segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019


Documento do Instituto de Criminalística analisa imagens de câmeras que registraram instante em que menino deixa colo da mãe  — Foto: Reprodução/IC

Vídeo mostra menino de 3 anos saindo de vagão de Metrô de SP até ser atropelado e morto
Câmera mostra desespero da família de Luan Silva Oliveira e momento em que ele e Vídeos do Metrô de São Paulo registraram o momento que um menino de 3 anos deixa sozinho o vagão até entrar num túnel e ser atropelado e morto por outra composição na estação Santa Cruz, Zona Sul da capital, em 23 de dezembro de 2018. Segundo registro do Hospital São Paulo, Luan Silva Oliveira morreu em decorrência de “traumatismo crânio encefálico” ao ser atingido na cabeça pelo trem.
Os vídeos (assista acima), laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, e a causa da morte da criança foram entregues à Polícia Civil e divulgados nesta segunda-feira (11) à imprensa pelo advogado Ariel de Castro Alves, que representa a família de Luan.
Para ele, as cenas e relatórios isentam a mãe do garoto, Linéia Oliveira Silva, de qualquer responsabilidade pela saída de Luan do trem e, consequentemente, na sua morte.
ntra em túnel. Causa da morte foi traum Vídeos do Metrô de São Paulo registraram o momento que um menino de 3 anos deixa sozinho o vagão até entrar num túnel e ser atropelado e morto por outra composição na estação Santa Cruz, Zona Sul da capital, em 23 de dezembro de 2018. Segundo registro do Hospital São Paulo, Luan Silva Oliveira morreu em decorrência de “traumatismo crânio encefálico” ao ser atingido na cabeça pelo trem.
Os vídeos (assista acima), laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, e a causa da morte da criança foram entregues à Polícia Civil e divulgados nesta segunda-feira (11) à imprensa pelo advogado Ariel de Castro Alves, que representa a família de Luan.
Para ele, as cenas e relatórios isentam a mãe do garoto, Linéia Oliveira Silva, de qualquer responsabilidade pela saída de Luan do trem e, consequentemente, na sua morte.
atismo craniano, segundo hospital. A família de Luan só conseguiu desembarcar na estação seguinte, Praça da Árvore, onde pediu ajuda a funcionários para tentar localizar o menino. Em seguida, os parentes voltaram em outra composição para a Santa Cruz, onde procuraram a criança.
Túnel
As imagens dos vídeos mostram a criança no momento em que passa uma porta que dá acesso ao túnel, percorre 260 metros pelos trilhos e é atropelada por outra composição. O menino foi encontrado por funcionários do Metrô com ferimentos na cabeça. Ele ainda chegou a ser socorrido a um hospital, onde já chegou morto. Os laudos com as análises dos vídeos e sobre o que matou o menino estão com a Polícia Civil, que investiga causas e eventuais responsabilidades pela morte de Luan. O caso é apurado sob sigilo Questionado então de quem seria a responsabilidade pela morte de Luan, o advogado da família do menino preferiu deixar essa conclusão para a própria polícia. “A família quer que tudo seja esclarecido, inclusive as falhas dos sistemas de segurança e prevenções de risco do Metrô”, comentou Ariel.
Segundo o advogado, o laudo do IC demonstra, por exemplo, que o acesso ao túnel do Metrô, onde Luan entrou, tem um pequeno portão, sem travamento. Basta uma leve pressão para passar pelo local que é proibido para quem não é funcionário autorizado, aponta Ariel.
Podemos concluir que o Metrô de São Paulo é um local de risco para crianças
— disse Ariel de Castro, advogado da família de Luan
Para diretores do Sindicato dos Metroviários, há falta de funcionários na plataforma. Eles defendem, por exemplo, que a portinhola que dá acesso à passarela de emergência, no interior do túnel, deveria ter uma trava que a mantivesse fechada (ou sensor com alarme sonoro, por exemplo) para chamar a atenção de funcionários e até mesmo de usuários para quando alguém entrar no local.
O advogado da família de Luan entende ser necessário ainda uma reconstituição para verificar se houve demora entre o pedido dos funcionários para procurarem a criança no túnel e a autorização do Metrô.
“E também porque os trens foram avisados sobre a criança perdida 40 minutos após, as 11h45”, disse Ariel.
Segundo relatório do Sindicato dos Metroviários, os seguranças do Metrô tiveram de esperar 61 minutos para entrar no túnel e procurar pela criança.
pela Delegacia do Metropolitano e o inquérito ainda não foi concluído.

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