quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
Mercado espera alta da Selic para 9,25% hoje; veja as previsões
Economistas projetam mais uma alta de 1,5 ponto percentual
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Agência O Globo
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08/12/2021 08:21
Mercado financeiro estima alta da Selic
Reprodução
Mercado financeiro estima alta da Selic
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deve elevar a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, pela sétima vez seguida nesta quarta-feira (8), para 9,25%, repetindo a alta de 1,5 ponto percentual da reunião anterior . O debate está centrado na sinalização do comunicado da decisão, já que o país enfrenta piora das expectativas de inflação e, ao mesmo tempo, uma recessão técnica .
A maior parte dos analistas avalia que o Banco Central manterá o tom mais duro e indicará novo aumento da Selic no mesmo ritmo para fevereiro, em razão da contínua piora das expectativas de inflação - a estimativa para o IPCA na pesquisa Focus já está acima do teto da meta de 2022.
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Em contrapartida, alguns economistas já veem espaço para o BC aliviar o discurso e indicar uma desaceleração do ritmo de alta para fevereiro, em razão dos dados fracos da economia. Veja o que dizem os analistas:
Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, em relatório
Espera alta de 1,5 pp na Selic e sinalização de outro aumento da mesma magnitude em fevereiro; vê Selic a 11,75% no final do 1º trimestre de 2022
Ajuste de 1,5 pp e elevação da Selic para patamar significativamente contracionista ajudarão no processo de desinflação, mesmo sendo insuficientes para garantir a convergência para a meta em 2022
Copom deve reforçar alerta sobre a necessidade de reduzir a incerteza fiscal; também deve repetir a mensagem que a Selic irá até o nível necessário para trazer a inflação para a meta no horizonte relevante para a política monetária
Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco
BC deve manter discurso duro e não abandonar totalmente a meta de inflação de 2022, mesmo após resultado fraco do PIB
Prevê alta de 1,5 pp agora e que a Selic subirá até 11,75% no fim do ciclo, em março
"O BC não deve mudar a comunicação. A bem da verdade, o horizonte de 2022 ainda está ao alcance das mãos"
Ainda é cedo para fazer a transição para começar a sinalizar uma redução do ritmo de alta da Selic de 1,5pp, que deve ser mantido nesta semana e no Copom seguinte
Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs
Espera que BC eleve juro em 1,5pp nesta reunião e sinalize outro aumento igual em fevereiro devido à piora do cenário atual e futuro para inflação
"Mas o Copom pode também decidir por manter uma opcionalidade, ao simplesmente sinalizar a intenção de levar o juro adicionalmente em território restritivo, porém sem explicitamente indicar a magnitude da decisão no início de 2022 dada a dinâmica incerta sobre o crescimento, inflação e Covid"
Carlos Kawall, diretor da Asa Investments
BC deve elevar Selic em 1,5 pp, sinalizar mais uma de 1,5 pp em fevereiro e promover outra alta de 1,25 pp em março, chegando ao final do ciclo a 12%
"Não deve desacelerar para 1pp em fevereiro porque a inflação continua muito ruim"
"Desacelerar não faz nenhum sentido, no momento em que as expectativas de inflação estão subindo"
Gustavo Brotto, CIO da Greenbay Investimentos
Espera alta de 1,5 pp e que BC sinalize como mais provável um novo aumento de mesma magnitude para a primeira reunião de 2022; vê Selic a 11% ao final do ciclo
"Essa postura mais hawk é necessária para ancorar as expectativas de inflação mais longas, apesar dos dados recentes mais fracos de atividade"
Ainda que espere sinalização de 1,5 pp para fevereiro, Greenbay acredita que BC vai desacelerar o ritmo para 1pp naquele mês, porque "entre as reuniões do Copom irá se confirmar esse cenário de atividade econômica mais fraca"
Marcela Rocha, economista-chefe da Claritas
Copom deve manter ritmo de alta em 1,5pp agora; vê Selic a 11% no fim do ciclo em 2022
Comunicado deve reforçar que plano de voo inicial é ajuste da mesma magnitude na próxima reunião
No entanto, caso atividade siga frustrando e o cenário fiscal não tenha novos ruídos, deve ocorrer discussão sobre redução do ritmo de alta para fevereiro, quando o determinante será a inflação
Silvio Campos Neto, economista da Tendências
BC vai manter os 1,5pp em dezembro, "mas começo a ter dúvidas quanto à sinalização para fevereiro"
"A princípio, temos nova alta de 1,5pp, mas pela distância até a reunião, talvez ele não faça uma indicação tão explícita a respeito e, caso a inflação dê sinais de arrefecimento até lá, poderá inclusive reduzir o ritmo, até para fazer frente ao quadro da atividade".
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