
No lugar de Eduardo, diria que deveríamos mudar a Lei
Antiterrorismo', diz Bolsonaro, sobre declaração de AI-5
Presidente, que aproveitou o feriado para buscar moto
comprada em concessionária de Brasília, diz não crer que BRASÍLIA — O presidente Jair
Bolsonaro defendeu, neste sábado, o endurecimento da lei
antiterrorismo. Ao comentar a possibilidade de o deputado Eduardo
Bolsonaro (PSL-SP) ser punido por ter falado
em um novo AI-5 , Bolsonaro disse que o filho comentava a situação
"hipotética" de o Brasil viver protestos
similares aos que tomam as ruas do Chile e que, no lugar dele, teria
falado sobre mudanças nas regras brasileiras que tipificam o terrorismo .
— Ele fez uma comparação hipotética, se o que está
acontecendo no Chile viesse para o Brasil. No lugar dele, eu diria que
deveríamos mudar a lei que trata do terrorismo, que está tramitando na Câmara,
para que esses atos, incendiar metrô, prédios, sejam enquadrados como se
terrorismo fosse — disse Bolsonaro, que saiu do Palácio do Alvorada para buscar
uma motocicleta em uma concessionária de Brasília (veja no vídeo
abaixo) .
filho seja punido Sancionada
pela então presidente Dilma Rousseff em 2016, a lei sobre o assunto tipifica
terrorismo como a prática por uma ou mais pessoas de atos de sabotagem, de
violência ou potencialmente violentos "por razões de xenofobia,
discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos
com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo
pessoa, patrimôni A presidente sancionou a lei com oito vetos. Um deles era um
trecho que classificava ações de vandalismo em protestos ("incendiar,
depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem
público ou privado") como terrorismo. Críticos consideravam que o texto
poderia enquadrar movimentos sociais. Há um projeto de lei para reinserir esse
trecho na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado mas, segundo a
presidente da comissão, Simone Tebet (MDB-MS), não há previsão de quando será pautado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário