sexta-feira, 1 de outubro de 2021
Pelo segundo ano consecutivo, Arraial de Nazaré será realizado com restrições
Parque de diversões não estará presente pelo segundo ano consecutivo, mas haverá estandes de vendas de produtos e alimentos, além de shows durante a festividade.
Por G1 PA — Belém
01/10/2021 11h43 Atualizado há 3 horas
Estandes com artesanatos, roupas e comidas estarão no Arraial de Nazaré até 26 de outubro — Foto: DFN
Estandes com artesanatos, roupas e comidas estarão no Arraial de Nazaré até 26 de outubro — Foto: DFN
A abertura do tradicional Arraial de Nazaré será realizada no final da tarde desta sexta-feira (1), no estacionamento do Centro Social de Nazaré. Estandes com artesanatos, vestuário, artigos religiosos e alimentos estarão no local até 26 de outubro.
Além dos cerca de 25 estandes, serão realizados pequenos shows musicais com artistas locais, ministérios de música e bandas das corporações de segurança, como Guarda Municipal de Belém, Polícia Militar, Marinha, entre outros.
Duas a três apresentações serão realizadas por noite, às 18h, 19h30 e 21h. A entrada do público só será permitida com o uso de máscaras e cumprindo as orientações de distanciamento social, e com limite de 300 pessoas.
O parque de diversões ITA que participa do arraial há 28 anos, não estará na programação pelo segundo ano consecutivo, devido às restrições sanitárias.
“Sentimos não poder trazer o ITA, mas mesmo com esta ausência significativa, estamos providenciando um evento belo, como forma também de ajudar nossos parceiros, os pequenos comerciantes, que precisam da renda adquirida neste período”, diz o responsável pela Diretoria de Arraial e Arrecadação, Sérgio Reis.
EcoCírio
Desde 2016, a Diretoria da Festa de Nazaré criou o EcoCírio, um projeto de conscientização que une responsabilidade social e ambiental, visando conscientizar as pessoas que visitam o Arraial de Nazaré, desde quando é montado.
Como o Círio é uma festividade que concentra muitas pessoas, consequentemente o descarte de lixo também aumenta. Ao observar isto, a Diretoria da Festa criou o EcoCírio, que visa descartar de maneira apropriada materiais durante a festividade nos arredores do arraial e da Praça Santuário.
Em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) serão disponibilizados pontos de coleta na Praça Santuário e no Arraial.
“Vamos fazer uma campanha de conscientização para o descarte correto, com um coletor grande na entrada do Arraial para recipientes de pet, e quem levar cinco recipientes de pet ganha ou uma ecobag ou um terço reciclado, feito de caroço de açaí”, destaca Sérgio.
O que pode ser reciclado:
Plásticos: garrafas de refrigerante, água mineral, óleo, vinagre, plástico duro (embalagens de shampoo, produtos de limpeza, embalagens de massas, potes de margarina, baldes, bacias, entre outros), sacolas de mercado e sacos de alimentos.
Metais: latas de aço (ervilha, milho, leite em pó), alumínio (latas de cerveja, refrigerante), panelas, bateria de carro.
Papel: jornais e revistas, papel branco e colorido, caixas de papelão em geral.
Treta Pak: caixa de leite, sucos, molhos, milho, ervilha e achocolatados.
Resíduos orgânicos: óleo de cozinha usado.
Arraial acompanha a história do Círio de Nazaré
O Arraial de Nazaré começou na primeira edição do Círio de Nazaré, em 1793. Na época, consistiu em uma grande feira de produtos agrícolas e passou a ser chamado de “arraial” por conta da presença de construção de casas em volta da ermida de Plácido após o achado da imagem.
As primeiras festas de Nazaré eram realizadas no mês de setembro, época do verão amazônico, quando a intensidade de chuvas diminuía. Para a realização do primeiro Círio o governador organizou uma grande feira de produtos agrícolas vindos de diversos municípios, até mesmo providenciando transporte de pessoas e mercadorias pelos rios de lugares distantes de Belém.
Segundo pesquisadores e historiadores, no início era realizado em frente à Basílica, onde hoje está situada a Praça Santuário de Nazaré, antes chamada de Conjunto Arquitetônico de Nazaré (CAN). Com o passar do tempo, mudou de lugar e passou a ser formado por uma série de brinquedos direcionados para o divertimento dos fiéis, bem como por várias barracas de venda de artesanato, comidas típicas e outros produtos industrializados.
Além das barracas fixas, a movimentação do público era acompanhada pelo comércio ambulante, por jogos, pelas danças coletivas negras, indígenas (lundum, chorado, cateretê, dança do bagre, mandu-sarará e bambiá) e europeias (dança das saloias e dança das camponesas), pelas apresentações musicais (normalmente apresentações de bandas) e teatrais.
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