Troca de cadáveres é registrada em Parauapebas e família
velava corpo de outra pessoa e Um
fato bem inusitado, se não curioso, engraçado, preocupante ou outro adjetivo
que queiram dar ocorreu na noite de ontem (1) e envolveu troca de cadáveres,
velório errado e muita confusão. As cidades de Eldorado do Carajás e Parauapebas farão
parte deste conto digno de um livro de peripécias.
Maria Ester Ferreira Machado, de 75 anos, que residia
em Serra Pelada, município de Curionópolis, estava
internada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) há cerca de
30 dias. Ela faleceu ontem, vítima de um infarto. No mesmo dia, também
faleceu Francinete Silva Rodrigues, que residia em Eldorado
do Carajás. O corpo de Maria Ester ficou aguardando a
remoção da funerária no necrotério do HGP, enquanto Francinete aguardava
remoção na pedra do Hospital Municipal de Parauapebas (HMP),
percebe-se que são locais dife Diante do fato um tanto confuso, o responsável
pela Funerária Novo Eldorado, Walter Severino dos Santos, foi comunicado do
engano por um funcionário do HGP e teve que retirar o corpo de Maria de um
funeral que não era seu, retornando a idosa para a cidade de Parauapebas. Ele
devolveu o corpo dela ao Hospital Geral de Parauapebas e retornou para Eldorado
com o cadáver certo, o de Francinete.
Walter Severino conversou com a nossa reportagem e tentou
explicar o triste engano. “Não sabia que havia outro corpo, quando cheguei só
vi esse enrolado em um pano, não tinha nome algum, então achei que era a
Francinete. Não sei como isso aconteceu, mas os parentes delas estavam velando
a Maria, foi uma confusão”, disse, sem jeito, Walter.
Depois de tanta espera, as famílias puderam ter a segurança
que iriam velar os corpos certos. Francinete segue sendo velada em Eldorado e
Maria foi levada para a cidade de São Mateus (MA), onde será velada e
enterrada.rentes.
A partir daí começa a grande
confusão. A Funerária Novo Eldorado foi contratada para vir
à Parauapebas e transportar o corpo de Francinete
Silva até a cidade de Eldorado do Carajás, distante 60
quilômetros da “Capital do Minério”. Só que, por descuido,
desatenção, ou até mesmo irresponsabilidade, os agentes funerários levaram o
corpo Maria Ester no lugar do de Francinete.
Os procedimentos para velório foram
realizados, já na cidade de Eldorado, e a família de Francinete velava
o corpo de Maria, por engano. O choro era para outro cadáver.
A troca de cadáveres só foi
descoberta pela família de Maria quando agentes funerários
de Parauapebas afirmaram que o corpo dela havia desaparecido
do prédio. “O corpo que estava no Hospital Municipal não era da minha
tia Maria, era de uma pessoa que a gente não conhecia, daí passamos a procurar
o corpo desaparecido. Foi aí, que depois de muita confusão, soubemos que a tia
Maria estava sendo velada em Eldorado pela família da mulher que estava na
pedra do hospital. Estamos muito chateados com tudo isso e a culpa é da
funerária e do hospital, uma irresponsabilidade”, relatou Raimunda
Ferreira do Nascimento, sobrinha de Maria.
em Eldorado do Carajás
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