MST repudia
ataque da Record contra as crianças Sem Terrinha
"A Rede
Record, ao disseminar mentiras, não leva em consideração critérios mínimos de
apuração e imparcialidade, faltando, entre outras questões, com a ética Na noite deste domingo, 10, o MST
recebeu com repúdio as informações veiculadas no Programa Domingo Espetacular
da Rede Record de Televisão. A reportagem envolveu o Encontro das Crianças Sem
Terrinha e foi totalmente manipulada para "fortalecer o processo de
criminalização de organizações populares, que lutam pela defesa dos seus
direitos".
Em nota,
"reafirmamos que o Encontro teve as autorizações dos órgãos responsáveis e
respeitou todos os padrões de segurança exigidos pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA). Destacamos ainda, que todas as crianças tiveram autorização
dos pais, conforme prevê a legislação, além disso, todos os alvarás necessários
foram emitidos pelos órgãos competentes, incluindo a Vara da Infância e
Juventude".
Confira
abaixo na íntegra
O Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público denunciar e repudiar a
distorção de informações veiculadas na noite deste domingo (10) no Programa
Domingo Espetacular. A reportagem “A Polêmica dos Sem Terrinha”, tem como único
objetivo manipular a opinião pública e fortalecer o processo de criminalização
de organizações populares que lutam pela defesa dos seus direitos.
Num país, em
que o número de analfabetos supera a marca de 11 milhões de pessoas e que 1 a
cada 5 crianças está fora da escola, nos surpreende que um Encontro Nacional de
Crianças Sem Terrinha, onde foram discutidos temas relacionados aos direitos
das crianças e a produção de alimentos saudáveis, seja classificado como doutrinário.
Reafirmamos
que o Encontro teve as autorizações dos órgãos responsáveis e respeitou todos
os padrões de segurança exigidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA). Destacamos ainda, que todas as crianças tiveram autorização dos pais,
conforme prevê a legislação, além disso, todos os alvarás necessários foram
emitidos pelos órgãos competentes, incluindo a Vara da Infância e Juventude. A
Rede Record, ao disseminar mentiras, não leva em consideração critérios mínimos
de apuração e imparcialidade, faltando, entre outras questões, com a ética
jornalística.
O Artigo 6º
da Constituição Federal do Brasil prevê, dentre outras coisas, o direito à
educação. Nesse sentido, o MST não só luta para que esse direito seja
respeitado como também trabalha cotidianamente para que nos tornemos um país
mais digno e, sobretudo, menos desigual. Temos uma longa trajetória de lutas no
acesso à educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis para as
crianças, jovens e adultos.
Em toda a
nossa história, foram conquistadas mais de duas mil escolas públicas,
reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), nos acampamentos e
assentamentos em todo o país, que atendem a crianças, adolescentes e adultos.
Milhares de
camponesas e camponeses, organizados pelo MST tiveram acesso à alfabetização e
se formaram no ensino fundamental, médio, em cursos técnicos e de nível
superior. Há filhos e filhas de famílias assentadas em mais de 100 turmas de
cursos formais e mais de quatro mil professores foram formados a partir das
lutas pela educação pública, considerada pelo Movimento um direito básico.
Enfatizamos,
que enquanto movimento de luta pela terra, pela Reforma Agrária e pela
transformação da sociedade, continuaremos defendendo os direitos e a cidadania
plena para todas as pessoas, em especial aquelas que vivem no campo.
Nós não só
lutamos como fomentamos a educação no país e, diante de tudo isso, exigimos
imediato direito de resposta e desafiamos a emissora a construir um jornalismo
sério, de qualidade que preze pelos fatos e não por interesses políticos.
Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra — MST jornalística"
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