
A organização popular é a “nossa fortaleza”, diz líder do
MST
João Paulo Rodrigues, líder do MST, e Flávia Rios,
professora de História da UFF, participaram de análise de conjuntura ao lado de
lideranças do movimento negro24 de março de 2019 12h30.
Lideranças do movimento negro organizaram para o dia 23 de
Março, sábado, na Biblioteca Mário de Andrade, um debate sobre análise de
conjuntura com a participação da historiadora Flávia Rios (UFF) e de João Paulo
Rodrigues, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
A atividade, chamada pelo coletivo “Faremos Palmares de Novo”, composto por diversas entidades do movimento negro, como a Uneafro e o Núcleo de Consciência Negra na USP, pretende articular um debate de conjuntura por mês com diferentes convidados. Em Fevereiro, no dia 23, participaram Edson Cardoso, jornal Irohin, e Regina Lucia, MNU. Para o mês de Abril, no dia 27, as convidadas são Cida Bento, CEERT, e Flávia Oliveira, jornalista da Globonews.
A atividade, chamada pelo coletivo “Faremos Palmares de Novo”, composto por diversas entidades do movimento negro, como a Uneafro e o Núcleo de Consciência Negra na USP, pretende articular um debate de conjuntura por mês com diferentes convidados. Em Fevereiro, no dia 23, participaram Edson Cardoso, jornal Irohin, e Regina Lucia, MNU. Para o mês de Abril, no dia 27, as convidadas são Cida Bento, CEERT, e Flávia Oliveira, jornalista da Globonews.
Os encontros são gratuitos e aconteceCerca de 100 pessoas participaram da discussão afim de entender os possíveis mecanismos de enfrentamento ao avanço do conservadorismo e o modelo econômico neoliberal. Para João Paulo Rodrigies, é preciso fortalecer a luta política de base.
“De um modo geral a possibilidade de nós pobres, negros,
quilombolas, camponeses conseguir ter um lugar ao sol na política, na luta de
classes, é pela quantidade de gente que nós organizarmos”, disse.
Ele acredita ser um equívoco a construção de grupos
políticos de classe média que constroem um círculo de discussão fechado sobre o
país e não mantém diálogo com o povo.
“O equívoco que os coletivos que tem surgido na esquerda
hora feminista, hora de agrários, estudantes, é esse desvio pequeno burguês,
que monta um grupo de iluminados, que quer dizer o que os outros têm que fazer.
Isso não vai dar certo”.
m no último sábado de cada m momento único na história
brasileira de discussão da questão racial em nível nacional cria outras
possibilidades, segundo Flávia Rios. Além de permitir maior capilaridade e o
fortalecimento de um movimento de base, provoca o movimento negro a ocupar
espaços institucionais de poder.
“Eu acho que falta expansão desse debate, do ponto de vista da organização dos grupos políticos que disputam uma agenda negra no campo institucional, tem que haver um esforço para estudos de formação e de estratégia que visem os mecanismos de poder, os espaços de poder, partidários, não partidários para garantir de fato uma representação negra complexa, que envolva não só a representatividade dos corpos, mas das ideias”.
Para ela, esse desafio é fundamental na medida em que o novo governo conseguiu alcançar o poder executivo fundamentado em um discurso de ódio contra esses segmentos sociais.
“Eu acho que falta expansão desse debate, do ponto de vista da organização dos grupos políticos que disputam uma agenda negra no campo institucional, tem que haver um esforço para estudos de formação e de estratégia que visem os mecanismos de poder, os espaços de poder, partidários, não partidários para garantir de fato uma representação negra complexa, que envolva não só a representatividade dos corpos, mas das ideias”.
Para ela, esse desafio é fundamental na medida em que o novo governo conseguiu alcançar o poder executivo fundamentado em um discurso de ódio contra esses segmentos sociais.
“Se antes as pessoas tinham medo das milícias, dos grupos criminosos organizados nas periferias, agora elas também vivem um enfrentamento de um outro ódio de civis, pessoas cidadãs que não necessariamente são forças militares”.
ês.
Nenhum comentário:
Postar um comentário