terça-feira, 9 de julho de 2024
Com muita neblina, Remo bate o Caxias e cola no G8 do Campeonato Brasileiro da Série C
Jogadores, arbitragem e torcedores estavam com pouca visibilidade em partida que entrou para a história do Brasileirão
Publicado em 09/07/2024
às 01:31
Pavani marcou um golaço para o Leão (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)
O Clube do Remo entrou em campo confiante na noite desta segunda-feira (8) diante do Caxias-RS no Estádio Francisco Stédile, o Centenário, em Caxias do Sul, no duelo válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. O Leão estava vindo de uma vitória e com outro triunfo colava ainda mais no G8 da competição nacional, enquanto que o adversário é o penúltimo colocado, com apenas seis pontos na tabela.
O Remo foi para cima e abriu o placar. Após cobrança de escanteio, a bola foi desviada na segunda trave pelo zagueiro Bruno Bispo, o goleiro Zé Carlos tentou defender e desviou para o fundo do barbante, aos seis minutos. O Leão estava faminto e ampliou. Pavani arriscou um chute de muito longe, a bola bateu na trave e foi para o gol, aos 19 minutos, 2 a 0 no Centenário. A temperatura chegou em 5ºC em Caxias do Sul com muita neblina em campo.
No segundo tempo, Gabriel Silva recebeu lançamento pela esquerda e mandou um chutaço no ângulo do goleiro Léo Lang, diminuindo para o Caxias, aos quatro minutos. Após cobrança de escanteio, a zaga do Remo cortou com a mão dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Álvaro cobrou, o goleiro Léo Lang defendeu e na sobra, Galvan chutou para o fundo do barbante, aos 15 minutos.
Os jogadores do Remo partiram para cima da arbitragem pedindo invasão na grande área no lance do pênalti. Após muita reclamação, a arbitragem anulou o gol do time gaúcho. O Leão ampliou. Ronald arrancou pela esquerda e cruzou rasteiro para Jaderson, que tocou com muita categoria para o gol, aos 42 minutos. O árbitro acrescentou nada mais e nada menos que 17 minutos. Aos 58 minutos, após um bate e rebate dentro da área, Álvaro descontou para o time grená. Em uma lambança do goleiro Zé Carlos, Ronald ganhou a bola e chutou para marcar, aos 63 minutos. Placar final: Caxias 2 x 3 Remo.
Com a vitória, o Leão chegou aos 16 pontos, ocupando o décimo lugar na tabela de classificação, ficando apenas dois pontos do G8. Já o Caxias segue com sua campanha pífia na penúltima posição, com seis pontos. O Remo volta a campo diante da Ferroviária-SP na próxima segunda-feira (15), às 20h, no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol, partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C.
quinta-feira, 4 de julho de 2024
CGU faz auditoria na saúde de Tucuruí e encontra várias irregularidades
Peritos apontaram que não havia evidência de que os produtos adquiridos foram efetivamente recebidos pela prefeitura, além de superfaturamento através do pagamento por serviços em quantidade superior ao prestado
Publicado em 03/07/2024
às 13:19
A Controladoria Geral da União (CGU) acaba de concluir e divulgar um Relatório de Apuração que identificou irregularidades nas contratações realizadas na prefeitura de Tucuruí, cujo prefeito atual é Alexandre Siqueira, em 2021 e 2022, com recursos transferidos do Ministério da Saúde em duas dispensas de licitação e em cinco pregões eletrônicos.
