A seção de
protocolo da Câmara dos Deputados registrou desde cedo, nesta segunda-feira
(4), uma fila com dezenas de deputados e assessores interessados em apresentar
propostas.
A
movimentação no protocolo começou nas primeiras horas da manhã, mas o recebimento
oficial de proposições só foi iniciado após o início da sessão inaugural do
Congresso Nacional, pouco depois das 15 horas.
O deputado
Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) disse que chegou às 7 horas para apresentar um
pedido de criação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o
programa Mais Médico, mas já havia cinco pedidos na sua frente. Só podem
funcionar na Câmara cinco CPIs simultaneamente, e a ordem de chegada é levada
em conta.
Revisão da
ECA
A deputada
Joice Hasselmann (PSL-SP) protocolou projeto para revisar o Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) e prever punições a menores de 18 anos conforme a
gravidade do ato análogo a crime cometido.
Outra
proposta da deputada, que está no primeiro mandato, pretende alterar a Lei Maria
da Penha para permitir que o delegado determine medidas protetivas a mulheres
vítimas de violência. “Precisamos dar esse poder ao delegado e essa segurança à
mulher, porque, muitas vezes, depois que ela faz a denúncia e volta para casa é
que acontecem as agressões mais fortes e até as mortes”, justificou Hasselmann
A deputada é autora ainda de
projeto para desobrigar o uso da expressão “vossa excelência” entre os
parlamentares. “Vossa Excelência é só o povo brasileiro; senhor e senhora,
entre nós parlamentares, estão de bom tamanho”, finalizou.
Reforma
trabalhista
Deputado de
segundo mandato, Aliel Machado (PSB-PR) apresentou projetos para alterar pontos
da reforma trabalhista, que foi aprovada em 2017 e modificou diversos
dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Precisamos reparar
erros cometidos contra os trabalhadores”, disse. Machado também protocolou
projetos para proibir regalias e má utilização de recursos na administração
pública.
Saidinha de
presos
A deputada
Carla Zambelli (PSL-SP) apresentou projetos de lei para: aumentar o limite de
infrações de trânsito que o motorista pode cometer sem ter a Carteira Nacional
de Habilitação cassada; acabar com a “saidinha de presos“ em dias festivos (Dia
das Mães, Natal); e revogar a Lei do Farol Aceso durante o dia em rodovia de
pista dupla. Fundo
Eleitoral
O deputado
Vinicius Poit (Novo-SP) apresentou dois projetos: “Um deles determina a
extinção do Fundo Eleitoral, que é o fundo que usa dinheiro público para
financiar as campanhas eleitorais; o outro permite que o partido que não deseje
usar os recursos do Fundo Partidário possa direcionar esse recurso para o que é
prioritário para o cidadão: educação, saúde e segurança”, disse.
Armas e
sigilo de informações
Os deputados
Danilo Cabral (PSB-PE) e Alessandro Molon (PSB-RJ), por sua vez, protocolaram
dois projetos que tratam de ações do governo Jair Bolsonaro, como o registro de
posse de arma de fogo e a regulamentação da Lei de Acesso à Informação.
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Os deputados
protocolaram ainda dois projetos de decreto legislativo (PDCs) que pedem a
revogação dos dois decretos que alteram o Estatuto do Desarmamento e a Lei de
Acesso à Informação. Segundo os parlamentares, somente o Congresso poderia
alterar o mérito dessas normas.
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