domingo, 28 de abril de 2019


 MST repudia ataques do Ministro Abraham Weintraub contra educação do campo
Sem dados técnicos, pesquisas ou números que validem seu posicionamento, as declarações proferidas na tarde de ontem revelam o caráter preconceituoso e excludente do atual governo.
Após pronunciamento do ministro da educação Abraham Weintraub e do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), realizado nesta última quinta-feira (25), o MST divulga nota de repúdio ao seu posicionamento de ambos que nega o direito à educação pública para crianças que residem no campo. 
Para o Movimento, isso revela “o mais completo desconhecimento que Bolsonaro e o seu governo possuem sobre a pasta da educação e, mais especificadamente, sobre a educação do campo”. 
Sem dados técnicos, pesquisas ou números que validem seu posicionamento, as declarações proferidas na tarde de ontem revelam o caráter excludente que nega um direito historicamente conquistado e assegurado pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
Confira o documento na íntegra
Na tarde desta quinta-feira (25), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) recebeu com repúdio as declarações do atual ministro da Educação Abraham Weintraub e do presidente da República Jair Bolsonato (PSL).
Após participar de uma reunião no Ministério da Educação (MEC), Bolsonaro  chamou de "forte doutrinação ideológica" o fato de mais de 200 mil crianças frequentam as mais de duas mil escolas do campo. “““ “““ No mesmo momento, o atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que” Muitas escolas ‘sem terrinha’ são sustentadas com dinheiro do povo, do contribuinte, do pagador de imposto”.
Mais uma vez, tal afirmação revela o completo desconhecimento que Bolsonaro e seu governo possuem sobre a pasta da educação e, mais especificadamente, sobre a educação do campo. As declarações proferidas na tarde de ontem revelam o caráter preconceituoso e excludente que nega um direito historicamente conquistado e assegurado pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Além de negar o acesso à educação em um país que tem os piores índices educacionais do mundo, o presidente Bolsonaro e o ministro Weintraub promovem um dos maiores desmontes da educação pública por meio do sucateamento de aparelhos públicos e do fechamento da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC).

Seguiremos lutando e denunciando as investidas contra as escolas públicas do campo e contra a desigualdade social e educacional em nosso país. Exigimos do poder público o cumprimento da Constituição que prevê uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade.
Também reafirmamos nossa defesa e disposição de luta pela democratização da terra e pela realização da Reforma Agrária Popular.
Por fim, sugerimos que em vez de o presidente criminalizar a luta do MST e a infância das crianças do campo, responda para o povo brasileiro: onde está Queiroz? E quem mandou matar Marielle Franco?
Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra





Nenhum comentário:

Postar um comentário