terça-feira, 7 de dezembro de 2021
Funcionários do Maksoud Plaza são informados de demissão pela imprensa
Ícone de SP, hotel está em recuperação judicial; prédio foi vendido em meio a acordo judicial com controladores do grupo JSL, de logística
Siga o iG no Google News
Agência O Globo
|
07/12/2021 11:35
Maksoud Plaza
Reprodução
Maksoud Plaza
O hotel Maksoud Plaza, um dos ícones de São Paulo, fechou as portas oficialmente nesta terça-feira (7) após uma crise que se arrasta há mais de uma década e envolve litígios societários, passivos trabalhistas e dívidas com fornecedores.
Os funcionários do hotel de cinco estrelas já haviam recebido há dias a orientação de que não deveriam fazer reservas para depois do dia 7, mas só ficaram sabendo do encerramento das atividades pela imprensa. Henry Maksoud Neto, o atual administrador do hotel, deu uma entrevista sobre o fim do empreendimento publicada antes de uma reunião que teve com os colaboradores na manhã desta terça.
Continua após a publicidade
O Maksoud Plaza é considerado um dos símbolos arquitetônicos de São Paulo, e está localizado na esquina da rua São Carlos do Pinhal com a Alameda Campinas, a duas quadras da Avenida Paulista. Inaugurado em 1979, chegou a hospedar grandes artistas, políticos e empresários.
Na lista de ex-hóspedes ilustres, estão a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, o então secretário-geral da ONU Kofi Annan, o cantor João Gilberto, e as bandas de rock Rolling Stones e Guns N’Roses. O hotel também já recebeu shows de Frank Sinatra e Julio Iglesias.
Leia Também
Nova proposta de reforma trabalhista quer proibir motoristas de app na CLT
Nova proposta de reforma trabalhista quer proibir motoristas de app na CLT
Presidente de empresa americana demite 900 por Zoom
Presidente de empresa americana demite 900 por Zoom
Petrobras vai reduzir preço dos combustíveis esta semana, diz Bolsonaro
Petrobras vai reduzir preço dos combustíveis esta semana, diz Bolsonaro
A empresa está em recuperação judicial deste setembro do ano passado, quando listou dívidas de R$ 82 milhões. Nos autos, o hotel atribuía à pandemia o fracasso do empreendimento, embora a crise da marca precedesse em ao menos uma década o surgimento do coronavírus. Ao todo, o passivo das controladoras do hotel, Hidroservice e HM Hotéis, ultrapassa os R$ 300 milhões nos autos da recuperação judicial. Não entram nessa conta as dívidas com o fisco, por exemplo.
Leia também
Eleitor de Lula e Ciro investe mais em educação financeira que o de Bolsonaro
Consignado para aposentados e pensionistas do INSS vai mudar; entenda
Auxílio Brasil de R$ 400 não chega para 17 milhões de famílias em dezembro
O fim definitivo das operações do hotel ocorre após um acordo entre Henry Neto e os irmãos Jussara e Fernando Simões, controladores do grupo JSL, de logística e transportes. Os Simões arremataram o prédio do hotel em 2011 por cerca de R$ 70 milhões em um leilão judicial que foi realizado para quitar uma dívida trabalhista de R$ 13 milhões. O hotel e Henry Neto iniciaram, então, uma briga para anular o certame, sob o argumento de que, na data de sua realização, o passivo trabalhista já havia sido quitado.
A assessoria de Henry Neto afirmou ao GLOBO que o acordo foi proposto inicialmente pelo juiz à frente da recuperação judicial como forma de destravar a venda de outros imóveis da empresa insolvente em leilões. Os Simões, ainda segundo representante de Henry Neto, assentiram em fazer a correção monetária do valor do lance que vencera o leilão de 2011. Ao todo, vão pagar pelo imóvel R$ 132 milhões. Não se sabe o destino que os novos donos darão ao local.
Continua após a publicidade
Os demais leilões de ativos devem ser realizados no primeiro semestre de 2022 e inclui imóveis em Manaus e na região metropolitana de São Paulo. O valor arrecadado nos certames será usado para pagar dívidas do Maksoud Plaza.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário