O Tribunal
Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou recurso no qual a mineradora
Vale pedia retomada das operações da mina e da usina do
empreendimento Onça Puma, no sul do Pará, e a suspensão dos depósitos mensais
às comunidades indígenas xikrin e kayapó. As informações foram repassadas pelo
Ministério Público Federal no Estado na última quarta-feira (6).
A Vale
informou que recorreu da decisão, requerendo o retorno da atividade de
mineração “com base nos laudos elaborados por peritos judiciais que comprovam a
inexistência de relação entre a suposta contaminação do rio Cateté e as
atividades desenvolvidas na mina de Onça Puma”.
A decisão da
Justiça foi tomada na última sexta-feira (1º) e ocorre em meio às consequências
do rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora em Brumadinho (MG). A
paralisação das atividades em Onça Puma foi determinada em novembro do ano
passado por supostos danos ambientais e à saúde no sul paraense.
Conforme o
MPF, a vice-presidência do TRF1 arquivou o pedido da maior produtora de minério
de ferro do mundo porque ainda restam embargos de declaração que precisam ser
analisados pela 5ª Turma do Tribunal, responsável pela decisão de paralis Entre
as medidas impostas pelo TRF1 à Vale estão à paralisação das atividades de
exploração mineral até que a Vale cumpra obrigações socioambientais,
apresentando programas mitigatórios e compensatórios em favor das etnias
atingidas.
Também foi
fixado pagamento de indenização mensal de um salário mínimo por indígena.
Considerando que os valores são devidos desde 2015, a indenização total
ultrapassa 100 milhões de reais, destacou o MPF.
Ar as
atividades da empresa no local. A produção de Onça Puma alcançou 6,1 mil toneladas de níquel
no terceiro trimestre do ano passado, ou pouco mais de 10% do total produzido
pela Vale, conforme os dados mais recentes divulgados pela companhia.
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