Jovem
baleado por vigilante do BRT é transferido para Hospital de Base
Jhordan
Maxwell Alves está consciente e consegue conversar com amigos e familiares. Ele
voltava do bloco Pega Ninguém, no Setor Comercial Sul, com um grupo de amigos
quando desembarcou na estação O jovem de 18 anos baleado no rosto por um vigilante da estação do BRT,
em Santa Maria, foi transferido para o Hospital de Base. Jhordan Maxwell Alves
continua com a bala alojada no maxilar, mas está consciente e consegue
conversar com amigos e familiares. Não há previsão de alta.
Jhordan
mandou mensagem para os amigos dizendo que se sente bem e que não está com dor.
Um amigo do jovem contou a reportagem que Jordan teria sido informado pela
equipe médica que a operação para a retirada da bala é uma cirurgia de risco.
Por essa razão, ele não sabe quando voltará para casa.
Legítima
defesa
Continua
depo Vigilante há 18
anos Edmilçon Xavier da Silva, 50, trabalha em uma escala de 12/36 na empresa
Aval Segurança há quase quatro anos. Ele contou que estava de serviço na noite
de terça-feira de carnaval (5/3) junto com outros quatro colegas de trabalho.
“Eu tenho certeza que eu fiz o certo. Se eu não tivesse feito o que eu fiz,
eles teriam entrado, invadido, roubado e machucado gente. Agi em legítima
defesa”, alegou.
Ele ainda
ressaltou que quando percebeu a confusão abriu a porta da sala onde fica e
pediu que parassem com o vandalismo. “A porta tem uma grade e eu consegui me
comunicar com eles, mas ninguém obedeceu. Se eu saísse de onde eu estava, eles
tinham me matado. Era um grupo de 30 pessoas ou mais”, relembrou.
Segundo
Edmilçon, o jovem baleado participava da confusão. “Ele era um dos principais
que estava quebrando as coisas”, disse.
Pai
vigilante
O pai de
Jhordan também é vigilante e trabalha em um shopping de Santa Maria. O homem de
46 anos não quis ser identificado e reforçou que a equipe médica aguarda os
resultados dos exames para decidir sobre a cirurgia do filho. "Parece que
a bala está no pescoço. Quando recebi a notícia, estava trabalhando. Corri para
o local e já vi meu filho na ambulância", contou.
Para o
segurança, a ação do vigilante da estação do BRT foi desproporcional. "Tem
que ver as imagens, porque as pessoas falam que meu filho não estava envolvido
nessa quebradeira. Mas, de qualquer forma, um segurança não pode atirar assim
em um grupo de 30 pessoas sem antes saber o que está acontecendo", disse.
Na visão do
pai de Jhordan, não dá para acreditar na tese de legítima defesa. "Ele não
foi profissional. Como pode atirar assim sem que em nenhum momento ele foi
ameaçado? Ele sacou a arma e atingiu o rosto de uma pessoa sem nem perguntar o
que aconteceu", lamentou.
Entenda o
caso
Jhordan
voltava do bloco Pega Ninguém, no Setor Comercial Sul, com um grupo de amigos.
Os jovens desembarcaram na estação do BRT de Santa Maria. Ao descer do ônibus,
algumas pessoas quebraram o vidro da janela de emergência com um martelo. O
segurança que cuida do cofre se assustou e disparou com um revólver calibre 38,
usado para o trabalho. E atingiu Jordan no rosto. A Polícia Civil trabalha para
descobrir quem são os envolvidos na depredação.
*Estagiária
sob a supervisão de Adriana Bernardes. is da publicidade do BRT de Santa Maria
Pai vigilante
O pai de
Jhordan também é vigilante e trabalha em um shopping de Santa Maria. O homem de
46 anos não quis ser identificado e reforçou que a equipe médica aguarda os
resultados dos exames para decidir sobre a cirurgia do filho. "Parece que
a bala está no pescoço. Quando recebi a notícia, estava trabalhando. Corri para
o local e já vi meu filho na ambulância", contou.
Para o
segurança, a ação do vigilante da estação do BRT foi desproporcional. "Tem
que ver as imagens, porque as pessoas falam que meu filho não estava envolvido
nessa quebradeira. Mas, de qualquer forma, um segurança não pode atirar assim
em um grupo de 30 pessoas sem antes saber o que está acontecendo", disse.

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