Professores
da rede municipal de ensino de Parauapebas irão paralisar atividades
Francesco
Costa | Portal Pebinha de Açúcar
Publica
Após a realização de Assembleia
Geral quando reuniu servidores da educação pública municipal, que a coordenação
de Parauapebas do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará
(SINTEPP), anunciou que deverá paralisar as atividades nas escolas do
município.
De acordo
com a coordenação do sindicato, o ato já era esperado, mas, que tentou se
evitar com os diálogos desde o ano passado que, segundo o coordenador Rosemiro
Laredo, não avançou. “O contexto vivido nas escolas públicas é de calamidade
extrema. Não são raros os relatos de invasões e cenas de vandalismo, inclusive
com agressões físicas a alunos e servidores. Os ambientes insalubres também se
tornaram um problema de saúde pública, uma vez que alunos e funcionários,
principalmente professores, estão adoecendo nas escolas”, explicou Rosemiro.
De acordo
com avaliação que iremos publicar abaixo, feita pelo SINTEPP, essa situação é o
produto de uma somatória de fatores que contribuem para o desastre instalado na
educação:
1. O governo
implementou um projeto de climatização das escolas, mas não se preparou para
fazer a substituição dos aparelhos. Hoje as máquinas estão sucateadas e o
governo não consegue resolver o problema. Já há relato de um número considerável
de alunos que desmaiaram em sala de aula e foram levados em ambulâncias das
escolas para hospitais e o número de professores com problemas de saúde
relacionados ao exercício da profissão é preocupante.
2. Ao invés
de construir escolas, e para cumprir acordos políticos, o governo opta por
alugar prédios sem condições de funcionamento e mantém anexos que comprometem o
processo de ensino e aprendizagem. Resumo da ópera, hoje esses anexos estão
sendo fechados por falta de condições e os alunos estão ficando sem aula.
3. Apesar de
ter uma frota considerável de ônibus escolares, estamos recebendo diariamente a
informação de que alunos estão sem aula. As justificativas vão desde a falta de
combustível, por falta de pagamento aos fornecedores, até as péssimas condições
em que os ônibus se encontram, pois o governo não consegue garantir a
manutenção dos mesmos.
4. Falta de
material de apoio pedagógico e até mesmo itens básicos como gás de cozinha
estão faltando nas escolas da Rede Municipal de Ensino. Recebemos a denúncia de
que as merendeiras estão cozinhando em fogão a lenha improvisada na Escola
Crescendo na Prática.
5. Alunos do
Bairro Novo Brasil estão precisando contornar pela PA-275 porque a ponte, que
dá acesso à escola Deyse Lorena, está intrafegável.
6. Professores
e alunos da Escola Fernando Pessoa paralisaram as atividades para realizar um
ato contra a violência, pois já houve caso de agressão a professor naquela
escola, assim como na escola Sandra Maria e Elisaldo Ribeiro, também.
“Infelizmente,
chegamos ao ponto em que precisamos suspender as aulas para reivindicar
direitos que deveriam ser garantidos pela gestão”, lamenta Rosemiro, anunciando
que a paralisação deverá acontecer na próxima quinta-feira, 14, com
manifestação em frente à Prefeitura Municipal de Parauapebas, a partir das
8h00.
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