sábado, 28 de agosto de 2021

Maior produtor latino-americano de arroz orgânico, MST prevê colheita de 12,4 mil toneladas Movimento e apoiadores pedem mais políticas públicas para a agricultura familiar 27 de agosto de 2021, 09:49 h Atualizado em 27 de agosto de 2021, 12:08 7 (Foto: MST) Siga o Brasil 247 no Google News Braisl de Fato - Virtual, a 18ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz Agroecológico, na tarde desta terça-feira (30), enfatizou a necessidade de políticas públicas de apoio à agricultura familiar e pelo combate à insegurança alimentar. Agora, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) – maior produtor de arroz orgânico da América Latina, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) – prevê colher 12,4 mil toneladas do produto nesta safra, por meio de cooperativas no Rio Grande do Sul. De acordo com o movimento, a produção é feita por 389 famílias, em 12 assentamentos espalhados por 11 municípios gaúchos. A expectativa é de colher 248 mil sacas de 50 quilos. Parte dessa produção, e de vários outros itens, pode ser adquirida nos Armazéns do Campo, lojas mantidas pelo MST em várias cidades. Soberania alimentar Fique por dentro do 247 Receba diariamente nossa newsletter em seu email Além de marcar simbolicamente o início da colheita, a live de hoje, com muita cantoria, reuniu entidades e apoiadores dos sem-terra em diversos pontos do mundo. Com isso, foram transmitidas mensagens gravadas na Guatemala, Finlândia, Nepal, Portugal, Uruguai e Zâmbia. “Soberania alimentar é um projeto político popular que reivindica o direito dos povos de continuar produzindo alimentos saudáveis, o direito à terra”, disse Karin Nansen, da ONG Amigos da Terra. “É o campesinato que realmente produz alimentos, não é o agronegócio”, acrescentou. Já a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Catia Grisa enfatizou a importância das políticas públicas – assistência técnica, crédito, estoques reguladores – para incentivo do modelo familiar, mas identificou um momento de “inação” e certo desmantelamento. “A urgência e a dinâmica da insegurança alimentar exigem muito mais, mais políticas e mais intervenção do Estado”, afirmou. Para a ex-deputada federal Manuela d´Ávila (PCdoB), as ações do MST refletem um “projeto sustentável” de nação. “É possível ao Brasil alimentar o seu povo a partir da agricultura familiar e da alimentação de qualidade”, comentou. Por sua vez, o deputado estadual gaúcho Edegar Pretto (PT) acrescentou que “é possível e viável economicamente fazer a transição agroecológica”. por taboolaLinks promovidos Você pode gostar Sócios ficam nervosos com pesquisa XP, que mostra Lula disparado Palmilha que alivia a dor nos pés surpreende idosos de Castanhal! Magic Sole José Dirceu: "se ele esticar a corda, o 7 de setembro vira contra o próprio Bolsonaro" Doria ataca Lula e Gleisi responde: "você devia se informar" Em momento de pandemia e de aumento da fome no país, os sem-terra enfatizam também a importância da solidariedade. Assim, no ano passado, integrantes do movimento doaram 4 mil toneladas de alimentos e 700 mil marmitas. No Rio Grande do Sul, os assentados doaram mais de 300 toneladas de alimentos.

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