terça-feira, 25 de setembro de 2018

China pressiona e Vale poderá expandir a produção no S11D




No fim de 2016 entrou em operação o maior empreendimento mineral da Vale em solo brasileiro, situado na Serra Sul, o chamado S11D, localizado no município de Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, vem alegrando a mineradora Vale desde quando iniciou o seu processo de operação.


O projeto é na verdade um grande complexo que incluí: mina, usina, logísticas ferroviária e portuária. O valor total investido para que o promissor projeto se tornasse realidade foi de 14,3 bilhões de dólares. O desenvolvimento de produção sempre surpreendeu até mesmo os engenheiros que produziram os mais detalhados prognósticos referentes aos níveis de operação e continuam a se surpreender positivamente com a velocidade das etapas atingidas antes do tempo previsto.


Outro detalhe que vem chamando a atenção, e que deixa os acionistas felizes, é o custo de produção. O valor para se retirar uma tonelada de minério na Serra Norte, em Carajás, nas minas N4 e N5 é de US$ 13,5; já no S11D gira em torno de US$ 9,2 com a estimativa que, em 2020, esse valor não ultrapasse US$ 7,7. Portanto, quase a metade do que se gasta em produção por tonelada em Carajás, em sua Serra Norte.


Segundo as projeções da Vale, em 2018, a produção chegaria a 55 milhões de toneladas. Para o ano seguinte, estimasse que possa chegar a 80 milhões, com o teto estimado de produção de 90 milhões de toneladas, em 2020, quando atingirá o seu ápice; volume que a produção na Serra Norte levou quase duas décadas para atingir. Porém, todas essas projeções já não servem de parâmetro. O S11D a cada relatório mostra e mostrará cada vez mais a sua força. Não, por acaso, tornou-se o “rei” dentro do tabuleiro de xadrez da Vale.


Isso é confirmado pela entrevista de Peter Poppinga, diretor-executivo da Vale, ocasião em que afirmou que a mineradora está avaliando a expansão do seu projeto na Serra Sul, em Canaã dos Carajás, para atender o mercado chinês, que voltou a requerer cada vez mais minério de ferro. E não só isso, os chineses não querem só quantidade, e sim qualidade, minério de maior e melhor teor, que só é encontrado na região sudeste do Pará. Maior consumidora global de minério utilizado na produção de aço, a China aumentou suas compras de minério de ferro de melhor qualidade, sendo menos poluente em sua transformação industrial, em meio a sua batalha das autoridades chinesas contra a poluição em suas cidades.


Por isso, para atender a retomada do aumento da demanda por Ferro, a Vale já estuda a expansão do projeto S11D mesmo sem ainda ter alcançado a plena capacidade da unidade, inaugurada em dezembro de 2016. Essa estratégia vai de encontro ao que havia sido definido nos últimos balanços da mineradora: expansão dos negócios mirando oportunidades de fusões, aquisições e estratégias para diversificar seu portfólio, buscando


O projeto S11D está sendo o instrumento mais importante para a recomposição do caixa da mineradora, todavia, pesados investimentos no projeto, que extrai minério de ferro de elevado teor, aumentaram as dívidas da Vale nos últimos anos, o que coincidiu ainda com uma forte queda nos preços do minério de ferro. Poppinga afirmou que a produção de minério de ferro do S11D deve ficar próxima de 90 milhões de toneladas no próximo ano, ante cerca de 60 milhões de toneladas atualmente, antecipando em um ano o atingimento do pico de produção, planejado para 2020. Segundo o executivo, a Vale pretende manter sua produção total em cerca de 400 milhões de toneladas, substituindo minério de ferro de menor qualidade pelo material de alto teor.


A frase dita em solo chinês pelo citado executivo da Vale, resume o novo direcionamento da companhia e sua estratégia: “Nós não estamos atrás de participação no mercado, nós estamos atrás de valor e não de volume”. Portanto, sem rodeios, está claro que a Vale, a partir de agora, quer aumentar as suas receitas, não mais tendo como base o volume comercializado (batendo recordes a cada ano, pelo aumento da produção), e sim em qualidade no volume, através da comercialização do mais alto teor de minério. A China como maior compradora de minério do planeta, define as suas estratégias internas e consequentemente pauta o mercado internacional. A nova estratégia da Vale é um exemplo disso, e o S11D é a fonte de riqueza de longe com o melhor custo-benefício. Chegou a hora da pujança gerada pela Serra Sul ser uma realidade; já a Serra Norte, nas minas em operação, o futuro não é nada animador, sobretudo, agora, com o direcionamento chinês que a Vale terá que seguir.





Fonte: Blog do Branco

Projeto Salobo 3 poderá contratar até três mil trabalhadores, garante Vale



Na tarde desta segunda-feira (24), Sercila Braz e Luís Veloso, ambos do setor de relacionamento institucional da mineradora Vale, estiveram reunidos com o presidente da Câmara Municipal de Parauapebas, vereador Elias da Construforte (PSB).


Entre outros assuntos, os três discutiram sobre o aumento de capacidade do Projeto Salobo 3, que tem expectativa de gerar cerca de três mil empregos durante o auge de produção. O vereador aproveitou para solicitar prioridade na contratação de trabalhadores que moram em Parauapebas e vilas do município.


De acordo com os representantes da Vale, a expansão do projeto de cobre aguarda autorização de licenciamento do Ibama para que seja iniciada.


Por sua vez, Elias da Construforte solicitou apoio para o polo de gemas e joias e explicou um pouco mais sobre esse projeto, que será realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento.


Bastante entusiasmados com o projeto e com os resultados positivos que ele trará para o município e população, Sercila Braz e Luiz Veloso disseram que em breve trarão retorno sobre este pleito feito pelo presidente da Câmara, que cobrou atenção e prioridade na contratação de empresas locais, a fim de auxiliar no aquecimento da economia do município.




Publicado no:(http://pebinhadeacucar.com.br/projeto-salobo-3-podera-contratar-ate-tres-mil-trabalhadores-garante-vale/)

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Caminhão carregado de Cobre é apreendido em Canaã


Desempregado há mais de um ano, Bento Alves Fernandes, 50 anos, motorista do caminhão apreendido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Canaã dos Carajás (SEMMA), alega que não sabe quem o contratou para fazer duas diárias transportando o minério, nem para onde ia ser transportado, uma vez que este era o primeiro dia de trabalho.

Segundo ele, haviam três caminhões sendo carregados e que ele seguiria os outros motoristas, os quais ele alega não conhecer.

O coordenador de fiscalização da SEMMA, subtenente Gonçalves, contou que recebeu uma denúncia anônima dando conta de um carregamento que estava sendo feito próximo à Vila Planalto, zona rural de Canaã, sentido Parauapebas.

Ao constatarem a veracidade do fato, os agentes do órgão aguardaram a retroescavadeira terminar o último carregamento e fizeram a apreensão da máquina e do caminhão, que foram encaminhados para a delegacia de Polícia Civil.

De acordo com o subtenente, o desafio agora é saber onde está sendo explorado o minério, visto que o local das apreensões trata-se somente de um galpão de armazenamento.

Depois de observar que o motorista atendia frequentemente o celular, voltamos a falar com ele. Durante a conversa, ele acabou afirmando que foi contratado em Parauapebas, onde possui residência fixa, por um homem de prenome Haroldo, mas que teria sido indicado por um amigo cujo nome não se lembra, e que não manteve contato visual com o contratante.



Publicado no:(http://pebinhadeacucar.com.br/caminhao-carregado-de-cobre-e-apreendido-em-canaa/)

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O bem e o mal do Salobo III

NA BALANÇA - Vale vai desembolsar mais de U$ 1,3 bilhão na terceira fase do Projeto Salobo. Será o maior investimento da mineradora nos próximos 5 anos. Marabá vai aumentar a arrecadação. Mas...


A mineradora Vale corre atrás da licença de instalação para iniciar as obras do Salobo III, a segunda expansão do projeto que está encravado em terras marabaenses, que só este ano injetou nas contas da prefeitura local mais de R$ 50 milhões (entre janeiro a setembro) com a Cfem (Compensação Financeira pela Exploração Mineral). Para a empresa, será ótimo porque a ampliação do beneficiamento irá incrementar a produção de cobre na mina do Salobo e viabilizar o beneficiamento do minério de baixo teor.


Para a Prefeitura de Marabá, a boa notícia, a médio prazo, é que a arrecadação com ISS (Imposto Sobre Serviços) deverá mais que duplicar durante a fase de obras, que está prevista entre os anos de 2018 a 2021. Encerrada esta etapa, começa o período áureo de produção de cobre (e também de ouro) e os repasses ao município vão aumentar, uma vez que a Vale planeja elevar a produção de 24 milhões de toneladas/ano para 36 milhões de toneladas.


