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'Por que
tamanha brutalidade?', diz pai de criança de 10 anos encontrada morta dentro de
mala, em Barra do Piraí
Júlia Laport
tinha uma doença rara e estava desaparecida há seis meses. A mãe da criança
confirmou em depoimento que ocultou o corpo da filha.
Por G1 Sul
do Rio e Costa Verde
25/01/2019
13h59 Atualizado há 21 horas
‘’Por que
tamanha brutalidade? ’”Essa mulher é um monstro, ela seguiu a vida dela normal,
a própria filha, sangue dela, nasceu dela, ela não podia ter feito isso, é uma
coisa muito absurda”. O desabafo é do pai de Júlia Laport, de 10 anos, que foi
encontrada morta dentro de uma mala, no distrito de Ipiabas, em Barra do Piraí,
no Sul do Rio. A mãe da criança confirmou em depoimento na terça-feira (22) que
ocultou o corpo da filha.
Em
entrevista exclusiva ao RJTV, Anderson Caldeira Quintanilha, de 31 anos, disse
que morou com Cristiane de Oliveira Laport por 12 anos. Com ela, teve mais três
filhos, além da Júlia. Ele se separou da mãe das crianças em 2017 e disse que
tentava ver a filha, mas a mãe da criança sempre dava uma desculpa e nunca
mostrava a menina.
O pai da
criança contou que por causa de uma medida protetiva contra ele, não podia
chegar perto de Cristiane e com isso, não conseguia ver os filhos.
''A última
vez que eu vi a minha filha, se eu não me engano, foi no mês 5 ou mês 6 [de
2018]. Foi quando ela me autorizou a entrar na casa dela. A Júlia estava
coberta até o pescoço e pelo rosto dela eu vi que ela estava maltratada, estava
desnutrida. Quando ela tirou a mão do cobertor, eu consegui puxar o cobertor
para ver a minha filha. Ela estava só de fraldinha e só pele e osso. Foi quando
eu comecei a debater com ela e falei que ela estava matando nossa filha. Foi aí
que ela me expulsou da casa dela. Fui no conselho tutelar, dei queixa dela e
depois disso, ela me proibiu de ver meus filhos durante seis meses. Foi aí que
ela se mudou para Ipiabas e começou a botar medida protetiva contra mim’',
explicou Anderson.
Segundo o
pai, Júlia era uma menina alegre, apesar de todas as dificuldades. Ele disse
que agora passa os dias tentando absorver tudo o que aconteceu e que tem
dificuldades para dormir.
''Não
consigo me alimentar direito, não consigo entender o porquê dessa brutalidade
que ela fez com a minha filha. Quando eu fecho os olhos eu lembro do rostinho
dela, lembro das fotos que enviaram dos restos mortais da minha filha. Tá muito
complicado, tá muito complicado mesmo'', lamenta o pai.
Anderson
quer justiça e diz que vai seguir a vida com os três filhos. ''Eu espero que a
justiça seja feita. Eu vou seguir a vida agora com meus outros três filhos e
vamos começar tudo do zero. O que será que ela fez na cabeça dos meus filhos?
Eles devem ter perguntado, né? Onde está a julinha? O que aconteceu com a
julinha? Imagina o que ela fez na cabeça dos meus outros filhos''.
Cristiane Laport,
de 28 anos, e o padrasto da menina, Carlos Ramon Manoel, de 20 anos, estão
presos. Em depoimento, a mãe disse que a menina morreu de causas naturais e que
ela decidiu, junto com o companheiro, colocar o corpo em uma mala e abandona-la
nos fundos da casa da família do padrasto.
A 88ª
Delegacia de Polícia de Barra do Piraí informou que novos depoimentos sobre o
caso estão previstos para segunda-feira (28).
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