Segundo os peritos da CGU, as análises apontam para a contratação irregular da empresa R&T Multi Serviços Eireli, por intermédio do Pregão Eletrônico (PE) nº 8/2021-46, com prejuízo de R$ 1.368.000; irregularidades na Dispensa de Licitação nº 7/2021-011 e nos PEs nº 8/2021-047 e nº 8/2022-010 e na execução dos contratos 20210178, 20210646 e 20220280, com indicativo de superfaturamento nos pagamentos realizados à empresa AR Gonçalves; terceirização indevida dos serviços radiológicos e contratação irregular de servidora do quadro de pessoal da prefeitura de Tucuruí; contratação irregular da empresa AR Gonçalves no âmbito da Dispensa de Licitação nº 7/2021-021; potencial restrição de competitividade e habilitação indevida da empresa Goiás Comércio de Produtos Farmacêuticos Eireli no PE 8/2021-014; e potencial restrição de competitividade e ausência de indicativo de movimentação, nos estoques do almoxarifado, dos materiais adquiridos no âmbito do PE 8/2021-35.
Quanto à avaliação da regularidade da aplicação dos recursos por meio da análise da documentação de suporte dos gastos, constataram-se indicativos de pagamentos indevidos, mediante a ausência de evidência de que os produtos adquiridos foram efetivamente recebidos pela prefeitura, bem como indicativos de superfaturamento através do pagamento por serviços em quantidade superior ao efetivamente prestado.
Em relação às aquisições, apurou-se prejuízo de R$ R$ 1.368.000 no âmbito do Contrato nº 20211006, oriundo do PE nº 8/2021-046, representando 100% do montante analisado na contratação e do valor total pago no contrato e prejuízo potencial de R$ 224.550,00 no âmbito dos Contratos n.º 20210800 e 20220205, oriundos do PE nº 8/2021-035, representando 100% do montante analisado na contratação e do valor total pago no contrato.
Em relação aos pagamentos de serviços de saúde, os peritos da CGU ressaltaram que, diante do volume relevante de recursos envolvidos nessas contratações, as análises com objetivo de identificar superfaturamento se deram por amostragem. Assim, os valores apurados representam indicativo de prejuízo ao erário, o qual seria potencialmente maior, caso as análises fossem estendidas para todo o universo de pagamentos.
Nesse sentido, apurou-se prejuízo potencial de R$ 764.980 no âmbito do Contrato nº 20210178, oriundo da Dispensa de Licitação nº 7/2021-011, representando 51,26% do montante analisado na contratação e 10,34% do valor total pago no contrato; R$ 397.761,84 no âmbito do Contrato nº 20210646, oriundo do PE nº 8/2021-047, o que representa 48,50% do montante analisado na contratação e 1,54% do valor total pago no contrato; R$ 108.966,64 no âmbito do Contrato 20220280, oriundo do PE nº 8/2022-010, o que representa 31,39% do montante analisado na contratação e 5,30% do valor total pago no contrato.
Identificou-se, por fim, que os contratos não foram executados em conformidade com os respectivos termos avençados, uma vez que se constatou irregularidades tanto nas compras, quanto nas prestações de serviços, onde se destacam a ausência de comprovação de movimentação dos itens adquiridos nos estoques da prefeitura e subcontratação indevida de empresas e pessoa física na prestação de serviços de saúde.
Em relação à falta de comprovação de capacidade técnica com base em documentação fraudada por uma empresa, a prefeitura se manifestou da seguinte forma à CGU: “Cabe apontar especificamente em relação ao item F, comprovação de capacidade técnica em documentação fraudada que: O município de Tucuruí só tomou conhecimento de que a empresa havia apresentado documentação fraudada com a expedição deste relatório preliminar, pois neste certame licitatório não houve nenhuma impugnação à documentação apresentada pela empresa, bem como qualquer apontamento de denúncia para que tomasse conhecimento desta situação no momento do pregão eletrônico realizado”.
Mas, para a equipe de auditoria da CGU, em sua manifestação, o gestor informa, em resumo, que não sabia da ocorrência da fraude e que não teria como a administração pública, no ato do pregão, verificar a autenticidade da certidão. “As alegações apresentadas na justificativa não são suficientes para solucionar a desconformidade descrita, visto que o próprio gestor não refutou a ocorrência da fraude registrada no achado,” afirma a entidade.
A equipe do prefeito Alexandre Siqueira não se manifestou em relação a outras 21 irregularidades identificadas pela CGU.
CGU
DEIXE SEU COMENTÁRI
Parauapebas é terceiro município brasileiro com mais acidentes de moto
Após liberação do veículo para corridas por aplicativo, total de sinistros quase triplicou em um ano, trazendo desafios ao sistema de saúde. Frota local assiste a incremento de 22 unidades todo dia
Publicado em 03/07/2024
às 16:26
Um levantamento realizado com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu nesta quarta-feira (3) revela um panorama assustador: Parauapebas vive uma explosão absurda de acidentes de moto em 2024. As informações têm como base dados oficiais do Ministério da Saúde, referentes ao primeiro quadrimestre deste ano, e confronta números de internações do mesmo período do ano passado no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em Parauapebas, motociclistas estão colidindo com carros de passeio, ônibus, caminhões, pedestres, outras motos, postes, muretas e até caindo em buracos nas ruas ou simplesmente caindo à toa. É um verdadeiro pandemônio sobre rodas que foge do controle das autoridades de trânsito. Por essas e outras, o município viu saltar o número de acidentados graves que deram entrada no SUS de 92 para 250, segundo o Ministério da Saúde.
O quadro é tão escabroso que, considerando-se todas as cidades brasileiras com internações registradas por acidentes com motos, só Santa Inês (MA) e Boa Vista (RR) apresentam situação pior que a de Parauapebas. De janeiro a abril deste ano, ao menos um a cada mil moradores entrou para as estatísticas de acidentes envolvendo motocicletas, um triste e absurdo recorde. Em números absolutos, Parauapebas está praticamente empatada com Belém, onde foram registrados 257 sinistros no primeiro quadrimestre de 2024, com o diferencial de que a capital paraense é uma metrópole com cinco vezes o tamanho da Capital do Minério.
Prejuízos em cascata
Se a situação continuar como está, Parauapebas pode encerrar 2024 com pelo menos 750 vítimas de imprudência no trânsito, exclusivamente com motos, e muitas delas fatais. É um prognóstico assombroso, visto que a quantidade de vítimas graves de acidente de moto que deram entrada no SUS ano passado foi de “somente” 329. A conta não engloba aqueles que se acidentam de moto e dão entrada em hospitais particulares da cidade, ou que simplesmente se envolvem em acidentes, caem, levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima – mas com muitos “ralados” no corpo.
O SUS tem despesas médias de quase R$ 1 mil por paciente, desde aquele que apresenta arranhões que requerem apenas medicações leves e baratas até os acidentados que se esbagaçam e precisam ser submetidos a exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética, além de internação por dias e até intubação. A média de permanência hospitalar dos motociclistas parauapebenses que se acidentam mais gravemente é de quatro dias, mas há quem passe semanas sem ver a luz do sol e lutando pela vida.
Corridas por aplicativo
Tudo parece estar longe de ter fim. Depois da liberação da opção de viagens de moto por aplicativo, o número de acidentes – que já era altíssimo – disparou este ano. Muitos trabalhadores desempregados resolveram tirar a moto da garagem e se aventurar no mundo perigoso das corridas, que são, no geral, mais baratas que por carros de aplicativo ou mesmo por mototáxi. Além dessa “nova” modalidade de uso, já tinha a utilidade desses veículos para as entregas por aplicativo, o famoso delivery.
Até quem não tinha acabou comprando para fazer bico. De janeiro a maio, foram emplacadas 3.200 motos em Parauapebas, numa assustadora média de 21 por dia. Hoje, já são 74.300 veículos dessa natureza em circulação pela Capital do Minério, muito mais que a frota de motos de capitais como Florianópolis (73.900), Macapá (70.900) ou Vitória (31.900).
Com uma média diária de dois novos acidentados por moto, o cenário é desafiador e põe o transporte por aplicativo sobre duas rodas na mira de uma regulamentação local severa. Ao se erguer como cidade campeã de acidentes, com grande impacto na rede de saúde pública local, Parauapebas força a busca pela ordenação de sua malha viária urbana e mostra que os tantos sinaleiros e radares já não são mais eficientes. É uma epidemia de sinistros sobre motos em uma cidade com cada vez menos recursos para cuidar dos seus.
Governo apela ao STJ para suspender greve do Ibama
A ação, movida pela Advocacia Geral da União, foi despachada para julgamento pelo ministro Og Fernandes, presidente, em exercício, da Corte
Publicado em 03/07/2024
às 19:20
A deflagração do movimento ocorre seis meses depois do início da mobilização, a partir de uma negociação que começou, formalmente, em outubro de 2023
O governo federal, através da Advocacia Geral da União (AGU) ingressou, na terça-feira (2), com ação declaratória de abusividade/ilegalidade no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a greve dos servidores da área ambiental, que, desde a última segunda-feira, 1° de julho, acontece em praticamente todo o país.
A ação será no STJ pelo ministro Og Fernandes, vice-presidente no exercício da presidência da Corte.
No documento de 16 páginas, a AGU, em nome do Ibama e do ICMBio, pede a suspensão da greve, com “imediato retorno dos servidores às suas funções, sob pena de multa cominatória diária não inferior a R$ 50.000,00 em desfavor do CONDSEF, da ASCEMA Nacional, SINDSEP-DF e seus filiados e demais servidores que aderiram ou vierem a aderir ao movimento”. O Ministério do Meio Ambiente não subscreve a ação.
O Executivo solicita ainda que, caso não seja concedida a liminar para a suspensão da greve, o STJ estabeleça “os limites do movimento grevista, com a determinação de que seja mantida no serviço, nos dias de paralisação, equipe capaz de manter no mínimo 100% dos chamados serviços essenciais.
Questionado sobre a decisão do governo, o presidente da Ascema Nacional, Cleberson Zavaski, lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que iria negociar com todas as categorias e que ninguém seria punido por fazer uma greve, que, segundo o próprio Lula, é um direito legítimo.
“Nosso planejamento não muda. Ações sempre tiveram. Mas, enquanto na Educação os servidores ficaram mais de dois meses de greve e não houve nenhuma ação, a área ambiental sofre uma ação do Ibama e do ICMBio em menos de um dia”, destacou Zavaski.
Independente da régua que Cleberson Zavaski usa para medir as semelhanças – que não existem — entre servidores da Educação Pública Federal – e um órgão que é o responsável por emitir licenças que estão paralisando bilhões em investimentos desde o início do ano, na ação do CGU, o governo sustenta que “a greve instaurada, além de impactar seriamente o exercício normal e rotineiro das atividades institucionais do IBAMA e do ICMBio, sejam os relativos à área-meio, sejam os relacionados à sua área finalística, tem criado obstáculos intransponíveis para os entes públicos autores. Isso porque não houve estrito cumprimento pelas entidades sindicais rés dos requisitos previstos na Lei n° 7.783/1989, aplicados analogicamente, na forma do entendimento firmado no julgamento dos Mandados de Injunção n° 670, 708 e 712”.
Sobre as atividades de licenciamento ambiental, a AGU relata que as entidades informaram que serão mantidos apenas 10% dos servidores trabalhando em atendimento às demandas de concessão, renovação ou acompanhamento de licenças ambientais em casos de emergência ambiental ou calamidade pública.
“Não é necessário realizar maiores digressões para se concluir que este reduzidíssimo percentual fatalmente acarretará enormes impactos para inúmeros empreendimentos (e consequentemente inúmeros empresários e trabalhadores) do país que aguardam a conclusão do procedimento de licenciamento ambiental para o desempenho de suas regulares atividades”, afirma a ação da AGU.
