sábado, 2 de novembro de 2019


Presidente Jair Bolsonaro em fente ao Palácio da Alvorada Foto: Jorge William / Agência O Globo

No lugar de Eduardo, diria que deveríamos mudar a Lei Antiterrorismo', diz Bolsonaro, sobre declaração de AI-5
Presidente, que aproveitou o feriado para buscar moto comprada em concessionária de Brasília, diz não crer que BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro defendeu, neste sábado, o endurecimento da lei antiterrorismo. Ao comentar a possibilidade de o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ser punido por ter falado em um novo AI-5 , Bolsonaro disse que o filho comentava a situação "hipotética" de o Brasil viver protestos similares aos que tomam as ruas do Chile e que, no lugar dele, teria falado sobre mudanças nas regras brasileiras que tipificam o terrorismo .
— Ele fez uma comparação hipotética, se o que está acontecendo no Chile viesse para o Brasil. No lugar dele, eu diria que deveríamos mudar a lei que trata do terrorismo, que está tramitando na Câmara, para que esses atos, incendiar metrô, prédios, sejam enquadrados como se terrorismo fosse — disse Bolsonaro, que saiu do Palácio do Alvorada para buscar uma motocicleta em uma concessionária de Brasília (veja no vídeo abaixo) .
 filho seja punido Sancionada pela então presidente Dilma Rousseff em 2016, a lei sobre o assunto tipifica terrorismo como a prática por uma ou mais pessoas de atos de sabotagem, de violência ou potencialmente violentos "por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimôni A presidente sancionou a lei com oito vetos. Um deles era um trecho que classificava ações de vandalismo em protestos ("incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado") como terrorismo. Críticos consideravam que o texto poderia enquadrar movimentos sociais. Há um projeto de lei para reinserir esse trecho na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado mas, segundo a presidente da comissão, Simone Tebet (MDB-MS), não há previsão de quando será pautado.


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