sexta-feira, 6 de novembro de 2020

 

Dólar opera em queda, negociado ao redor de R$ 5,50

Na quinta-feira, moeda dos EUA fechou em queda de 1,92%, a R$ 5,5459, no menor desde 9 de outubro. O dólar opera em queda nesta sexta-feira (6), chegando a ser negociado a R$ 5,50, de olho nas crescentes perspectivas de uma presidência de Joe Biden nos Estados Unidos, apesar do resultado ainda não estar definido.

Às 11h20, a moeda norte-americana subia 0,33%, cotada a R$ 5,5276. Na mínima do dia até o momento, chegou a R$ 5,5056; na máxima, foi a R$ 5,5736. Veja mais cotações.

Acompanhe a apuração nos EUA

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Nesta sessão, o Banco Central faz leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 1,92%, a R$ 5,5459, menor cotação desde 9 de outubro. Com o recuo, o passou a acumular queda de 3,35% no mês, embora ainda tenha alta de 38,31% no ano. Cenário externo e local

As atenções dos investidores seguem voltadas para a apuração dos votos nos Estados Unidos. O candidato democrata Joe Biden virou sobre o republicano Donald Trump na manhã desta sexta-feira na Geórgia, um dos estados decisivos para a eleição dos Estados Unidos, e agora está mais perto da Casa Branca. Se vencer no estado, Biden terá votos suficientes no Colégio Eleitoral para ser eleito o 46º presidente dos EUA.

Os mercados acionários globais avançaram esta semana conforme os investidores adotaram a visão de que, independente do resultado final da apuração nos EUA, haverá equilíbrio de forças entre democratas e republicanos no Congresso. Segundo analistas, um Congresso norte-americano dividido pode adiar grandes mudanças, incluindo um aumento de impostos, um endurecimento das regulamentações ou controle mais rigoroso de grandes empresas.

Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, ganhou 4,1% na semana, maior alta semanal desde julho, com esperanças de tensões menores entre Washington e Pequim.

Entre os investidores, há também a percepção de que as políticas de Biden colaborariam para um dólar globalmente mais fraco, principalmente com a expectativa de aprovação de novas medidas de auxílio fiscal na maior economia do mundo, o que pode dar apoio a divisas de países emergentes.

Por aqui, permaneceram as preocupações em torno da trajetória da dívida pública e capacidade do governo de encaminhar um plano crível de recuperação das contas públicas e de dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais.

Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar a alta acumulada de quase 40% do dólar no ano ante o real.

 

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