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Semsa fecha 2018 com registro de mais de 150 casos de
gravidez na adolescência em Santarém
Geralmente, as meninas acabam abandonando os estudos e até
mesmo ficando grávidas outras vezes, em um curto espaço de tempo.
Por Sílvia Vieira, G1 Santarém — PA.
05/02/2019 11h53 Atualizado há 6 horas
Na Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência,
a Secretaria Municipal de Saúde (Semas) de Santarém, no oeste do Pará,
intensifica ações de orientação e prevenção nas unidades básicas de saúde, para
chamar a atenção para uma realidade preocupante no município: o número elevado
de adolescentes grávidas. Ao longo de 2018, foram 152 os casos de gestações
entre adolescentes, registrados nas UBS’s.
Segundo levantamento realizado pela Semsa, entre
adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos foram 12 casos de gestações, e 140
na faixa etária de 15 a 19 anos, de janeiro a dezembro de 2018.
A Semsa forneceu dados e guias para que os profissionais
possam orientar seus pacientes adolescentes sobre a importância de se
prevenirem adequadamente, não só para evitarem a gravidez em um estágio da vida
em que as meninas ainda não têm estrutura física e emocional para cuidarem de
uma nova vida, como também doenças.
A abertura da programação foi realizada segunda-feira (4),
na UBS do bairro Uruará, que registrou 12 casos de gestação em adolescentes, em
2018. Para a coordenadora da unidade, enfermeira Merijane Rego, o diálogo
aberto em casa sobre a gravidez, suas consequências e a necessidade de
prevenção é essencial para evitar não só a gravidez indesejada, como problemas
de saúde para mães e bebês.
“A gravidez na adolescência traz uma carga de
responsabilidade que só deveria existir quando já há maturidade e por escolha,
não por acidente, como temos visto na unidade de saúde. A conversa franca em
casa, a orientação para a prevenção ainda são o melhor caminho para diminuir
esses índices de gestações na adolescência”, observou Merijane.
Geralmente, as meninas que acabam não tendo o apoio dos pais
de seus bebês, acabam abandonando os estudos, se veem obrigadas a trabalhar
para ajudar nas despesas de casa, e em alguns casos, ficam grávidas outras vezes,
em um curto espaço de tempo.
O médico do programa Saúde da Família, Karlisson Cunha,
destacou que, há ainda uma preocupação com a saúde das garotas, que podem
desenvolver problemas, como pressão arterial, eclâmpsia e pré-eclâmpsia durante
a gravidez. Segundo ele, os bebês podem sofrer ainda com falta de espaço e
prematuridade.
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