Dólar opera em queda, negociado ao redor de R$ 5,50
Na quinta-feira, moeda dos EUA fechou em queda de 1,92%, a
R$ 5,5459, no menor desde 9 de outubro. O dólar opera em queda nesta
sexta-feira (6), chegando a ser negociado a R$ 5,50, de olho nas crescentes
perspectivas de uma presidência de Joe Biden nos Estados Unidos, apesar do resultado
ainda não estar definido.
Às 11h20, a moeda norte-americana subia 0,33%, cotada a R$
5,5276. Na mínima do dia até o momento, chegou a R$ 5,5056; na máxima, foi a R$
5,5736. Veja mais cotações.
Acompanhe a apuração nos EUA
Por que os resultados parciais da eleição dos EUA animaram
os mercados
Nesta sessão, o Banco Central faz leilão de swap tradicional
para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.
Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 1,92%, a R$ 5,5459,
menor cotação desde 9 de outubro. Com o recuo, o passou a acumular queda de
3,35% no mês, embora ainda tenha alta de 38,31% no ano. Cenário externo e local
As atenções dos investidores seguem voltadas para a apuração
dos votos nos Estados Unidos. O candidato democrata Joe Biden virou sobre o
republicano Donald Trump na manhã desta sexta-feira na Geórgia, um dos estados
decisivos para a eleição dos Estados Unidos, e agora está mais perto da Casa
Branca. Se vencer no estado, Biden terá votos suficientes no Colégio Eleitoral
para ser eleito o 46º presidente dos EUA.
Os mercados acionários globais avançaram esta semana
conforme os investidores adotaram a visão de que, independente do resultado
final da apuração nos EUA, haverá equilíbrio de forças entre democratas e
republicanos no Congresso. Segundo analistas, um Congresso norte-americano
dividido pode adiar grandes mudanças, incluindo um aumento de impostos, um
endurecimento das regulamentações ou controle mais rigoroso de grandes
empresas.
Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias
listadas em Xangai e Shenzhen, ganhou 4,1% na semana, maior alta semanal desde
julho, com esperanças de tensões menores entre Washington e Pequim.
Entre os investidores, há também a percepção de que as
políticas de Biden colaborariam para um dólar globalmente mais fraco,
principalmente com a expectativa de aprovação de novas medidas de auxílio
fiscal na maior economia do mundo, o que pode dar apoio a divisas de países
emergentes.
Por aqui, permaneceram as preocupações em torno da
trajetória da dívida pública e capacidade do governo de encaminhar um plano
crível de recuperação das contas públicas e de dar prosseguimento à agenda de
reformas estruturais.
Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa
Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar a alta acumulada de
quase 40% do dólar no ano ante o real.
Por que o real é a moeda que mais desvalorizou em 2020
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