Para a fase de obras da expansão do Salobo, a Vale não divulgou ainda o valor a ser investido, mas consultores que atuaram nas duas primeiras etapas deram uma pista à Reportagem sobre o volume de recursos a ser empregado neste projeto. Lembram que na primeira fase a empresa desembolsou U$ 2,5 bilhões para construir toda a estrutura, incluindo estrada, ramal ferroviário, linhão de energia, entre outros. Na segunda fase, foi empregado U$ 1,7 bilhão. Agora, calcula-se, que o investimento seja entre U$ 1,3 a U$ bilhão.


A Vale terá uma demanda adicional de energia elétrica da ordem de 58 MW, com utilização da estação existente e uma nova subestação principal. Também vai instalar um mega gerador a diesel de emergência de 300 kVA; captação de água recuperada na Barragem do Mirim (cerca de 3.600 m³/hora e reservatório dedicado de 22.000 m³.


Uma infraestrutura de apoio para desenvolver essas obras deverá ser montada, com acesso ao Projeto Salobo pela Estrada Paulo Fonteles, gerando um tráfego estimado em 150 veículos por dia, concentrado no trecho entre os alojamentos do projeto e a mina do Salobo.


A mineradora projeta gerar mais 3.700 empregos diretos e, durante o período de operação, a partir de 2021, serão gerados 800 novos empregos diretos, os quais se somarão aos 3.500 empregados que já trabalham nas plantas do Salobo I e II.


Na última semana, cinco engenheiros da Vale compareceram à reunião ordinária do Conselho Consultivo da Floresta Nacional Tapirapé Aquiri para apresentar o projeto Salobo III. Fizeram uso da palavra Michelle Matos de Souza, Patrícia Seabra, Andreya Teixeira, Vitor Pimenta e Rodrigo Garrocho. Este último fez apresentação técnica do projeto e os demais ajudaram a tirar dúvidas dos membros do Conselho.


A mineradora alega que não haverá aumento da capacidade de lavra, e que utilizará a mesma rota de processo da instalação já existente e mesma quantidade de minério e estéril da mina existente. Atualmente, parte do minério é estocada para processamento futuro. Com a fase III do Salobo, este minério será enviado diretamente para beneficiamento. “Dessa forma, haverá uma redução da quantidade de minério estocado, que é de aproximadamente 220 milhões de toneladas”, explicou Rodrigo Garrocho.




Publicado no:(https://correiodecarajas.com.br/cidades/o-bem-e-o-mal-do-salobo-iii/)

Vale avalia expansão do projeto S11D de olho em demanda chinesa


A gigante da mineração Vale está avaliando a expansão de seu emblemático projeto de minério de ferro S11D, no Pará, disse um executivo da companhia, em busca de ganhos com o crescente apetite por variedades da commodity com alto teor em seu maior mercado, a China.


Maior consumidora global de minério utilizado na produção de aço, a China aumentou suas compras de minério de ferro de maior qualidade, menos poluente, em meio a sua batalha contra a poluição em suas cidades.


Peter Poppinga, diretor-executivo da Vale, disse durante uma conferência do setor na China que a maior mineradora de ferro do mundo já estuda a expansão do projeto S11D mesmo sem ter ainda alcançado a plena capacidade da unidade, inaugurada em dezembro de 2016.


“Dadas todas essas tendências sobre a qualidade, favoráveis a nós, estamos estudando aumentar o projeto, mas ainda não há números”, disse Poppinga.

Pesados investimentos no projeto, que extrai minério de ferro de elevado teor, aumentaram as dívidas da Vale nos últimos anos, o que coincidiu com uma forte queda nos preços do minério de ferro.


Poppinga disse que a produção de minério de ferro do S11D deve ficar próxima de 90 milhões de toneladas no próximo ano, ante cerca de 60 milhões de toneladas atualmente.


Ele afirmou, no entanto, que a Vale pretende manter sua produção total em cerca de 400 milhões de toneladas, substituindo minério de ferro de menor qualidade pelo material de alto teor.


“Acreditamos que esse é um nível saudável daqui pra a frente, quando você pensa em otimização de margens”, disse Poppinga.


“Nós não estamos atrás de participação no mercado, nós estamos atrás de valor e não de volume”.


