Audiência
Pública debate energia elétrica e mineração
O evento foi
realizado pela Câmara Municipal de Parauapebas, através da Comissão de
Mineração, Energia e Defesa do Meio Ambiente. Assim a Audiência Pública teve
como finalidade discutir dois temas, considerados como relevantes: atuação da
Celpa no Estado e atuação das pequenas empresas mineradoras na região.
O ato,
ocorrido na tarde da última quinta-feira (2), no auditório da Câmara Municipal
de Parauapebas, presidido pelo vereador Marcelo Parceirinho, membro da Comissão
de Mineração, Energia e Defesa do Meio Ambiente, contou com as presenças de
vereadores de Parauapebas, Banach, Água Azul do Norte, Canaã dos Carajás e
Tucumã, secretários municipais, representantes de entidades, associações,
movimentos sociais e diversos populares; além do Senador Zequinha Marinho;
Deputado estadual Toni Cunha; Guilherme Melo, vice-presidente da
OAB-Subseção/Parauapebas; Evellyn Moutinho, coordenadora do PROCON; Edno Alves,
prefeito de Santa Luzia do Pará; Valmir Mariano, ex-prefeito de Parauapebas;
Giliarde Vaz, diretor executivo de relacionamento com o cliente da Celpa;
Guilherme Vale, representantes dos pequenos vereadores; além de representantes
de várias instituições.
De acordo
com o presidente da Audiência Pública, vereador Marcelo Parceirinho, a ideia de
realizar este ato em Parauapebas surgiu da necessidade de buscar soluções para
problemas tão latentes na região. “Os pequenos mineradores estão trabalhando na
ilegalidade não por que querem, mas, por causa de uma Lei quase centenária.
Sabemos que eles querem legalizar, tributar e gozar de todos os direitos da
lavra, gerar empregos e divisas, no entanto são barrados”, explicou Marcelo
Parceirinho, detalhando ter conseguido ter esta Audiência Pública visando
inserir os problemas nas pautas das câmaras estadual e federal.
O deputado
Toni Cunha foi o primeiro a se pronunciar e qualificou Parauapebas como “o
berço da maior instância mineral do planeta” sendo, ainda em sua opinião, uma
cidade extremamente importante para as regiões sul e sudeste, bem como para
todo o Brasil, por sua grande contribuição na balança comercial. “Mas,
infelizmente, muito pouco de reconhecimento a União tem tido para com o estado
do Pará e seus municípios mineradores. Tenho dito e continuarei dizendo por
onde for: o Pará nem seus municípios mineradores não precisam de esmolas, mas,
sim, de justiça”, pronunciou-se o deputado Toni Cunha, cobrando que seja dado
ao Pará e a seus municípios mineradores o que lhe é por direito.
O senador
Zequinha Marinho afirmou ter compromisso com todos os setores de produção do
Pará, mas, em especial com a mineração, por ser uma alavanca no
desenvolvimento. “Daqui queremos, ao ouvi-los, levar ao governo federal a
sugestão de Medida Provisória, que a ferramenta mais rápida e eficiente para se
resolver uma questão como essa; já que o presidente Bolsonaro tem compromisso
com o pequeno minerador do Pará”, se comprometeu Zequinha Marinho.
Giliarde
Vaz, diretor executivo de relacionamento com o cliente da Celpa, qualificou
importante o momento para esclarecer a prefeitos, vereadores e também a
população a respeito de alguns assuntos relacionados ao consumo de energia
elétrica. “É importante falar neste momento da composição da fatura, pois
muitas pessoas falam: o preço da energia, tá caro! Concordo. Nossa tarifa é a
segunda mais cara do Brasil”, argumenta Giliarde, que segue indagando: “Quem
define o preço, é a Celpa?”. “Não”, responde o representante da concessionária
de energia elétrica, detalhando que esta apenas segue Resolução do ANEL –
Agência Nacional de Energia Elétrica; sendo assim, para que haja redução da
tarifa cobrada do consumidor é preciso seguir toda uma normativa que não é
estabelecida pela Celpa.
A respeito
de tarifa de iluminação pública, cujo valor é definido pelo prefeito com a
aprovação dos vereadores, Giliarde explicou que o papel da Celpa é apenas
arrecadar do cliente e repassar para as prefeituras. “Por isso é importante,
nestas audiências públicas, ser claro em explicar como funciona o modelo da
tarifa de energia”, cobrou Giliarde, detalhando que mesmo que no Pará tenham
duas hidrelétricas, nenhuma delas é da Celpa, estando no sistema interligado
nacional, e compra energia no leilão que também é estabelecido pela ANEL, dando
sempre preferência em comprar de onde é mais barato.
Ainda de
acordo com Giliarde, antes das pessoas atribuírem toda a culpa à Celpa, é
importante saber que o modelo não é definido pela concessionária, que, mesmo
com as dificuldades tem feito investimentos, inclusive em Parauapebas que mudou
a realidade de atendimento que antes era com apenas três funcionários e hoje
são 13; e já se prepara para inaugurar uma subestação de R$ 33 milhões no valor
de investimento.
Na segunda
parte da audiência foi aberta a palavra aos representantes de entidades que
apresentaram seus anseios e cobranças para os setores minerários e elétrico.
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