Nicolás Maduro declara 'alerta laranja' na fronteira da Venezuela com a Colômbia
Chavista anunciou exercícios militares na região fronteiriça entre 10 e 28 de setembro e acusou governo colombiano de Iván Duque de 'querer guerra' após nova crise com as Farc.
Por G1
Nicolás Maduro em um cômodo do palácio Miraflores, em Caracas, em julho de 2019 — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou nesta terça-feira (3) que as Forças Armadas venezuelanas declarem "alerta laranja" na fronteira com a Colômbia em virtude de "ameaça de agressão" do país vizinho.
"O atual governo da Colômbia não quer paz, quer guerra e nós lamentamos isso", afirmou o chavista.
Além disso, Maduro ordenou que militares façam exercícios militares na região da fronteira com a Colômbia entre 10 e 28 de setembro. Não está claro quais são os demais efeitos do "alerta laranja".
As declarações foram dadas cinco dias depois de o presidente da Colômbia, Iván Duque, acusar o regime chavista de Maduro de supervisionar e apoiar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Na semana passada, uma facção do grupo renunciou ao acordo de paz firmado entre guerrilheiros e o governo colombiano.
Iván Duque detalha ações contra lideranças das Farc que anunciaram volta à luta armada — Foto: Reprodução/Youtube/Presidência da Colômbia
"Os colombianos devem ter claro que não estamos diante do nascimento de uma nova guerrilha, mas sim de ameaças criminosas de uma quadrilha de narcoterroristas que conta com o apoio e a supervisão da ditadura de Nicolás Maduro", afirmou Duque, na ocasião.
A declaração irritou o chavista, que, durante discurso desta terça-feira, afirmou que Duque "quer acusar a Venezuela de causar uma guerra que tem 70 anos na Colômbia" – em referência aos conflitos relacionados às Farc.
Divisão nas Farc
Iván Márquez, ex-número dois da guerrilha dissolvida das Farc, reapareceu em um vídeo anunciando volta à luta armada — Foto: Reprodução/ Youtube
Na quinta-feira passada (26), Iván Márquez, ex-número dois das Farc anunciou a retomada da luta armada na Colômbia. "Anunciamos ao mundo que a segunda Marquetalia [berço histórico da rebelião armada] começou sob proteção do direito universal que ajuda todos os povos do mundo a se levantarem contra a opressão", disse.
O anúncio não foi bem recebido pelas lideranças da Força Comum Alternativa Revolucionária – partido político fruto das Farc que tem presença no Congresso colombiano.
"A grande maioria continua comprometida com o acordo, apesar de todas as dificuldades e perigos. Estamos com a paz", disse Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, na ocasião.
Helicóptero do exército colombiano sobrevoa área onde o governo diz que guerrilheiros dissidentes do acordo de paz com as Farc foram mortos na sexta-feira (30), em Ovejas — Foto: Juan Barreto/AFP
Imediatamente, o governo colombiano anunciou uma ofensiva de retaliação à guerrilha dissidente. Na sexta-feira (30), uma ação militar deixou nove guerrilheiros mortos.
Nesta segunda-feira, Timochenko pediu que antigas tropas guerrilheirasnão voltassem as armas e convidou "os que podem se sentir tentados pelos cantos de sereia dos desertores da paz" a "pensarem, meditarem, analisarem muito bem a realidade antes de se decidir a seguir um equívoco semelhante".
"Sabemos que os que hoje se chamam chefes das Farc não vão fazer a guerra, que ficarão do outro lado da fronteira [na Venezuela]", acrescentou Londoño na carta.
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/09/03/nicolas-maduro-ordena-que-militares-declarem-alerta-laranja-na-fronteira-com-a-colombia.ghtml
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