Ele adicionou que espera que quase 90 por cento da capacidade chinesa de produção de aço esteja de acordo com novos padrões para emissões até 2025.





Por:(Manolo Serapio Jr. e Muyu Xu da Reuters)

Aeroporto de Carajás completa 36 anos no próximo domingo



No próximo domingo (23/9), o Aeroporto de Carajás, localizado no município de Parauapebas (PA), completa 36 anos de operações. O terminal está localizado a 28,5 km da Mineração da Vale e foi construído para atender ao maior complexo minerador de alto teor do mundo, localizado na cidade.


O terminal tem grande importância para o desenvolvimento do país. Devido a sua localização privilegiada, cerca de 90% do movimento que acontece no aeroporto está ligado diretamente as atividades da Mina de Ferro Carajás e do Projeto S11-D da Vale. Ao longo de mais de três décadas, o aeródromo se tornou a principal porta de entrada de investidores do mercado financeiro mundial que visitam a região em busca de negócios com a mineradora.


Diariamente, o aeroporto conta em média com quatro voos das companhias Azul e Gol, que interligam a cidade paraense ao Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Marabá (PA) e Confins (MG). Opera também um E-190 particular da empresa Vale S/A com voos na segunda-feira e sexta-feira, ligando Belo horizonte (MG) a Parauapebas (PA).


Pensando no conforto de quem passa pelo terminal, a Infraero lançou licitação para abertura de uma nova lanchonete que será instalada no saguão de embarque. As empresas interessadas podem enviar propostas até o dia 26 de setembro. Mais informações podem ser lidas no edital.


Com capacidade de receber até 300 mil passageiros por ano, o terminal registrou, em 2017, 128.495 mil passageiros, entre operações de embarque e desembarque.


História


O aeroporto foi inaugurado em 1982 para atender as atividades da maior jazida de ferro do mundo – explorada pela Vale –, por meio do Programa Grande Carajás. Em 1985, a Infraero assumiu a jurisdição técnica, administrativa, comercial, operacional e de navegação aérea do aeroporto, por meio de convênio com a Vale S/A.





Publicado no:(http://pebinhadeacucar.com.br/aeroporto-de-carajas-completa-36-anos-no-proximo-domingo/)

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Projeto Salobo vai contratar 3.700 trabalhadores a partir deste ano


A mineradora Vale corre esperando apenas a licença de instalação para iniciar as obras do Salobo III, a segunda expansão do projeto que está encravado em terras marabaenses, que só este ano injetou nas contas da prefeitura local mais de R$ 50 milhões (entre janeiro a setembro) com a Cfem (Compensação Financeira pela Exploração Mineral). Para a empresa, será ótimo porque a ampliação do beneficiamento irá incrementar a produção de cobre na mina do Salobo e viabilizar o beneficiamento do minério de baixo teor.

Para a Prefeitura de Marabá, a boa notícia, a médio prazo, é que a arrecadação com ISS (Imposto Sobre Serviços) deverá mais que duplicar durante a fase de obras, que está prevista entre os anos de 2018 a 2021. Encerrada esta etapa, começa o período áureo de produção de cobre (e também de ouro) e os repasses ao município vão aumentar, uma vez que a Vale planeja elevar a produção de 24 milhões de toneladas/ano para 36 milhões de toneladas.

Para a fase de obras da expansão do Salobo, a Vale não divulgou ainda o valor a ser investido, mas consultores que atuaram nas duas primeiras etapas deram uma pista à Reportagem sobre o volume de recursos a ser empregado neste projeto. Lembram que na primeira fase a empresa desembolsou U$ 2,5 bilhões para construir toda a estrutura, incluindo estrada, ramal ferroviário, linhão de energia, entre outros. Na segunda fase, foi empregado U$ 1,7 bilhão. Agora, calcula-se, que o investimento seja entre U$ 1,3 a U$ bilhão.

A Vale terá uma demanda adicional de energia elétrica da ordem de 58 MW, com utilização da estação existente e uma nova subestação principal. Também vai instalar um mega gerador a diesel de emergência de 300 kVA; captação de água recuperada na Barragem do Mirim (cerca de 3.600 m³/hora e reservatório dedicado de 22.000 m³.

