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Bebê que teve nome recusado por cartório é registrada em
Patos de Minas
A Justiça autorizou o registro do nome com a substituição de
uma letra. Família se inspirou em princesa da Foi registrada, nesta sexta-feira
(1º), após autorização da Justiça de Patos de Minas, Emberly Emanuelly Silva
Brito. A história dela e dos pais, Robson da Silva Brito e Michele Marcolino da
Silva, começou há mais de um mês quando o cartório responsável pelo Registro
Civil das Pessoas Naturais da cidade recusou o registro do nome.
Nesta quarta-feira (30), a Justiça de Patos de Minas se
manifestou sobre o caso e julgou parcialmente procedente o pedido do nome
desejado pelos pais.
O juiz responsável sugeriu apenas uma alteração baseada no
padrão gramatical da língua portuguesa: ao invés de Enberly com "n",
o magistrado autorizou o registro de Emberly com "m". O Na decisão, o
juiz deixou claro que a origem e o significado do nome não são passíveis de
gerar constrangimento ou situações vexatórias, como o cartório alegou
anteriormente.s pais c Entenda
Com pouco mais de um mês de vida, a Emberly Emanuelly Silva
Brito já nasceu em meio a uma polêmica. Isso porque o registro do nome dela foi
recusado pelo cartório responsável pelo Registro Civil das Pessoas Naturais de
Patos de Minas, justificando “não ser muito comum”. Com isso, uma solicitação de
dúvida foi enviada à Justiça.
Inspiração
Os pais da bebê, lutaram por quase 40 dias pelo registro da
filha, que nasceu no dia 19 de setembro. O casal diz que o nome foi pensado e
decidido no início da gestação. E a escolha veio de uma personagem de uma série
da televisão dos Estados Unidos: As Crônicas de Shannara. O nome Enberly é uma
referência à princesa Amberle do filme.
Com o registro, os pais poderão receber o cartão do Sistema
Único de Saúde (SUS) da menina, o que trazia a preocupação que ela não tivesse
os cuidados básicos necessários no início de vida, como as vacinas.
No documento de solicitação de dúvida, em que o cartório
argumentou à Justiça contra a escolha do nome, a oficial de registro Maria das
Graças Guimarães alegou que “em pesquisa na internet não encontramos a origem
nem o significado do nome”.
“Preocupados com a possibilidade de a grafia e a pronúncia
causarem constrangimento à registrada, apresentamos a presente dúvida, após
parecer do Ministério Público, para decisão de vossa excelência”, completa.oncordaram.
série americana Shannara Chronicles para a escolha do nome. O advogado
Alexandre Máximo explicou que a escolha do nome é um direito garantido dos
pais.
"O direito brasileiro não admite que uma pessoa fique
sem nome. O nome é justamente pra individualizar aquela pessoa junto aos seus
pares, família e junto à sociedade. Sem o nome, ela vai ter dificuldades para
ter acesso aos serviços públicos. Nenhum servidor público pode privar uma
criança desses direitos, e sabemos que vai ser um obstáculo a cada serviço
público que for buscado".
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