Cortes da Educação despertam as ruas contra Bolsonaro
Milhares de estudantes e professores foram às ruas para protestar em 26 Estados, nos primeiros grandes protestos nacionais contra o presidente. Dos EUA, mandatário chamou manifestantes de "idiotas úteis"
Estudantes, professores, centrais sindicais, movimentos populares e outros apoiadores estiveram na Paulista, onde entoaram gritos de guerra não só em defesa de mais recursos da Educação, mas também contra a reforma da Previdência. Relembravam escândalos do entorno do presidente Jair Bolsonaro — como o Caso Fabrício Queiroz e o escândalo das candidaturas laranjas do PSL, partido do presidente — e pediam a demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que foi obrigado a passar a tarde respondendo a parlamentares na Câmara dos Deputados, num sintoma da desorganização política da base do Governo.
“Fui enganada. A vida toda (me disseram) que a educação não era pra mim porque sou preta e pobre. Vim mostrar que a universidade também é minha”, dizia a estudante de Letras da Unifesp Dayane Ferreira Reis, enquanto pintava o nome da instituição no rosto de um colega em frente ao Masp. Perto dela, a estudante do ensino médio Amanda de Souza, de 17 anos, segurava um cartaz: “Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância”. Ela diz estar com medo de perder a oportunidade de cursar uma universidade pública. “Estou estudando muito pra passar no vestibular e vim hoje porque estão querendo tirar uma chance que já é difícil”, afirma.

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