Uma infraestrutura de apoio para desenvolver essas obras deverá ser montada, com acesso ao Projeto Salobo pela Estrada Paulo Fonteles, gerando um tráfego estimado em 150 veículos por dia, concentrado no trecho entre os alojamentos do projeto e a mina do Salobo.

A mineradora projeta gerar mais 3.700 empregos diretos e, durante o período de operação, a partir de 2021, serão gerados 800 novos empregos diretos, os quais se somarão aos 3.500 empregados que já trabalham nas plantas do Salobo I e II.

Na última semana, cinco engenheiros da Vale compareceram à reunião ordinária do Conselho Consultivo da Floresta Nacional Tapirapé Aquiri para apresentar o projeto Salobo III. Fizeram uso da palavra Michelle Matos de Souza, Patrícia Seabra, Andreya Teixeira, Vitor Pimenta e Rodrigo Garrocho. Este último fez apresentação técnica do projeto e os demais ajudaram a tirar dúvidas dos membros do Conselho.

A mineradora alega que não haverá aumento da capacidade de lavra, e que utilizará a mesma rota de processo da instalação já existente e mesma quantidade de minério e estéril da mina existente. Atualmente, parte do minério é estocada para processamento futuro. Com a fase III do Salobo, este minério será enviado diretamente para beneficiamento. “Dessa forma, haverá uma redução da quantidade de minério estocado, que é de aproximadamente 220 milhões de toneladas”, explicou Rodrigo Garrocho.

MAIS DINHEIRO EM MENOS TEMPO

 Com o Salobo III em operação, a previsão da Vale é que a mina sofra uma redução de sua capacidade de produção. No estágio atual de retirada de minério, a empresa calcula que o cobre acabe em 2066. Mas, com a nova expansão, a expectativa reduz para 2051, o que significa que serão 15 anos a menos em relação ao anunciado inicialmente, restando 33 anos de exploração de minério e, consequentemente, fim do pagamento de royalties.

Outro dilema é o ambiental. Quando a Vale colocar as mãos na licença de instalação, ela recebe junto uma autorização para supressão da vegetação, podendo derrubar 97 hectares de floresta nativa. Isso equivale a riscar do mapa 97 campos de futebol da flora, mas, claro, sempre com impactos na fauna, embora a empresa seja obrigada a apresentar um plano de coleta e afugentamento dos animais que estiverem naquela área.

Os engenheiros ambientais da Vale disseram que foram realizados estudos ambientais prévios na área onde será implantada a terceira fase do Salobo, com levantamentos espeleológicos e arqueológicos,

levantamentos de impactos e proposições de medidas de controle, realização de inventário florestal e valoração de produtos florestais madeireiros e não madeireiros.

97 CAMPOS DE FUTEBOL A DESMATAR

A empresa deu entrada de protocolo no Ibama em maio deste ano, solicitando autorização para realizar a supressão (desmatamento) de 97,34 hectares na área destinada à ampliação, o que representa uma área do tamanho de 97 campos de futebol.

Atualmente, segundo a empresa, a Vale faz a gestão de 38 licenças e 493 condicionantes do Projeto Salobo junto à Agência Nacional de Águas, Ibama, ICMBio e Semas (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade).

Entre os desafios levantados pelos conselheiros estão: o que fazer com a cava quando acabar a mineração em 2051 e o que fazer com a montanha da pilha de estéril?

O gestor da Flona Tapirapé Aquiri, André Macedo, revelou que o Ibama encaminhou, em 6 de setembro, documentos para Brasília para que o Instituto Chico Mendes avalie os impactos que serão causados e emita um parecer. Em breve esse documento será enviado a Marabá e, só então, eles poderão avaliar de forma mais precisa todos os impactos. “Vamos discutir essa demanda com o Conselho Consultivo para emitirmos nosso parecer”, garantiu.

E OS EMPREGOS?

Os políticos de Marabá precisam chamar a Vale urgentemente para conversar e colocar alguns pontos na mesa. Entre eles, discutir a contratação de mão de obra para a fase de obras e para a produção. Isso é importante porque a empresa poderá contratar a maior parte de Parauapebas, como aconteceu nas fases anteriores, em função da proximidade da mina e usina de beneficiamento.

É preciso saber, também, se não haverá audiências públicas para avaliar, junto com a sociedade, os impactos socioambientais que virão.



Publicado no:(https://zedudu.com.br/projeto-salobo-vai-contratar-3-700-trabalhadores-a-partir-deste-ano/)