Bolsonaro
autoriza alunos a faltar aula e não fazer prova por causa de religião
Com
informações do portal UOL
Publi
O presidente Jair Bolsonaro
(PSL) sancionou uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
que passa a permitir ao aluno faltar a uma aula ou deixar de fazer uma prova no
dia em que sua religião não permitir. A lei foi publicada na edição desta
sexta-feira (4) do DOU (Diário Oficial da União).
De acordo
com o texto, assinado por Bolsonaro e pelo ministro da Justiça, o ex-juiz
federal Sergio Moro, o estudante de qualquer nível –infantil, fundamental, médio
e superior– terá direito a “alternativas à aplicação de provas e à frequência a
aulas realizadas em dia de guarda religiosa”.
Cado A lei, que passa a vigorar a partir
de março, estabelece que o aluno deverá apresentar um requerimento prévio para
informar a ausência. O texto, porém, não especifica quantos dias antes o documento
precisa ser apresentado.
Para
compensar a falta e a prova, a instituição precisará disponibilizar uma nova
data para realização da atividade por aquele aluno no turno em que ele
frequenta as aulas ou em um período a ser agendado. Ou, então, determinar a
realização de “trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de pesquisa,
com tema, objetivo e data de entrega definidos pela instituição de ensino”.
HISTÓRICO
A proposta
foi feita em 2003 pelo deputado federal reeleito Rubens Otoni (PT-GO) e foi
aprovada pelo Congresso no ano passado. Quando apresentou o projeto de lei,
Otoni disse que o objetivo era “regulamentar um direito implícito na legislação
brasileira”. “Permitindo àqueles que, por convicções religiosas, guardam um dia
da semana para adoração divina, possam continuar a fazê-lo sem prejuízo de suas
obrigações profissionais e escolares”, justificou.
O deputado
chegou a citar os casos de protestantes, adventistas do Sétimo Dia, batistas do
Sétimo Dia, judeus “e de todos os seguidores de outras religiões que guardam o
período compreendido desde o pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do
sábado em adoração divina”.
“E que por
isso, por seguirem à risca as determinações das religiões que professam,
frequentemente são vítimas de um dilema: cumprem as suas obrigações escolares e
desrespeitam as suas crenças religiosas ou, de forma inversa, mantêm suas
convicções religiosas com grandes e graves prejuízos à sua formação intelectual
e profissional?”, escreveu Otoni em seu projeto de lei.
Questões
religiosas já estimularam alterações no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Desde 2017, o exame passou a ser realizado em dois domingos tendo questões
religiosas como uma das justificativas para que a prova não fosse feita aos
sábados.
As
instituições de ensino terão dois anos para se adaptar à nova regra, de acordo
com o texto sancionado por Bolsonaro. em: 04/01/2019
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