Senado
aprova texto-base de projeto que aumenta multa para quem desiste de imóvel na
planta
Atualmente,
construtoras ficam com 10% a 25% do valor pago por quem desistiu do negócio;
pelo projeto, multa pode chegar a até 50%. Senadores devem analisar emendas
nesta quarta.
Por
Gustavo Garcia, G1 — Brasília.
20/11/2018
19h56 Atualizado há 35 minutos
O Senado
aprovou nesta terça-feira (20) o texto-base do projeto que permite a aplicação
de uma multa maior para quem desiste da compra de um imóvel na planta, o
chamado "distrato".
Em julho, a
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado rejeitou a proposta. O texto
foi enviado ao plenário e recebeu emendas (sugestões de alteração) ao projeto.
O texto-base
aprovado pelos senadores nesta terça tem o mesmo conteúdo da versão aprovada
pela Câmara em junho deste ano.
Os senadores
ainda precisam analisar as emendas ao projeto, o que deve ocorrer nesta
quarta-feira (21). Se as modificações forem aprovadas, o texto retorna à
Câmara. Caso contrário, seguirá à sanção presidencial.
Defensores
da proposta dizem que o texto dará maior "segurança" ao setor de
construção de imóveis, que tem enfrentado crise e fechamento de postos de
emprego.
O projeto
Atualmente,
as construtoras ficam com 10% a 25% do valor pago por quem desistiu da compra
do imóvel da planta.
O projeto
permite uma multa maior. Se o comprador desistir do negócio ou parar de pagar
as prestações do imóvel, a construtora ou empresa responsável pela obra vai
ficar com até 50% do dinheiro pago pelo comprador.
Essa mudança
vale para os imóveis do chamado regime do patrimônio de afetação. Ou seja,
aqueles imóveis que não estão registrados como patrimônio da construtora, que
abre uma empresa com CNPJ e contabilidade próprios para administrar o
empreendimento.
A maioria
dos contratos no país, hoje, é nessa modalidade.
Quando os
imóveis estiverem no nome da construtora, a multa terá um limite menor: de até
25%.
O projeto
também legaliza a tolerância de seis meses de atraso para as construtoras
entregarem os imóveis sem pagar multa para o comprador.
Transparência
Uma das emendas
que deve ser analisada nesta quarta-feira tem o objetivo de estabelecer que os
contratos de compra de imóveis apresentem um quadro-resumo com as principais
informações da aquisição. O objetivo é dar mais clareza a esses documentos.

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