Prefeito
de Nova York ironiza decisão de Bolsonaro de não ir à cidade receber homenagem
Bill de
Blasio, que é do Partido Democrata, elevou o tom das críticas ao presidente
brasileiro. O Palácio do Planalto afirmou que não vai se pronunciar
A decisão do
presidente Jair Bolsonaro de não participar de uma cerimônia em Nova York, no
próximo dia 14, provocou um comentário irônico do prefeito da cidade, Bill de
Blasio.
Na
sexta-feira (3), Jair Bolsonaro anunciou que não irá mais à cerimônia da Câmara
de Comércio Brasil-Estados Unidos, que o escolheu como personalidade do ano. Em
nota, o presidente disse que tomou a decisão por causa da pressão de grupos de
interesse e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York o que, segundo o
presidente, “caracterizam a ideologização da atividade”.
Neste sábado
(4), Bill de Blasio, que é do Partido Democrata, rival do Partido Republicano,
do presidente Donald Trump, comemorou a decisão. Nas redes sociais, De Blasio
elevou o tom das críticas que vem fazendo ao presidente Bolsonaro desde o anúncio
da homenagem em Nova York.
O prefeito
apelou para o deboche ao afirmar que “valentões normalmente não aguentam um
tranco”. De Blasio disse também que o ódio de Bolsonaro não é bem-vindo em Nova
York.
Jair
Bolsonaro foi escolhido como personalidade do ano em fevereiro. Inicialmente, a
cerimônia seria realizada no Museu de História Natural. Mas, em abril, o museu
anunciou que não abrigaria o evento, alegando que a homenagem a Bolsonaro não
refletia a necessidade urgente de proteger a Floresta Amazônica.
Também em
abril, Bill de Blasio fez suas primeiras críticas ao presidente e lamentou o
fato de Bolsonaro ser a pessoa com a maior capacidade de influenciar o que
acontecerá na Amazônia daqui para a frente.
Esta semana,
três grandes empresas já tinham desistido de patrocinar o evento.
O Palácio do
Planalto afirmou que não vai se pronunciar.
O presidente
da Câmara, deputado Rodrigo Maia, afirmou que o prefeito de Nova York critica a
intolerância de Jair Bolsonaro, mas age da mesma forma. Maia afirmou que
discorda em muitas coisas do presidente Bolsonaro na agenda de valores, mas que
não há saída para os nossos desafios sem diálogo e respeito.
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