
O PT informa que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF), após
o Carnaval, contra o bilionário fundo privado criado pela lava jato com
recursos da Petrobras — uma espécie de caixa dois da força-tarefa de Curitiba.
O aporte pago pela estatal de petróleo de R$ 2,5 bilhões
seria gerido pela Petrobras, Ministério Público Federal e Departamento de
Justiça dos Estados Unidos.
Pelo acordo firmado entre as partes, metade dos recursos
seria destinada a eventuais ressarcimentos a sócios minoritários e outra para a
reforma de escolas públicas.
Para o PT, de boas intenções o inferno está cheio. Portanto,
afirma o partido, o MPF não tem competência para definir os caminhos de
recursos públicos por mais nobres sejam. Essa tarefa cabe exclusivamente aos
poderes legislativo e executivo, sustentam os petistas.
O partido vê a ideia do bilionário fundo privado como um
verdadeiro caixa dois da lava jato que, inclusive, é suspeito de remunerar
as delações premiadas para incriminar justamente o PT.
Mas não é só os petistas de carteirinha que se levantam
contra o caixa dois da lava jato. O eterno senador Roberto Requião
(MDB-PR), do
alto de seus 78 anos completados hoje, disse que a força-tarefa faz
“achaque” e que ensejaria a prisão de procuradores do Ministério Público
Federal. “Dois bilhões e meio de reais é muito dinheiro. Além disso, a lava
jato pode perseguir e punir mais para ampliar seu caixa dois. Os políticos
jamais foram tão ousados assim”, afirmou o ex-parlamentar ao Blog do Esmael.
Resumo do samba: a lava jato não é flor que se cheire.
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