quinta-feira, 23 de maio de 2019



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Justiça Federal em Belém revoga embargo de produção da Hydro Alunorte, no Pará
Justiça Federal em Belém revoga embargo de produção da Hydro Alunorte, no Pará
O Tribunal Federal em Belém suspendeu a decisão que determinava o embargo da produção da refinaria Hydro Alunorte, em Barcarena, no Pará. A empresa está autorizada a retomar a produção normal após operar com metade da capacidade por mais de um ano. Nenhuma decisão foi tomada sobre o embargo da nova área de Depósito de Resíduos de Bauxita (DRS2).
A assessoria de comunicação da refinaria informou que a empresa foi comunicada sobre a decisão na segunda-feira (20). O embargo foi determinado depois das denúncias de vazamentos de rejeitos de minérios em rios e igarapés da região.
A decisão do Tribunal Federal de suspender o embargo na ação penal veio após a decisão da última quarta-feira (15) de revogar o embargo de produção na ação civil.
A retomada da ampliação dos trabalhos ainda não começou, mas a expectativa é atingir entre 75% e 85% da capacidade em dois meses.
Para a produção na mina de bauxita da Hydro a previsão é aumentar ainda mais a capacidade do depósito do chamado DRS1 com novos equipamentos. Com a suspensão do embargo, as atividades da Hydro em Paragominas também serão ampliadas conforme a velocidade da retomada de produção na Alunorte, em Barcarena.

Entenda o caso

Refinaria da Hydro em Barcarena, no Pará — Foto: Tarso Sarraf / O LiberalRefinaria da Hydro em Barcarena, no Pará — Foto: Tarso Sarraf / O LiberalRefinaria da Hydro em Barcarena, no Pará — Foto: Tarso Sarraf / O Liberal
Em 2018, a cidade de Barcarena, no nordeste do Pará, enfrentou um acidente ambiental, após despejos de rejeitos tóxicos da refinaria Hydro Alunorte, da norueguesa Norsk Hydro, que atingiu comunidades e rios. O caso veio à tona no dia 17 de fevereiro de 2018 e ganhou repercussão internacional. O episódio culminou no depósito de R$150 milhões pago pela Hydro Alunorte. A refinaria, que também concordou em investir R$ 250 milhões em Barcarena, além de pagar R$33 milhões em multas, continua negando envolvimento com os altos índices de poluição da área.
Hydro já admitiu que fez "liberação controlada” de efluentes no Rio Pará, inclusive no dia 17 de fevereiro e disse que havia avisado o Governo do Estado. O presidente e CEO da Hydro, Svein Richard Brandtzæg, assumiu o descarte de água não tratada.
A empresa defende que "não houve contaminação ou dano ambiental causado pelo descarte de água da chuva realizado pela Alunorte e que as áreas de depósito de resíduos sólidos possuem sistemas de gestão de efluentes".
Atualmente, a Hydro opera no Pará com 50% da capacidade tanto na refinaria em Barcarena quanto na mineradora em Paragominas, por uma determinação da Justiça ainda em fevereiro de 2018. Em janeiro de 2019, o Governo do Pará afirmou que a refinaria está apta a retomar 100% das operações.

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