No mercado
financeiro, os estragos estão sendo contabilizados. A companhia perdeu R$ 51
bilhões em valor de mercado desde 25 de janeiro, data do acidente, até a
sexta-feira (1º), segundo a Economatica. As principais agências de
classificação de risco já pioraram a sua avaliação sobre a empresa: a Fitch
rebaixou a nota de crédito da companhia, enquanto a Moody’s e a Standard &
Poor’s (S&P) colocaram o rating em observação negativa. a bilionária e
enfrenta c O impacto do
acidente para a reputação da Vale, no entanto, ainda não foi totalmente mensurado.
Na terça-feira, manifestantes foram até a sede da empresa no Rio de Janeiro
para protestar contra o acidente. Indício de que o caminho para uma eventual
recuperação será longo. Os analistas indicam basicamente dois rumos para a Vale
seguir. Primeiro, será preciso adotar ações corretivas, ou seja, dar o
tratamento adequado para as vítimas, além de buscar medidas que minimizem o
impacto ambiental. “Segundo, estipular e cum E dentro dessas duas ações a
companhia tem de ter uma transparência muito grande na hora de comunicar as
informações, como as companhias aéreas costumam fazer em casos de acidentes”,
diz coordenador do Centro de Estudos em Negócios do Insper, David Kallás.
Depois do
acidente, a Vale anunciou algumas medidas para tentar mitigar o impacto da
crise na sua imagem. A companhia suspendeu o pagamento de dividendos e juros
sobre o capital próprio (remuneração aos acionistas) e de remuneração variável
(bônus) aos executivos da empresa e disse que vai eliminar barragens iguais às
de Mariana e Brumadinho – são 10, segundo a empresa. Também se comprometeu a
indenizar as famílias das vítimas.
“Prir as
ações para E dentro dessas duas ações a companhia tem de ter uma transparência
muito grande na hora de comunicar as informações, como as companhias aéreas
costumam fazer em casos de acidentes”, diz coordenador do Centro de Estudos em
Negócios do Insper, David Kallás.
Depois do
acidente, a Vale anunciou algumas medidas para tentar mitigar o impacto da
crise na sua imagem. A companhia suspendeu o pagamento de dividendos e juros
sobre o capital próprio (remuneração aos acionistas) e de remuneração variável
(bônus) aos executivos da empresa e disse que vai eliminar barragens iguais às
de Mariana e Brumadinho – são 10, segundo a empresa. Também se comprometeu a
indenizar as famílias das vítimas.
Prevenir futuros acidentes. rise de imagem
Uma eventual melhora vai
depender de essas ações se concretizarem”, afirma Roseli Moreira Porto,
professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio
Vargas (Eaesp/FGV). “A empresa tem de trabalhar a reputação. “Se ela for sólida,
a recuperação é mais rápida porque já há uma base boa.”
Reestruturação
O golpe na
imagem da Vale acontece pouco mais de um ano depois de a mineradora concluir
uma reestruturação encampada pelo presidente da companhia, Fabio Schvartsman,
para enquadrá-la no Novo Mercado, segmento da B3 que exige o maior nível de
governança, e atrair mais investidores. À época, o executivo, que assumiu em
maio de 2017 com o lema “Mariana nunca mais”, disse que o movimento sinalizava
a entrada da mineradora em uma era de pagamento de grandes dividendos.
Na mudança, a Vale deixou de ter um bloco de
controle e passou a ter capital pulverizado, o que foi considerado um marco na
história da empresa, um afastamento do controle estatal e compromisso com a
transparência. Mesmo após acidente em Mariana – a companhia
ainda é alvo de ações na Justiça –, a mineradora não deixou de pagar seus
acionistas. Em 2016, a empresa distribuiu R$ 1,8 bilhão em dividendos na forma
de juros sobre capital pr
Nenhum comentário:
Postar um comentário