Negociação teve início em outubro
Os servidores ligados aos órgãos ambientais federais deram início oficialmente à greve em 24/6, em alguns estados. O restante do país, com poucas exceções, parou na última segunda-feira (1/7).
A deflagração do movimento ocorre seis meses depois do início da mobilização, a partir de uma negociação que começou, formalmente, em outubro de 2023.
A categoria pede reestruturação da carreira para técnicos e analistas e a inclusão dos servidores do Plano da Carreira do Meio Ambiente e os auxiliares na tabela de progressão. A redução da diferença salarial entre técnicos e analistas (atualmente, o técnico recebe 43% do analista) é o ponto mais sensível do impasse. A atual proposta prevê reajustes de 19% a 30%.
A última contraproposta da Ascema Nacional foi apresentada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) no começo de maio. Em junho, o governo respondeu que o documento foi rejeitado e que não haveria nova proposta. No Executivo, inclusive no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, há uma avaliação de que a última oferta é positiva para os servidores.
Além dos aspectos específicos da pauta, a demora entre a apresentação de propostas e contrapropostas contribuiu para aumentar o clima de animosidade entre o governo e os representantes dos servidores.
De virada, Carajás vence o Águia e conquista o título da Copa Pará Sub-20 Região Sul
O Gavião Real bateu o Azulão Marabaense, por 3 a 2, no Rosenão e levantou a taça
Publicado em 03/07/2024
às 19:22
O Carajás Esporte Clube vem escrevendo seu nome na história das categorias de base do futebol paraense. Na manhã desta quarta-feira (3), os meninos do Gavião Real encararam os garotos do Águia de Marabá Futebol Clube, em duelo válido pela grande final da Copa Pará Sub-20 Região Sul, realizada no Estádio José Raimundo Roseno Araújo, o Rosenão, em Parauapebas.
O Águia queria estragar a festa dos donos da casa e abriu o placar logo aos 15 minutos do primeiro tempo. Após lançamento na frente, a zaga do Carajás bateu cabeça e a bola sobrou para Diego, que chutou no canto para marcar o primeiro gol da partida. Antes do intervalo, o Gavião Real empatou. Depois de um cruzamento rasteiro pela esquerda, Marcos Vitor tocou de primeira para o fundo do barbante, aos 41 minutos.
No segundo tempo, depois de um cruzamento da esquerda, Elter cabeceou e marcou para a equipe marabaense, aos 10 minutos. Só que o Gavião Real foi em busca do empate. Boquinha começou a jogada, deu passe na esquerda, e apareceu na área para completar, aos 31 minutos. A virada veio. Boquinha recebeu na esquerda e tocou para o chute de Hiarly, que não perdoou e marcou o terceiro, aos 44 minutos. Placar final: Carajás 3 x 2 Águia.
“Muito gratificante. Os meninos estão de parabéns. São quatro meses de trabalho. O presidente Luciano vem fazendo um projeto muito bacana, um projeto muito bom. A gente sabe que é difícil manter um clube, é um custo muito alto. Então, parabéns pra ele, para a garotada. Agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui no Pará. Agora é comemorar”, afirmou Alan Bahia, técnico do Carajás.
Governo lança Plano Safra 2024/25 com R$ 476,5 bilhões em crédito para pequenos, médios e grandes produtores
O valor representa 9,7% a mais ante os R$ 364,2 bilhões anunciados para a temporada anterior, encerrada no último domingo (1°)
Publicado em 03/07/2024
às 23:08
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de lançamento do Plano Safra 2024/2025
Após uma semana de adiamento, numa cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (3), o governo federal anunciou o novo Plano Safra para o biênio 2024-2025. A agricultura empresarial terá R$ 400,59 bilhões em crédito rural. Outros R$ 108 bilhões estão disponíveis em títulos de dívida, emitidos por bancos, totalizando R$ 508 bilhões para fomentar agro nacional.
