BELÉM SLOGAN “MARAJÓ
Saiu no Blog do Branco um texto cujo o título é “O Governo
Presente e Preterido Marajó“. Nele o autor aponta a situação deprimente em que
se encontra o conjunto de ilhas que formam Marajó. O mesmo indaga se o governo
cujo o slogan de campanha foi “Presente” conseguirá resolver, ou, ao menos,
melhorar a realidade da ilha.
A principal ilha do arquipélago vem a ser a ilha do Marajó,
com cerca de 42 mil km², considerada, face ao seu tamanho, como sendo a maior
ilha costeira do Brasil, estendendo-se desde a foz do rio Amazonas, entre a
Linha do Equador e o paralelo 1,55º de latitude sul e, no rumo E/W entre os
meridianos 47º e 53º de longitude oeste, até o Oceano Atlântico.
Também o Índice de Desenvolvimento Humano que é uma medida
comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade
e outros fatores para os diversos países do mundo. Que também É uma maneira padronizada de avaliação e
medida do bem-estar de uma população, especialmente bem-estar infantil. O
arquipélago Marajó tem a média muito baixo de (IDM-M), de acordo com o Atlas de
Desenvolvimento Humano do Brasil (com informações dos Censos de 1991, 2000 e
2010), os municípios do Marajó são destaque negativo na lista dos 5.565
municípios brasileiros. O Atlas agrega números do Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e outros 200 indicadores de demografia, educação,
renda, trabalho, habitação e vulnerabilidade para os municípios brasileiros.
Os municípios de Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Cachoeira do
Arari, Chaves, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Muaná, Ponta de Pedras, Portel,
Santa Cruz do Arari e São Sebastião da Boa Vista figuram entre as piores
colocações do ranking. Apenas os municípios de Salvaterra e Soure ocupam uma
posição mediana. O município de Melgaço está em último lugar na lista, na 5565°
colocação.
Caro leitor o slogan “Presente“, do Governador Hélder
Barbalho, vai avançar no arquipélago do Marajó?
Confira a matéria do blog do branco:
O governador Helder Barbalho deixa claro que o maior
objetivo de sua gestão é ser presente. Um Estado que atenda a todo o território
paraense e que combata às desigualdades regionais no Pará. Para isso, deixou
claro que reforçará os Centros Regionais de Governos, situados em Marabá e
Santarém.
As referidas estruturas começaram a funcionar no inicio de
2018, o último ano do governo de Simão Jatene, depois de terem sido prometidas
na campanha de 2010, pelo próprio governador. No decorrer do referido ano,
ambas se resumiram a serem apenas um instrumento de articulação política entre
o governo estadual e os prefeitos das regiões que estavam sob atuação desses
Centros Regionais.
Para um governo que se intitula de “Presente”, a
descentralização administrativa em uma máquina estadual altamente concentrada
na Região Metropolitana de Belém (RMB) e seus arredores, fortalecer os Centros
Regionais de Governo é uma das saídas para diminuir as consideráveis
assimetrias regionais, em especial o atraso secular imposto ao arquipélago
marajoara.
Porém, há uma questão séria e urgente. Como desenvolver o
arquipélago do Marajó, que, infelizmente, ostenta os piores indicadores sociais
do Pará e em alguns casos específicos, do Brasil? Pelos dados mais recentes do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 542 mil (números
redondos) habitantes, espalhados por dezesseis municípios limitados
territorialmente por 40,1 mil km². Essa área forma a maior ilha costeira do
Brasil, e a maior ilha fluviomarítima do mundo (banhada concomitantemente tanto
por águas fluviais quanto por oceânicas).
As belezas naturais são o contraste com o que se encontra na
questão socioeconômica. O IDH, que mede três dimensões básicas do
desenvolvimento humano: renda, educação e saúde; no caso dos municípios
marajoaras a média é abaixo do aceitável (índice vai de 0 a 1 e os locais com
IDH abaixo de 0,499 têm sérios problemas em seu desenvolvimento humano; os que
estão entre 0,500 e 0,799 têm desempenho mediano e apenas os que estão acima de
0,800 têm alto desenvolvimento). Melgaço, por exemplo, em 2017, apresentou o IDH
de 0,418 o mais baixo de todo o país.
Da mesma forma que o jornalista Lúcio Flávio Pinto diz que o
problema da Amazônia é ser assentada no Brasil; digo que o problema do Marajó é
pertencer ao Pará. Além do descaso histórico dos governos federal e estadual;
há nos municípios marajoaras a instauração do que sempre chamei de “apologia à
incompetência” (o descaso e o despreparo da ampla maioria dos agentes políticos
do arquipélago; além da resistência aos que vem de “fora” – neste sentido aos
que não moram no Marajó, mesmo sendo paraenses).
Conforme noticiado pela jornalista Franssinete Florenzano em
seu blog, no último dia 26, o líder do governo na Alepa, deputado Francisco
Melo, o Chicão, externou o seu apoio para a criação do Centro Regional do
Governo do Marajó, com sede no município de Breves. O Projeto foi uma indicação
do deputado Luth Rebelo. Chicão salientou o abandono secular da população
marajoara e a necessidade da presença efetiva dos órgãos públicos estaduais no
arquipélago.
Recentemente em evento em que empossou simbolicamente o
ex-deputado estadual João Chamon Neto como secretário Regional de Governo do
Sul e Sudeste do Pará, o governador Helder Barbalho anunciou que, em março
próximo, irá trazer o governo, com todo o secretariado, para despachar em
Marabá durante pelo menos uma semana, para ouvir as demandas de cada um dos 39
prefeitos das regiões sul e sudeste do Pará e também ouvir a população. A
próxima estada do governo será em Santarém, na sede de mais um Centro Regional de
Governo, a do Oeste do Pará.
Como a atual gestão se coloca como um governo “Presente”,
então a criação do Centro Regional de Governo do Marajó, seria algo coerente e
extremamente necessário. Existe Pará do outro lado da baia.PRESENTE” E O
ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ
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