Justiça ordena retirada de invasores de terra indígena no sudeste do Pará
Segundo o MPF, invasores que ocupam reserva Trincheira-Bacajá têm o prazo de 7 dias para deixar a localidade. Decisão ainda cabe recurso.
A Justiça Federal no Pará ordenou a retirada de invasores da terra indígena Trincheira-Bacajá, no sudoeste do estado. O juiz Hallison Costa Glória deu um prazo de 7 dias para que os posseiros saiam voluntariamente da área, caso contrário pode ser usada a força. A decisão ainda cabe recurso.
A área, que fica entre os municípios de Altamira e São Félix do Xingu e pertence aos índios Xikrin, é alvo de extração ilegal de madeira, grilagem e garimpo ilegal desde o ano passado.
Segundo a Justiça Federal, a liminar foi favorável a um pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai), que questionava a presença de invasores na área de reserva indígena.
Após investigações realizadas pelo MPF, a Justiça comprovou que houve invasão. Caso a saída dos ocupantes não seja realizada de forma voluntária, o juiz do caso, Hallison Glória, autorizou o "emprego da força" por parte da Polícia Federal.
De acordo com o MPF, a terra indígena está invadida desde 2018, mas a situação se agravou em 2019, quando lideranças Xikrin foram ameaçadas de morte pelo grupo de madeireiros.
As ameaças vieram após uma expedição realizada pelos próprios indígenas para apreender motosserras e exigir a retirada pacífica dos grileiros.
Segundo o grupo, cerca de 300 invasores, fortemente armados, construíram casas dentro da reserva e estão fazendo queimadas na região.
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