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Flávio Bolsonaro vai ao Alvorada e se reúne com presidente
JN mostrou nesta sexta (18) que Flávio recebeu 48 depósitos
suspeitos em 1 mês, somando R$ 96 mil. G1 procurou assessoria da Presidência,
que disse não ter informações sobre encontro.
Por G1 — Brasília
19/01/2019 18h16
Atualizado há 22 horas
O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro
(PSL-RJ) deixou na tarde deste sábado (19) o Palácio da Alvorada, após visita
ao pai, o presidente Jair Bolsonaro. — Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo
O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro
(PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, esteve no Palácio da Alvorada
neste sábado (19).
Segundo o jornal "O Globo", Flávio e Jair
Bolsonaro ficaram reunidos durante toda a manhã na residência oficial da
Presidência da República, em Brasília.
O encontro aconteceu um dia após o Jornal Nacional informar
que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram
encontrados depósitos suspeitos na conta do senador eleito que somam R$ 96 mil
(leia detalhes mais abaixo).
O jornal "O Estado de S.Paulo" registrou o momento
em que o senador eleito deixava a residência oficial de Bolsonaro (veja nas
fotos desta reportagem).
O G1 procurou a assessoria da Presidência, que diss Depósitos
na conta de Flávio.
Nesta sexta (18), o Jornal Nacional mostrou que, de acordo
com o Coaf, em um mês, foram quase 50 depósitos suspeitos em dinheiro numa
conta de Flávio.
Entre junho e julho de 2017, diz o Coaf, foram registrados
48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, concentrados no
autoatendimento da agência bancária da Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro(Valer) e sempre no mesmo valor: R O Jornal Nacional apurou que o
relatório do Coaf foi pedido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro a partir
das investigações sobre movimentações financeiras atípicas de assessores
parlamentares da Alerj.
O ex-motorista de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz, por
exemplo, é um dos alvos da apuração. Segundo o Coaf, Queiroz movimentou R$ 1,2
milhão em um ano. Além disso, nove servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro
depositavam dinheiro na conta de Queiroz em dias que coincidem com as datas de
pagamento da Alerj.
Para os investigadores, essas transferências podem
representar tentativa de ocultação do real dono do dinheiro.
$ 2 mil. Processo suspenso
Nesta semana, o ministro Luiz Fux, de plantão no Supremo
Tribunal Federal, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro e suspendeu as
investigações sobre Fabrício Queiroz.
Flávio Bolsonaro argumentou que, ao investigar o caso de
Queiroz, o Coaf criou um "atalho" e "burlou" as regras.
À colunista do G1 Andréia Sadi, Fux disse que suspendeu o
processo porque as provas poderiam ser anuladas. Quando o Poder Judiciário
retornar do recesso, o ministro Marco Aurélio, relator do pedido de Flávio
Bolsonaro, analisará o tema.
Também ao Blog da Andréia Sadi, Marco Aurélio já disse que
tem remetido "ao lixo" pedidos co O ministro já enviou a instâncias
inferiores 28 casos semelhantes aos de Flávio Bolsonaro.mo o do senador eleito
e não ter como confirmar o encontro nem o que foi discutido
pelos dois.
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