimento foi marcada após a defesa de Marconi pedir à Polícia Federal que o político fosse ouvido após as eleições. Perillo deixou o governdo de Goiás para disputar o cargo de senador, mas recebeu apenas 416.613 votos e não foi eleito.
A atual gestão informou que "por se tratar de matéria eminentemente judicial, sobre ela o Governo de Goiás não vai se manifestar".
Dinheiro apreendido com motorista de Jayme Rincon na operação Cash Delivery — Foto: Reprodução
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