segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Garimpo na Bahia que tem atraído centenas de pessoas é ilegal e passará por vistoria Equipe do Departamento Nacional de Produção Mineral vai ao local na terça-feira (16). Hotéis e pousadas da cidade estão lotados; o quilo das pedras chega a custar R$ 3 mil. Por G1 BA, com informações da TV Bahia Pessoas de várias partes do país seguem em busca de ametistas em Sento Sé, na região norte Pessoas de várias partes do país seguem em busca de ametistas em Sento Sé, na região norte A jazida de ametistas descoberta há cerca de 20 dias, na cidade de Sento Sé, região norte da Bahia, continua a atrair centenas de pessoas para a cidade, pela facilidade na extração da pedra. O garimpo não está regulamentado, portanto a exploração no local é considerada ilegal. Conforme o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), uma equipe do órgão vai ao local na terça-feira (16) para fazer uma vistoria e tomar as providências necessárias após a análise. Os detalhes só poderão ser passados após a visita, informou a DNPM. Ao G1, o DNPM informou que o garimpo não tem registro para funcionar. Ainda não há informações se o terreno explorado por garimpeiros há mais de 15 dias na Bahia é particular. Conforme a legislação brasileira, independente disso, todo e qualquer material encontrado abaixo do solo, em território brasileiro, pertenece à União e precisa de regulamentação para ser explorado. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE), o único garimpo de ametista reconhecido no estado é o da cidade de Licínio de Almeida, na região sudoeste da Bahia. Descoberta A mina fica na Serra da Quixaba, a cerca de 54 km do centro de Sento Sé não possui infraestrutura, mas isso não tem preocupado garimpeiros de todo o país, que lotaram os hotéis e pousadas do município para tentar achar ametistas no local. Desde que a mina foi encontrada, no final do mês de abril, pelo menos oito mil pessoas passaram pela cidade. Para chegar à jazida, é preciso seguir por mais 50 km em uma estrada de terra de difícil acesso, e subir os três mil metros de altura até o topo da Serra da Quixada, onde está localizada a jazida. No garimpo tudo é improvisado, desde o espaço de mineração às negociações. O preço do quilo varia de R$ 500 a R$ 3 mil reais. Elson Pimentel, que lapida pedras na cidade há 20 anos, se surpreendeu com a qualidade das ametistas encontradas na região. “As pedras do garimpo da quixaba são maiores, e quando a pedra é maior e a pureza é melhor, o preço dela aumenta, a lapidação vai melhorar com isso. A expectativa é muito boa, a pedra em surpreendeu pela qualidade", contou.

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