A cantora Eliana Ribeiro, que fez show na terça-feira à
noite na abertura das comemorações dos 31 anos de Parauapebas (PA), é
considerada a voz que evangeliza. Ela é missionária e ministra de música na
Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), desde 1999 e possui uma das
mais belas vozes da música católica brasileira. Hoje, seu instrumento de
evangelização é a música, mas também responde por outras atividades evangelizadoras.
A cantora é presença marcante nos Acampamentos de Oração em
Cachoeira Paulista, sede da Canção Nova, nos encontros religiosos e shows
católicos em todo o Brasil, América Latina e na Europa. Em 2002,
Eliana gravou seu primeiro CD: “Tempo de Colheita”. São 11
músicas que contam um pouco de sua história, como “Olhando pra mim”
(feita para seu pai, falecido em dezembro de 2000), de sua conversão e da
necessidade de se resgatar almas para Deus nos tempos de hoje. O objetivo do CD
é levar as pessoas a buscarem uma profunda experiência com o amor concreto de
Deus que atua na história de cada um.
Depois, ela gravou em 2006 o CD “Espera no Senhor”,
em seguida gravou seu primeiro trabalho em espanhol “Al Maestro Del Canto”,
com 10 faixas com salmos. Acompanhado pela versão em português, “Ao
Mestre do Canto – Salmos”. Em 2009, lançou o CD e o seu primeiro DVD “Barco
a Vela”. A cantora também contribui na evangelização na locução de um
programa diário, o “Clube do Ouvinte”, pela rádio Canção Nova AM, na Web TVCN
com o programa “No Colo da Mãe” e no portal Canção Novo oferece no seu blog “Eliana
Ribeiro”, formação, interatividade e oração. Nos retiros da Canção Nova ela
anima, conduz momentos de canção e pregação.
Eliana Ribeiro tem 42 anos, nasceu
em Vitória (ES) e seu encontro com Deus aconteceu em 1993, num encontro para
jovens na capital do Espírito Santo. Ela é casada com o músico Fábio Roniel,
que faz parte de sua banda, e o casal tem um filho, que nasceu em março de
2006, chamado Daniel.
Antes do show na Praça de Eventos em
Parauapebas, na terça-feira, nós conversamos com a cantora Eliana Ribeiro:
Como é que você hoje o
crescimento do número de cantores que levam a mensagem de Cristo para a
população?
Muito positivo esse crescimento. A
música tem um poder de atração, de elevação da pessoa muito grande. Uma força
muito grande. Quando se fala do Evangelho, dessa possibilidade de levar à
boa nova, a boa notícia, as boas palavras que constroem
a pessoa são melhor ainda. É o caso da
gente que evangeliza através da música cristã. Busca a mensagem seja de qual
for à forma. Então, é muito positivo.
Como é que tudo começou em sua
vida?
Começou há uns 26 anos com uma
experiência pessoal com Deus. A música não veio primeira. Primeiro veio à
experiência com Deus e depois um entendimento do chamado de Deus na minha vida,
do talento, do dom que ele tinha me dado, que era ser colocado a serviço da
evangelização. Depois, eu nunca mais parei. Há quase 26 anos que estou
caminhando nessa vida musical. Nas estadas da vida.
Você se sente realizada ou ainda
tem muita coisa pela frente?
Sinto-me realizada. Muito feliz e
penso que ter muita coisa pela frente são as possibilidades que a tecnologia
oferece para que a gente possa avançar. Eu penso que com o crescimento, com a
modernização, principalmente pela internet, a gente também precisa caminhar junta. A igreja católica precisa estar ali juntinho, porque muitas
pessoas, acessando esses meios, também precisam da evangelização deles.
Padre Marcelo Rossi, Padre
Zezinho, que foi o pioneiro, Padre Zé Maria, e outros cantores evangélicos, e
esse conjunto todo cada vez demonstra que jovens cantores podem surgir e que o
caminho é esse, ou seja, levar muita fé através da música?
É como eu disse. A música é o meio.
Ela não é o fim. Ela é um instrumento para que as pessoas possam ter essa
experiência com Deus. É muito bonito ver o Padre Marcelo, o Padre Zezinho, que
é o pioneiro, Padre Jonas, da Canção Nova, Padre Fábio de Melo, que hoje está
mais mediático, vamos dizer assim, nesses lugares, a onde nós cantores, que
temos um nicho mais reservado ou menor, não consigamos chegar. Eu tenho uma
música que eu canto Força
Vitória, de minha autoria, mas na verdade ela se tornou bastante
conhecida em todo o Brasil e no exterior por causa do Padre Marcelo Rossi. Um
lugar a onde eu não conseguiria chegar, ele chega. Então, isso é muito
positivo, já que a música tem essa força de atrair, de seduzir e de conquistar
os corações das pessoas. Ela tem uma força muita negativa, também, quando
denigre as imagens das pessoas, a imagem da mulher, por exemplo, a sexualidade,
como a gente vê muitas músicas depravadas, me desculpe dizer assim, mas elas
existem e acabam enterrando aquilo de valor que a pessoa humana tem. Quando a
gente diz música cristã e música mensagem, não precisa ser naturalmente cristã,
mas ela tem e leva um valor, ela agrega muito mais.
Qual sua mensagem para as
pessoas, especialmente os jovens, que querem começar agora na música levando a
mensagem de Cristo?
Olha, eu acho que tudo começa com
uma experiência com Deus. Você reconhecer o dom que você tem e não
enterrar esse talento. Não desistir. E em primeiro lugar, você ter uma vida
coerente com aquilo que você acredita, porque hoje tem muita fake
news, tem gente fingindo ser aquilo que não é e a autenticidade é tudo
na missão e na evangelização. Seja você mesmo e corra atrás daquilo que você
acredita que Deus está colocando em seu coração.
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