O limite de crédito para linhas de investimentos aumentou, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou R$ 210,9 milhões de recursos extras para o Rio Grande do Sul. O presidente disse que a gestão petista fez um plano “melhor” do que o lançado por “aqueles que parecem gostar de vocês e não gostam”.
Lula não deixou explícito a quem se referia, mas, com frequência, ele tem feito críticas indiretas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Nós fazemos o Plano Safra melhor do que aqueles que parecem que gostam de vocês e não gostam. Eu nunca vou perguntar para ninguém em quem ele votou. Não é essa a relação, eu não quero casamento”, disse durante a cerimônia.
Além disso, Lula disse que nunca levou divergências políticas na hora de governar o Brasil. “Eu estou feliz por causa desse Plano Safra para a agricultura empresarial neste país. Eu nunca levei em conta divergência política pra governar este país. Você não governa o país em função de afinidade ideológica ou por mágoa. Foi no governo da Dilma que você teve os maiores Planos Safra deste país. Nós fizemos sempre os melhores Planos Safra deste país. Eu faço por obrigação porque eu sei a importância da agricultura para este país”, assegurou.
Lula argumentou que sua gestão sempre fez questão de combater “desenvolvimentos urbanos” que têm preconceito contra a exportação de commodities. “Eu faço [o melhor Plano Safra] por obrigação porque eu sei a importância da agricultura para este país. Nunca teve um presidente da República que combateu os desenvolvimentistas urbanos, que têm preconceito contra exportação de commodities. As pessoas, às vezes, se esquecem de se dar conta na quantidade de tecnologia que tem num grão de soja ou de café”, ilustrou.
Por fim, Lula defendeu que o Estado tem, sim, papel de cuidar das pessoas. “Se o Estado não cuida de dar a mão às pessoas mais necessitadas, quem vai cuidar. Uma pessoa pode passar e ver uma pessoa na rua e não fazer nada, o Estado não pode. Quando nós deixamos a Presidência em 2010, este país vendia 3,8 milhões de carros. Quando eu voltei, este país só produzia 1,8 milhão de carros. O que aconteceu? É que o Estado tem que planejar o que tem que acontecer com este país. Nenhuma empresa é rica por causa só do dono, mas por causa das pessoas que trabalham e produzem as coisas com muito carinho”, concluiu.
Mais cedo, numa reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o presidente do colegiado, deputado Pedro Lupion (PP-PR) disse que a bancada ia aguardar o anúncio oficial para conhecer os números e, assim, tomar um posicionamento.
“Deixamos claro que esta frente parlamentar não está aqui apenas para criticar. Quando algo for correto e positivo, vamos aplaudir. Então, é óbvio que, se aumentar o volume, se aumentar a equalização, se conseguir diminuir os juros, vamos aplaudir. Agora, não vamos aceitar juros altos e a ausência de seguro. Queremos um Plano Safra que efetivamente seja plausível e necessário para atender o setor”, antecipou.
Como é o Plano
Na prática, o Plano Safra 2024/25 terá R$ 400,59 bilhões em crédito rural para médios e grandes produtores, 9,7% a mais que os R$ 364,2 bilhões anunciados para a temporada anterior, encerrada no último domingo, 1° de julho.
Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura durante a cerimônia na tarde desta quarta-feira. Desse montante, R$ 187,5 bilhões terão juros controlados, fatia que conta com a subvenção federal mais a oriunda dos recursos obrigatórios dos depósitos à vista nos bancos.
Serão R$ 293,3 bilhões para as operações de custeio e comercialização e R$ 107,3 bilhões para investimentos. Somado ao Pronaf, anunciado mais cedo, o Plano Safra 2024/25 terá R$ 476,5 bilhões em crédito para pequenos, médios e grandes produtores.
O governo anunciou ainda que o financiamento de Cédulas de Produto Rural (CPR) com recursos direcionados das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) somarão outros R$ 108 bilhões. Somados aos recursos das linhas tradicionais, a disponibilidade total de recursos na safra empresarial será de R$ 508,59 bilhões.
