quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Morre jornalista e colunista de política Cristiana Lôbo aos 63 anos Jornalista morreu nesta quinta-feira (11) em decorrência de um mieloma múltiplo, agravado por uma pneumonia contraída nos últimos dias. Siga o iG no Google News Por Gisele Alquas | 11/11/2021 10:08 - Atualizada às 11/11/2021 10:48 Cristiana Lôbo era comentarista da Globonews Reprodução/Globo Cristiana Lôbo era comentarista da Globonews A jornalista e colunista de política Cristina Lobô morreu nesta quinta-feira (11) em decorrência de um mieloma múltiplo, agravado por uma pneumonia contraída nos últimos dias, informou a GloboNews. Ela tinha 63 anos e estava internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Leia também Morre Cristiana Lôbo: relembre a carreira da jornalista em fotos Continua após a publicidade Cristiana atuou no jornalismo por mais de 30 anos. Ela começou a carreira cobrindo a política do estado de Goiás, até se mudar para Brasília. A jornalista também passou pelo jornal O Globo, onde foi setorista do Ministério da Saúde e trabalhou na coluna Panorama Político. Cristiana também trabalhou no Estadão. Cristiana nasceu em Goiânia e se formou na Universidade Federal de Goiás, o sonho dela era ter um programa de música na rádio. Foto: Reprodução/Globo 1/10 A jornalista estreou na GloboNews em março de 1997. Naquele mês, passou a integrar o time de comentaristas do Jornal das Dez, além de marcar presença nos telejornais da casa. Comandou também o programa Fatos e Versões e a coluna os Bastidores da Política, no G1. Continua após a publicidade Doença Cristiana Lôbo tinha um mieloma múltiplo, que é o câncer de um tipo de células da medula óssea chamadas de plasmócitos, responsáveis pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias. No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue. Leia Também Saiba o valor do salário das apresentadoras do "Fantástico" Saiba o valor do salário das apresentadoras do Marília Mendonça vivia em mansão luxuosa com o filho; veja fotos Marília Mendonça vivia em mansão luxuosa com o filho; veja fotos Alexandre Frota lembra mágoa de Rita Cadillac após pornô: "Fez porque precisava" Alexandre Frota lembra mágoa de Rita Cadillac após pornô: Trajetória Cristiana dos Santos Mendes Lôbo nasceu em Goiânia, em 1957, e se formou em jornalismo na Universidade Federal de Goiás. De acordo com o Memórias Globo, ela escolheu o curso para tentar realizar o sonho de ter um programa de música no rádio. Começou cobrindo política em Goiás e, depois, em Brasília. Sua carreira tomou novos rumos quando passou a trabalhar para O Globo. Foi setorista no Ministério da Saúde, onde viu ser criada a carteira de vacinação, que ajudou a diminuir a mortalidade infantil no país, e depois passou para o Ministério da Educação. “Foi ali que aprendi que você tem de trabalhar de manhã até a noite. E nunca larguei disso”, conta. A jornalistas fez a cobertura da campanha por eleições diretas no país, em 1984. “Naquele tempo, não existia celular, nem internet, a única coisa que havia era um telefone que você apertava e a redação ouvia. Eles pediam 15 linhas, e a gente tinha de fazer o retrato daquele momento”, recorda. O ritmo de trabalho não diminuiu no governo de José Sarney: “No dia em que foi editado o Plano Cruzado, de reforma da economia, eu tinha voltado da minha licença-maternidade. Saí de casa às 7h, voltei às 23h. Cheguei a ter febre. E nesse dia o bebê não mamou", contou ela ao Memórias Globo. No governo Collor, Cristiana Lôbo lembra que as relações entre a cúpula e os jornalistas eram tensas. Um dia, no estreito corredor do prédio anexo do Palácio do Planalto, ela estava indo e o presidente voltando. A jornalista pensou: “Meu Deus, que sorte, vou fazer uma entrevista com o Collor.” Mas ele se virou para outro lado e a entrevista não saiu. No jornal O Globo, ela trabalhou na coluna Panorama Político e na Coluna do Swann. E foi se especializando em notas curtas – o que a ajudaria, anos depois, no trabalho na televisão. Antes disso, após 13 anos em O Globo, Cristiana transferiu-se para O Estado de S. Paulo, onde assumiu a coluna política. E assim, como observadora de fatos e tendências, continuou acompanhando de perto a vida política brasileira: “Tivemos uma ditadura que interrompeu a formação de novos políticos. Viemos de uma economia fechada em que até posto de gasolina era uma concessão pública. E isto significava ter amigos no poder. Hoje, novos personagens com ideal político ainda não se estabeleceram. Talvez venha agora com o que chamo de geração de netos: o neto de Tancredo Neves, o de Miguel Arraes, o de Antonio Carlos Magalhães e o de Mário Covas”. A chegada na televisão se deu na GloboNews, fazendo análises políticas e, ainda, coberturas especiais, como a da eleição e posse da presidente Dilma Roussef, em 2010 e 2011. Na passagem do governo de Fernando Henrique Cardoso para o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiana contou que trabalhou duro: “Teve um dia em que fiquei no ar de manhã até a noite, porque a gente ia descobrindo quem é que saía e quem entrava. Era o paraíso para nós: notícia o dia inteiro. Para mim, melhor do que isso, só os filhos!”. Cristina Lôbo jornalista o globo globonews

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