sábado, 27 de novembro de 2021
Em novo cerco a titãs da internet, China exige que dona do app 99 no Brasil deixe Bolsa americana, diz agência
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Redação
27 de novembro de 2021
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Segundo relatos de fontes próximas ao negócio à agência Bloomberg, os reguladores pediram que os executivos da Didi elaborassem um plano para “delistar” as ações da empresa dos mercados dos EUA, numa demanda sem precedentes e que mostra uma escalada nas pressões de Pequim sobre gigantes de tecnologia.
Os reguladores alegaram que o fato de a empresa ser listada na Bolsa de Nova York oferece risco de que dados sensíveis sejam vazados, segundo as fontes da Bloomberg, que falaram sob condição de anonimato.
A Administração de Ciberespaço da China, agência estatal responsável por segurança de dados no país, determinou que a Didi apresentasse um plano detalhado para sair das Bolsas americanas e que precisará ser aprovado pelo governo.
As propostas em discussão incluem desde uma recompra de ações e fechamento de capital da empresa até uma mudança de listagem dos papéis nos EUA para Hong Kong. Em ambos os casos, objetivo retirar a empresa das Bolsas americanas.
A Didi desafiou Pequim ao decidir seguir com a listagem da empresa em Nova York em junho deste ano, mesmo após a pressão dos reguladores que exigiam que a empresa comprovasse que protegia seus dados de vazamentos antes de fazer seu IPO (sigla em inglês para lançamento inicial de ações) nos EUA.
Na sequência, as autoridades deram início a uma enxurrada de investigações sobre a companhia, muitas das quais levaram a punições sem precedentes no mercado chinês. É possível que “deslitagem” seja mais uma medida dentro deste pacote de penalidades do governo.
Controle estatal
Recentemente, a prefeitura de Pequim propôs realizar um aporte financeiro na companhia que, na prática, iria tornar a Didi uma empresa sob controle estatal. Este investimento poderia viabilizar uma custosa recompra de ações negociadas nos EUA para retirar a companhia da Bolsa americana.
Hoje, a Didi é controlada pelo seu co-fundador Cheng Wei e pelo seu presidente Jean Liu que, juntos, têm 58% do poder de voto dos acionistas. Os principais acionistas minoritários da Didi são o SoftBank, gigante japonês que atua em diferentes setores e é um dos maiores investidores globais em start-ups, e a Uber.
A Didi, que no passado já foi festejada na China por desafiar o Uber no país, se tornou um caso emblemático de cerco das autoridades chinesas aos titãs da internet no país.
O governo de Xi Jinping, que tenta promover uma visão de compartilhar a riqueza sob seu lema de “prosperidade comum” colocou na mira as empresas de internet que hoje atuam sob um limbo regulatório, como o app de transporte Didi, e que cresceram exponencialmente enriquecendo bilionários locais e investidores estrangeiros.
Um fechamento de capital, direcionado pelo governo, numa empresa privada do porte da Didi seria um movimento sem precedentes.
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