Protestos e
homenagens marcam um ano do assassinato de Luis Preto
O militante
foi assassinado durante um assalto na madrugada em dezembro de 201721 de
dezembro de 2018 12h09
Integrantes
do MST realizaram um protesto na última segunda-feira, 17, em Imperatriz no
Maranhão exigindo justiça contra os assassinos de Luis Preto. O dia também foi
de homenagens ao militante assassinado e ao próprio Movimento Sem Terra.
O ato foi
realizado em frente ao Plantão Central da 10ª Delegacia Regional de Polícia
Civil do Maranhão em Imperatriz, sudoeste do estado.
As
investigações já concluíram as circunstâncias do acontecimento. Antonio de
Sousa Santos, um dos acusados de participação no crime foi julgado no mês
passado e condenado a 26 anos de prisão pelo crime de latrocínio. Um segundo
suspeito está foragido.
“Nós estamos
fazendo todos os esforços para prender este ultimo acusado. E vamos encontrá-lo
para concluir o caso”, afirma o delegado regional Eduardo Galvão, durante
audiência com lideranças do MST e representantes de entidades de direitos
humanos.
Auditorio da
UEMASUL.jpeg Entenda o
caso
Luís dos
Santos Silva (Luis Preto), um dos fundadores do MST no Maranhão foi assassinado
durante um assalto na madrugada de 17 de dezembro de 2017 em uma das vilas do
assentamento Itacira onde era assentado.
Também na
segunda-feira, Luis Preto foi homenageado com uma missa na Vila Conceição II,
comunidade onde morava desde a década de 1980.
Com muita
mistica e emoção, familiares, amigos e militantes sociais lembraram da atuação
intensa de Luis em defesa dos trabalhadores. Gilvânia Ferreira do MST lembra
que ele não foi só militante apenas do MST: “Luis Preto foi militantes, das
pastorais, das comunidades eclesiais de base, do sindicato, do Partido dos
Trabalhadores e de diversos outros instrumentos de luta dos trabalhadores, não
foi só militante do MST”.
Valdinar
Barros, ex deputado estadual lembra que Luis esteve em todas as conquistas da
comunidade. “Aqui na Vila Conceição não há nenhuma conquista pela qual não teve
uma grande atuação do companheiro Luis Preto. Desde a conquista da terra, a
conquista das moradias, das estradas, das escolas, dos calçamentos das ruas.
Todas as benfeitorias neste assentamento é resultad O
Padre Raimundo Nonato, que celebrou a missa, também falou sobre o militante do
MST. “Conheci Luis quando ele ainda era adolescente e que já atuava na Pastoral
da Juventude Rural, desde então estivemos juntos em várias fazes das atividades
da Igreja, ele era incansável”. Afirma Padre. Nonato que conclui dizendo “A
ressurreição é os bons legados que as pessoas nos deixam. Luis Preto está
ressuscitado porque todo o seu legado serve para ajudar a comunidade hoje.”
Na noite deste mesmo dia Luís Preto foi homenageado por entidades de Direitos Humanos com o Diploma Padre Josímo de Direitos Humanos. A homenagem reuniu mais de 100 ativistas sociais no auditório da Universidade Estadual do Sul do Maranhão (UEMASUL) em Imperatriz. Luis foi representando pela filha Letícia Viana e pelo filho André Viana, ambos militantes do MST.
O Movimento Sem Terra também foi homenageado coletivamente. O Diploma Padre Josímo foi concedida pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos Padre Josímo Tavares e tem como objetivo reconhecer a atuação de pessoas e de organizações na preservação dos Direitos Humanos. Pelo MST quem recebeu a honraria foi Dionisia Rodrigues, a Dona Dió. Assentada do MST, os 80 anos é um simbolo de resistência e pertença na luta dos trabalhadores rurais sem terra. As homenagens faziam parte das comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Na noite deste mesmo dia Luís Preto foi homenageado por entidades de Direitos Humanos com o Diploma Padre Josímo de Direitos Humanos. A homenagem reuniu mais de 100 ativistas sociais no auditório da Universidade Estadual do Sul do Maranhão (UEMASUL) em Imperatriz. Luis foi representando pela filha Letícia Viana e pelo filho André Viana, ambos militantes do MST.
O Movimento Sem Terra também foi homenageado coletivamente. O Diploma Padre Josímo foi concedida pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos Padre Josímo Tavares e tem como objetivo reconhecer a atuação de pessoas e de organizações na preservação dos Direitos Humanos. Pelo MST quem recebeu a honraria foi Dionisia Rodrigues, a Dona Dió. Assentada do MST, os 80 anos é um simbolo de resistência e pertença na luta dos trabalhadores rurais sem terra. As homenagens faziam parte das comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


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