terça-feira, 17 de agosto de 2021
T apoia vítimas da mineração em Maceió
Segundo Coletivo Juventude do Movimento, além de protesto realizado no último sábado, haverá outras ações
↑ Juventude do MST fez protesto na frente da sede da Braskem no Pontal da Barra, em Maceió (Foto: Divulgação)
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OColetivo Juventude do Movimento Sem Terra (MST) declarou apoio às vítimas da mineração em Maceió. Segundo a entidade, algumas tratativas foram iniciadas, em especial com as lideranças do bairro do Bom Parto, em solidariedade aos problemas enfrentados pela população dos bairros que sofrem com instabilidade de solo.
A primeira ação foi um protesto realizado no último sábado (14) na frente da sede da Braskem no bairro do Pontal da Barra, em Maceió. Os manifestantes derramaram líquido vermelho na via como forma de protesto e distribuíram mudas de árvores frutíferas para quem passava no local. A ação visava chamar a atenção da sociedade a crise ambiental e social que vem afetando mais de 60 mil pessoas.
De acordo com o representante do coletivo, Gustavo Marinho, é preciso que os movimentos se solidarizem com o drama enfrentado pelos moradores e ex-moradores. Além do protesto, eles também realizaram a distribuição de alimentos a moradores do Bom Parto. Segundo Gustavo, as bandeiras de luta defendidas pelo coletivo se assemelham ao problema vivido pelos moradores, uma vez que se relaciona com o avanço agroindustrial.
“Foi uma forma da gente se colocar à disposição das pessoas que sofrem com o que vem acontecendo em Maceió, nos solidarizar com as famílias atingidas e poder contribuir com essa pauta. Na nossa passagem no Bom Parto iniciamos um processo de diálogo com a comunidade, com os moradores e associação. Aprofundando essa possibilidade de conversa, de partilha. Essa pauta tem total relação com o que vem acontecendo na capital, de como esse avanço nocivo, essa relação predatória com o meio ambiente e os recursos naturais, isso se relaciona, e é importante que a gente possa somar nesse processo. Isso nos aproxima e nos coloca em posição de defesa no nosso estado”, pontua.
“Todo apoio é bem-vindo”, diz moradora do bairro de Bebedouro
Para a ativista e ex-moradora de Bebedouro, Neirevane Nunes todo apoio é bem-vindo. Ela reforça que quanto mais pessoas estiveram dispostas a denunciar a situação, mais rápido se encontrará uma solução justa.
“Hoje o crime da Braskem é um problema da sociedade, portanto todo cidadão, grupo ou movimento social devem denunciar toda a destruição provocada pelo crime Ambiental da Braskem. É necessário ampliar o Debate a nível nacional e internacional sobre a monstruosidade que acontece em Alagoas devido aos mais de 40 anos de exploração irresponsável da sal-gema. Quanto mais Movimentos e instituições denunciarem o que acontece aqui, maior é a pressão sobre a mineradora e o poder Público para que seja feita justiça às vítimas da Braskem”, afirma.
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