Apesar do montante anunciado, especialistas acreditam que os recursos previstos para o plano estão aquém do que setor do agronegócio necessitaria neste momento. “O montante final foi significativamente inferior ao solicitado por instituições como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que requisitaram R$ 570 bilhões e R$ 557 bilhões, respectivamente”, explicou Leonardo Roesler, advogado tributarista.
Roesler garante que há um “desencontro” entre as expectativas e a realidade orçamentária imposta pelo Ministério da Fazenda. [Esse desencontro] pode gerar impactos relevantes no planejamento estratégico e operacional do agronegócio nacional. A limitação dos recursos destinados ao Plano Safra implica diretamente na capacidade de financiamento dos produtores, especialmente no que concerne ao custeio, comercialização e investimentos necessários para a manutenção e expansão das atividades agrícolas”, complementou o especialista.
Carne sem imposto
O presidente Lula disse em agenda na Bahia, na manhã da terça-feira (2/7), que vai ficar “feliz” se o seu governo conseguir garantir carne sem imposto para a população. Ele deu a entender, no entanto, que o governo pode estar avaliando alíquotas diferentes para carne processada e in natura.
Ao falar da carne durante cerimônia do lançamento do Plano Safra 2024/25, Lula mencionou diretamente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que está à frente dessa negociação.
O assunto está sendo discutido entre a equipe econômica do ministério da Fazenda e o Grupo de Trabalho que finalizou nesta quarta-feira, o relatório da regulamentação da Reforma Tributária, que deve ser votada na próxima quarta-feira (10/7).
O plano, que ainda não foi detalhado à imprensa, prevê a inclusão de proteína animal sem taxação na composição da cesta básica desonerada.
* Reportagem: Val-André Mutran – Correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.
Agricultura, agronegócio, Economia, Política
DEIXE SEU COMENTÁRIO
Cametá arranca empate diante do Moto no Castelão e segue com chances na Série D
O atacante Papel marcou o gol que deu esperança ao Mapará no Brasileirão
Publicado em 03/07/2024
às 23:12
Buscando ainda uma possível classificação, o Cametá Sport Club entrou em campo na noite desta quarta-feira (3) para enfrentar o Moto Club-MA, no Estádio Governador João Castelo, o Castelão, em São Luís, partida válida pela 11ª rodada do Grupo A2 do Campeonato Brasileiro da Série D. O jogo começou atrasado por falta de ambulância no estádio da capital maranhense.
Com a bola rolando, o Cametá chegou no chute de Fininho, a bola passou assustando contra a meta do goleiro Deijair. Em outra descida do Mapará, Pedrinho se livrou da marcação e chutou com perigo. O Moto respondeu com Ryan que finalizou assustando contra a meta do goleiro Pedrão. O time paraense quase abriu o placar no chute de Jorge Pedra, o goleiro Deijair fez milagre salvando os donos da casa.
No segundo tempo, depois de uma boa troca de passes, Geovane Itinga aproveitou para chutar e marcar o gol do Papão do Norte, aos 10 minutos. O Cametá foi em busca do empate e ele veio na reta final. Aos 36 minutos, Jorge Pedra fez o cruzamento na área e bola chegou até o atacante Papel, que completou para o fundo do barbante. Papel acabou expulso de campo, aos 50 minutos. Placar final: Cametá 1 x 1 Moto Club.
Com o resultado, os dois times ficaram fora do G4. O Moto somou 15 pontos, ocupando o 5º lugar, enquanto que o Mapará chegou aos 12 pontos, ficando na 7ª colocação. O Cametá volta a campo diante do Águia de Marabá na terça-feira (9), às 20h, no Estádio Orfelino Martins Valente, o Parque do Bacurau, em Cametá, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série D.
Assinar:
Postagens (Atom)