quarta-feira, 19 de junho de 2019

PF desmonta grupo por extrair ouro de garimpos clandestinos

Operação Ouro Perdido, com participação da Receita, FAV e Exército, cumpre 56 ordens judiciais no Amapá, Pará, Goiás e São Paulo

Ednilson Aguiar/ O LivreSalvarEDNILSON AGUIAR/ O LIVRE


A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Ouro Perdido nesta terça-feira (18/06/2019) com o objetivo de desarticular um grupo de empresas de Oiapoque — município a cerca de 580 km de Macapá —, suspeito de comercializar ouro extraído ilegalmente de garimpos clandestinos do Brasil, Guiana Francesa e Suriname.
Ao todo, 56 ordens judiciais — 20 mandados de prisão temporária e 36 de busca e apreensão — são cumpridas por 128 policiais federais. As ações são realizadas no Oiapoque e Macapá (AP), Itaituba (PA), Goiânia (GO) e em quatro municípios paulistas — Guarulhos, Jundiaí, Limeira e São Paulo.
Segundo a PF, o nome da operação, Ouro Perdido, tem relação com o fato de o minério, extraído ilegalmente, ser “roubado” do solo dos países, “consequentemente causando perdas financeiras e ambientais em tais territórios”. A ação conta com apoio da Receita, do Ministério Público Federal, da FAB e do Exército.
A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 146 milhões em bens dos investigados e suspendeu e proibiu as atividades comerciais e financeiras praticadas pelos mesmos.
Segundo a PF, autoridades francesas cumprem, simultaneamente, medidas investigativas e fiscalizatórias na Guiana “para combater a exploração e comércio ilegal de ouro clandestino”.

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