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'Acho que
vai aumentar', diz Mourão sobre tempo de serviço de militares para a aposentadoria.
Vice-presidente
foi questionado em entrevista sobre reforma da Previdência para militares. Ele
será o presidente em exercício nesta semana, durante viagem de Bolsonaro para a
Suíça.
Por Luiz
Felipe Barbieri e Guilherme Mazui, G1 — Brasília.
21/01/2019
11h34 Atualizado há 4 horas
O
vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (21), em entrevista à
Rádio Gaúcha, que o tempo de serviço para militares passarem da ativa para a
reserva pode aumentar.
Hoje, um
militar das Forças Armadas pode passar para a reserva e começar a ganhar
aposentadoria após 30 anos de serviço. Depois disso, recebe salário integral –
o mesmo do último pagamento da época em que ainda estavam na ativa.
Mourão,
general da reserva, deu a declaração após ser questionado sobre se a reforma da
Previdência, a ser proposta pelo governo, vai incluir os militares.
Representantes das Forças, como o comandante do Exército, já se manifestaram
contra mudanças nas regras para aposentadoria da categoria.
"Tempo
de permanência no serviço ativo é um dos pontos que estão sendo discutidos e
que serão apresentados pelo grupo militar como uma forma de mitigar esse gasto
que a União e, principalmente, os estados têm com as suas Forças Armadas e as
forças policiais", afirmou Mourão.
Nesta
semana, ele é o presidente da República em exercício, durante viagem de Jair
Bolsonaro para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
"Hoje,
essa questão da permanência por 30 anos no serviço ativo, acho que irá mudar.
Acho que vai aumentar", completou Mourão. O governo estuda aumentar o tempo de serviço dos
militares de 30 para 35 anos, com regras de transição.
Até novembro
de 2018, o déficit no sistema de aposentadorias e pensões dos militares chegou
a R$ 40 bilhões, um aumento de quase 13% em relação ao mesmo período de 2017.
Segundo
Mourão, não há resistência de militares sobre aumento na quantidade de anos na
ativa.
"Não há
resistência a essa questão do tempo de serviço. Não tem resistência nenhuma
nisso aí", disse.
Caso Flávio
Bolsonaro
Na
entrevista, Mourão também foi questionado sobre o caso do senador eleito Flávio
Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.
Um
ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, começou a ser investigado pelo
Ministério Público do Rio de Janeiro após o Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf) encontrar movimentações financeiras atípicas em sua conta.
Na
quinta-feira passada (18), atendendo ao pedido da defesa de Flávio Bolsonaro, o
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, suspendeu temporariamente
as investigações.
No sábado
(19), o Jornal Nacional mostrou que, em relatório sobre movimentações atípicas
de Flávio Bolsonaro, o Coaf destacou o pagamento no valor de R$ 1.016.839 de um
título bancário da Caixa. O Coaf não identificou o favorecido, nem a data, e
nenhum outro detalhe. Flávio disse que o dinheiro é da compra de um
apartamento.
Para Mourão,
o caso cria “algum problema familiar, mas não para o governo”.
"Eu
acho que, para o governo, não chega nele, apesar do sobrenome e do senador.
Agora, o senador é que está exposto na mídia realmente, e o Flávio é uma pessoa
muito boa, eu gosto muito dele [...] O Flávio tem procurado justificar os
achados que foram feitos nas contas dele e do assessor dele. Eu estou tomando a
palavra dele por enquanto", disse Mourão.
Decreto de
armas
O
vice-presidente foi questionado ainda sobre o decreto, assinado por Bolsonaro,
que flexibiliza a posse de armas. Para Mourão, não se trata de uma medida para
combate a violência, mas sim do cumprimento de uma promessa de campanha.
“Essa
questão da flexibilização da posse de arma, eu não vejo como uma questão de
medida de combate à violência, eu vejo apenas, única e exclusivamente, como um
atendimento a promessas de campanha do presidente, e vai ao encontro de anseios
de grande parte do eleitorado dele”, afirmou.
Mourão ainda
defendeu que as pessoas tenham o direito de portar armas, o que daria a elas a
possiblidade de transportar um revólver para fora de casa ou estabelecimento
comercial.
“Eu sempre
advogo que a pessoa para portar arma ela tem que ter condições psicológicas e
condições técnicas para isso. Se a pessoa passar nesse teste e desejar portar
arma, eu sou favorável”, declarou.
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