segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019



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Em Paragominas, 10 meses após o rompimento de uma barragem população acumula prejuízos
Moradores do município de Paragominas, no sudeste do Pará, ainda sofrem com os prejuízos deixados 10 meses após uma enxurrada que inundou a cidade. A população teme que uma nova enchente aconteça por conta do período chuvoso. Em abril de 2018, barragens de propriedades rurais foram rompidas deixando milhares de pessoas desabrigadas. Duas crianças morreram na tragédia.
O Governo do Pará criou na segunda-feira (28) um grupo de trabalho para a fiscalização das mais de 90 barragens no estado. Segundo o governo, o plano prevê a participação de órgãos de monitoramento, como o Ministério Público do Estado (MPPA), o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).
“Há um sistema nacional de informações sobre barragens, mas a lei também obriga que os estados tenham seu próprio cadastro de barragens. O estado está em processo de implantação e deve ser finalizado até julho onde será feito um quadro geral de todas as barragens licenciadas para fazer um levantamento final da quantidade de barragens no Pará”, explicou o secretário de Meio Ambiente, Mauro Ó de Almeida.
Ainda segundo o secretário, a população não deve entrar em pânico, pois, o trabalho realizado em todo estado será de prevenção. Os grupos de trabalho irão buscar informações onde será realizada uma ampla vistoria e monitoramento em todas as barragens e assim classificar aqueles que correm riscos, além de demarcar o número final de todas as barragens do estado.

Enxurrada

Uma ponte foi invadida pela enxurrada — Foto: Reprodução/Tv LiberalUma ponte foi invadida pela enxurrada — Foto: Reprodução/Tv LiberalUma ponte foi invadida pela enxurrada — Foto: Reprodução/Tv Liberal

A Defesa Civil constatou durante a inundação em Paragominas, que 1933 pessoas foram atingidas, onde dessas, 52 ficaram desabrigadas. No dia do desastre, o Cipam registrou um acúmulo de 151,4 milímetros em sete horas de chuva. Depois dos alagamentos, o Ministério Público investiga as responsabilidades da enchente, na época do acidente equipes do grupo de apoio técnico interdisciplinar realizou vistorias no local e constatou que três barragens que foram rompidas com a chuva não tinham registro de funcionamento.
No total, oito ações cíveis públicas foram registradas pela promotoria de justiça contra os donos das barragens. Eles podem responder por danos materiais e morais coletivos. O processo ainda está em andamento.
“Haverá possivelmente uma denúncia que na realidade são fatos análogos a Mariana e agora Brumadinho em Minas Gerais. Houve realmente o que a gente chama de dólar eventual porque aconteceu o rompimento de três barragens em fazendas particulares. Não foi o excesso de chuva que gerou isso”, disse o promotor de justiça Carlos Lamark..
Fonte: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2019/01/29/familias-temem-por-nova-enxurrada-em-paragominas-no-sudeste-do-para.ghtml

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