Na Bahia,
educadores da Reforma Agrária debatem as diretrizes da educação do campo.
O 20º
Encontro Estadual de Educadores e Educadoras do MST reuniu cerca de 400
profissionais da educação
21 de dezembro
de Entre os dias 14 e 17/12, cerca de
400 profissionais da educação do campo participaram do 20º Encontro Estadual de
Educadores e Educadoras do MST. Com o tema: “Escolas do Campo: Projeto Político
Pedagógico e Práticas Educativas”, a atividade foi realizada no Centro de
Treinamento da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (CTN- SDR), em
Salvador.
O encontro
resgatou a mística da luta pela educação e reafirmou o compromisso de impulsionar
ações contra os fechamentos das escolas do campo.
Inspirada na
música 'Não somos covardes', do cantor e compositor Zé Pinto, Cristina Vargas,
do coletivo nacional de educação do MST, afirma que é necessário impulsionar a
luta contra o modelo do capital.
“Quem
elabora nossos projetos educativos, para que as escolas sejam apenas para
formar o trabalhador como o patrão quer que ele seja, é o capital. Por isso é
de suma importância reunir educadores e educadoras para prepará-los para os
futuros desafios”, explica Varga.
Programação
O evento
contou com uma programação dinâmica. Durante os quatros dias os educadores e
educadoras participaram de plenárias expositivas, debates, socialização de
experiências e construção de desafios e metas para o próximo período.
Segundo
Uelton Pires, educador da Reforma Agrária no Extremo Sul da Bahia, o encontro
estadual cumpriu o objetivo desempenhar uma tarefa importantíssima para o
Movimento, tornando-se um instrumento de luta e uma ferramenta no qual os educadores
vão se somar não só a comunidade, mas também irão se somar a toda temática que
vão ajudá-los no seu dia a dia em sala de aula.
“O encontro
para além da sala de aula, não é só a questão de implementar a pedagogia do
MST, mas a gente pensar na pedagogia como um instrumento de luta da classe
trabalhadora, ainda mais nesse período que a gente está passando por uma
turbulência do ponto de vista político”, afirmou Pires e completa: “o
conhecimento precisa ser democratizado, possibilitando construir uma educação
libertadora e transformadora”.
Desafios das
escolas no campo
Diversos são
os desafios apresentados na luta pela educação do campo na Bahia. Tais questões
tem se acentuado devido às transformações que ocorreram no campo, como a
modernização da agricultura, o êxodo rural e, a partir da consolidação de
movimentos sociais na década de 90, percebeu a necessidade de construir uma
pauta para educação do campo que atenda a realidade dos sujeitos dentro das
questões sociais, econômicas e culturais.
O MST que um
dos movimentos pioneiro nesta discussão tem pautado um currículo de alternância
e uma pedagogia diferenciada.
Durante ao
Encontro, algumas questões se apresentaram na centralidade das lutas para o
próximo período. Entre elas, foi reafirmada a necessidade de pensar a educação
na perspectiva da formação do sujeito no campo para o mundo; lutar de maneira
permanente contra o fechamento das escolas, apontando esse processo como uma
forma de criminalizar o MST e retirar direitos dos trabalhadores do campo;
potencializar a luta por investimento nas infraestruturas das escolas e na
qualidade do ensino; por fim, garantir a valorização do profissional que atua
no campo.
Nesse
sentido, Vargas apontou que, nos últimos anos, ocorreram diversos fechamentos
de escolas do campo. “Nessa totalidade, mais de 37 mil escolas em todo país
foram fechadas. O estado da Bahia encontra-se entre os maiores números num
total de 5 mil escolas. Esse é o nosso maior desafio. Não devemos aceitar
nenhum fechamento de escolas em nossas áreas, mas sim ampliar e abrir novas
escolas do campo” finalizou.

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