Símbolo da paixão esportiva do paraense, o Estádio Olímpico
Jornalista Edgar Proença, conhecido como Mangueirão, completa 41 anos de
existência desde a sua inauguração oficial, em 4 de março de 1978.
O Estádio Olímpico do Pará (EOP) é a maior praça de esporte
de Belém e foi projetado pelo arquiteto Alcyr Meira, em 1969, dando vida ao
desejo do então governador Alacid Nunes de construir uma praça esportiva com
capacidade para 120 mil pessoas. A construção começou em 1971, mas em 1975
alguns jogos já eram realizados no estádio, que foi concluído em 1978.
O EOP é carregado de história, com pessoas importantes que
fazem parte dela. O atual engenheiro agrônomo que cuida do gramado do
Mangueirão, Mesquita, é ex-jogador do Clube do Remo, e considera o estádio a
sua segunda casa.
“Joguei vários anos como profissional e inclusive fazendo
parte da história do estádio, participando com os meus amigos do Clube do Remo
da inauguração oficiosa contra o Operário, de Mato Grosso, onde ganhamos de 2 a
0. E após alguns dias, da inauguração oficial, com jogo entre a seleção
paraense e a seleção do Uruguai, onde ganhamos de 4 a 0, com dois gols meus.
Quanta satisfação!”, afirma.
Além de ser palco do clássico RexPa e de tantas outras
competições de futebol, inclusive nacionais, tendo sediado jogos da seleção
brasileira, o EOP possui estrutura para atletismo, cuja pista foi implantada
após a maior reforma já feita nele, em 2002, que deu ao estádio status
internacional. A mudança incluiu a retirada da arquibancada popular, conhecida como
“geral”. Atualmente a capacidade do estádio é para 35 mil torcedores.
O Mangueirão também é sede de várias outras atividades do
Governo do Estado. Nele, existem espaços destinados à dança, esporte, leitura,
entre outros, para crianças e adolescentes de áreas periféricas, além de ser um
grande ponto turistico. Por meio do centro de visitação, o Mangueirão é um dos
locais escolhidos por turistas do Brasil e do mundo.
Atualmente, a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel)
está empenhada em fazer estudos – em parceria com outras secretarias de Estado
e órgãos da segurança pública – sobre a atual condição do estádio, tendo em
vista a necessidade de manutenção. Um relatório com notas e fotografias sobre
cada área do EOP já foi levantado pela Seel.
Recentemente, foram feitos alguns reparos emergenciais no
estádio, após o episódio em que um pedaço de reboco do teto caiu sobre a
arquibancada, mas as obras devem continuar, por meio de um plano de trabalho
para a recuperação do Mangueirão.
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