Idoso é
preso por aplicar o “golpe do peixe” em Parauapebas
- Francesco Costa | Portal Pebinha
de Açúcar
- Publicado em: 04/05/201
Canalhice
não tem idade”. Avaliação do sargento PM M. Silva ao prender um homem com
aparência de avançada idade, que portava vários documentos.
Mas, não foi
por portar as várias identificações que o homem de atitudes suspeitas foi
preso; mas, sim, por ter arquitetado e executado golpes contra pessoas nada
mais, nada menos, que cirurgiões dentistas na cidade de Parauapebas. Assim, a
canalhice, citada no início da matéria pelo policial militar, fica ainda mais
ampliada, pois, as vítimas são pessoas tidas como bem esclarecidas. A equipe de
reportagens do Portal Pebinha de Açúcar acompanhou o caso e,
na 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, conversou com o
acusado que, mesmo na frente da polícia, deu um nome falso para o repórter.
Perguntado
sobre seu nome e idade, ele disse com tranquilidade: “Meu nome original
é Ivanilson Mendes Vieira; tenho 68 anos de idade”. Porém, de acordo com a
polícia, entre os vários nomes apresentados pelo elemento, um deles era Itamar. O golpe do peixe – De acordo com relatos dados pelo sargento M.
Silva, o homem de 68 anos de idade visitava consultórios odontológicos,
sempre nas proximidades da Semana Santa, quando, cheio de simpatia, dizia ao
dentista que um vizinho dele fez ali serviços dos quais gostou muito; motivo
que queria presentear o doutor dentista com alguns peixes, porém, queria que
este pagasse pelo menos o “gelo”. Assim, diante da simpatia e
respeitando “os cabelos brancos”, não era difícil dar o valor que ele dizia ser
para comprar o gelo para conservar o peixe que seria entregue em agradecimento
ao dentista.
Essa
história, de acordo com o levantado pela polícia, se repetiu em vários
consultórios, o que virou notícias entre os dentistas através de grupos de
aplicativos de mensagens instantâneas; e assim, ficaram em estado de alerta e
chamaram a polícia. “A vítima já havia sido lesada em ‘outras semanas santas’,
por isso, resolveu chamar a polícia que o prendeu em flagrante. E, para nossa
surpresa, encontramos em posse dele vários documentos de identificação e até de
veículos”, conta o policial, detalhando que na hora de preencher o documento de
apresentação na Polícia Civil nem mesmo o preso tem certeza qual seja seu nome
verdadeiro.
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