terça-feira, 4 de maio de 2021

prefeitura da cidade informou que retomará a vacinação nesta segunda-feira (3).A Prefeitura de Sorocaba diz que “houve uma diferença de 1.043 doses e o município já notificou o Estado sobre a falta e está solicitando mais vacinas há dias”. “Um total de 5.583 idosos dessa faixa etária precisam ser imunizados com a segunda aplicação.” A pr Já em Vinhedo, na região de Campinas, há falta de vacina para a aplicação tanto da primeira quanto da segunda dose da CoronaVac. A suspensão atingiu idosos de 64 anos com a primeira dose e os de 68 anos com a segunda dose. A aplicação estava marcada para entre os dias 26 de abril e 2 de maio. A vacinação será “retomada assim que um novo lote de vacinas for entregue ao município pelo governo estadual”, segundo a Prefeitura de Vinhedo. No litoral, a Prefeitura de Praia Grande afirma que está "fazendo pedidos diários ao estado e aguardando o recebimento de novo lote". Além da faixa etária que já completou 21 dias da primeira dose, a cidade também tem os profissionais da Educação que completaram 21 dias neste final de semana e tem até 28 dias para tomar a segunda dose, mas estão sem a vacina disponível.Capitais também enfrentam problema Levantamento feito no último domingo (2) aponta que a aplicação da segunda dose da CoronaVac também está suspensa em cinco capitais brasileiras: • Aracaju e Porto Alegre: processo está interrompido por falta de estoque; • Fortaleza: lote entregue no sábado (1º) não é suficiente; • Porto Velho: até a chegada de nova remessa, prevista para os próximos dias, também não há expectativa de retomar a aplicação da vacina; • e Rio: suspensão por dez dias -- apenas a vacina de Oxford/Fiocruz está sendo distribuída (veja vídeo abaixo). Em Salvador, o processo não foi totalmente interrompido, mas há escalonamento: só receberão a segunda dose da CoronaVac, por enquanto, aqueles que deveriam ter tomado a vacina nos dias 29 e 30 de abril. Em Natal, o critério é por idade: apenas os idosos a partir dos 78 anos, que estão com no mínimo 28 dias de atraso para tomar o reforço, podem receber o imunizante. E em Macapá, onde a vacinação estava suspensa há uma semana, 1.600 doses da CoronaVac foram distribuídas -- como o número não é suficiente para imunizar todos os que aguardam na fila, o governo organizou uma lista com nomes de idosos acima de 65 anos que poderão ser os primeiros beneficiados.Vaivém de decisões De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a interrupção é resultado da conduta de seu antecessor no comando da pasta, Eduardo Pazuello. "[O atraso] decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose", afirmou. "Logo que houver entrega da CoronaVac, [o problema] será solucionado." Antes, os estados estocavam vacinas para garantir que todas as pessoas já imunizadas recebessem a segunda dose. Em fevereiro, no entanto, Pazuello mudou a orientação: determinou que todas as vacinas fossem aplicadas de imediato, sem a preocupação de guardar parte delas. Foi um vaivém de regras: dias depois, o Ministério da Saúde voltou atrás e disse que os estados deveriam, sim, estocar a CoronaVac para garantir a segunda dose a todos. Em março, mais uma vez, a pasta mudou de opinião e orientou a aplicação de todas as vacinas, sem reservas. "O ministério fez isso, mas nós somos dependentes da China para os insumos farmacêuticos ativos (IFAs). O erro foi ter feito essa orientação sem ter garantia de que a produção estava iniciada. Contar com IFA que nem saiu da China é uma situação complicada", diz a epidemiologista Ethel Maciel. Em abril, Queiroga foi ao Senado para dizer que a orientação mudou mais uma vez: desde então, os estados devem armazenar metade do estoque para garantir que o esquema vacinal de duas doses seja cumprido no intervalo correto (28 dias para a CoronaVac/Butantan e 3 meses para a de Oxford/Fiocruz). Segunda dose deve ser tomada mesmo fora do prazo Em nota técnica divulgada na terça-feira (27), o Ministério da Saúde orientou a população a tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 mesmo que a aplicação ocorra depois do prazo recomendado pelos laboratórios. Segundo o documento, é "improvável que intervalos aumentados entre as doses das vacinas ocasionem a redução na eficácia do esquema vacinal". No entanto, a pasta ressalta que os atrasos devem ser evitados, já que "não se pode assegurar a devida proteção do indivíduo até a administração da segunda dose".

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