quarta-feira, 14 de setembro de 2022
Iran Ferreira, o Luva de Pedreiro anuncia fim da carreira de influencer
Sem maiores explicações, ele apagou todo o conteúdo de suas redes sociais
Publicado em 13/09/2022
às 22:18
Sem maiores explicações, Luva de Pedreiro encerrou a carreira
Brasília – Os fãs estão intrigados e há quem diga que o influencer Iran Ferreira — o Luva de Pedreiro, fenômeno de audiência nas redes sociais, é louco, após postagem na sua conta do Instagram, nesta terça-feira (13), anunciando o fim da carreira.
Numa atitude radical, ele já apagou todo o conteúdo de suas redes sociais, deixando uma única postagem em vídeo onde esclarece: ”Fala minha tropa. Está todo mundo pensando que eu fui hackeado, mas não fui. É porque eu apaguei os vídeos mesmo, eu parei mesmo, galera. [Vou] viver minha vida normal, sossegado daquele jeito”.
O sucesso repentino foi meteórico após viralizar com vídeos de futebol e com o bordão “Receba”. Em pouco tempo, Iran Ferreira, o Luva de Pedreiro, tinha milhares de seguidores e se tornou fenômeno nas redes sociais ganhando muito dinheiro.
A carreira seguia com estrondoso sucesso, empresas assinaram contratos de publicidade com o Luva de Pedreiro, uma delas, uma grande marca esportiva. Em razão de seus compromissos, o influenciador digital costumava fazer viagens à Europa, ir a festas badaladas e conhecer jogadores famosos. Também era agenciado pelo ex-jogador de futebol Falcão que tinha colocado um novo norte na vida e na trajetória dele após os problemas que se tornaram públicos com o antigo empresário.
Mas a decisão de parar foi tomada. “A equipe que eu estou são os melhores do mundo, tudo gente boa, faz parte da minha família, mas foi uma decisão minha mesmo de parar”, anunciou.
Sobre os contratos publicitários e os trabalhos que precisa fazer, afirmou que vai honrar com tudo. “Mas depois disso eu não vou fazer vídeo mais. Nunca se esqueça do ‘receba’”, disse, lacônico.
terça-feira, 6 de setembro de 2022
Nota de repúdio contra qualquer tipo de criminalização da luta do MST e violência no campo
MST no estado do Maranhão repudia a acusação caluniosa sobre queima de pilhas de eucalipto
Notícias
6 de setembro de 2022
Foto: MST no MA
Da Página do MST
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado do Maranhão repudia a acusação caluniosa, que o responsabiliza pela queima de pilhas de eucalipto, cortados pela empresa Viena Siderúrgica.
Trata-se de uma empresa que mantém permanentemente segurança armada, ameaçando as famílias moradoras no acampamento Marielle Franco.
O acampamento Marielle Franco surgiu a partir da organização de famílias da região, para reivindicar a criação do assentamento numa área grilada pela empresa Viena Siderúrgica que pertence à gleba pública.
O acampamento Marielle Franco é uma comunidade com vida e produção no campo. Possui Escola, igrejas, associação, campo de futebol possibilitando espaços de cultura e lazer para as famílias.
A comunidade é referência na produção e comercialização de alimentos e contribuiu para a reativação do mercado municipal de Itinga do Maranhão.
No dia 3 de setembro, houve uma atividade cívica na comunidade, com a participação da secretaria de educação do município de Itinga do Maranhão, lideranças políticas e representantes das escolas do campo da região.
Após essa atividade, milicianos armados, que se identificam como policiais, entraram no acampamento para tentar reter ferramentas de trabalhos e motos, motivo que levou os acampados a se organizarem para retirada dos milicianos do local.
Após este episódio, a empresa Viena Siderúrgica ameaça entrar de forma violenta para derrubar as moradias de aproximadamente 150 famílias que moram na comunidade.
O MST denuncia toda forma de criminalização da sua luta e exige que seja apurado a origem do fogo.
Para nós é evidente que esta calúnia passa por uma tentativa de efetivar qualquer tipo de ataque contra as famílias, a fim de despejá-las de uma área que encontra-se num processo jurídico em andamento, e ao qual evidencia fortes indícios de grilagem, por parte da empresa.
O MST denuncia toda forma de violência no campo contra trabalhadores que lutam para garantir seu direito à terra e reafirmamos a necessidade de efetivar as políticas de Reforma Agrária sucateadas pelo governo atual.
Lutar, construir Reforma Agrária Popular!!!!
5 de setembro de 2022
Direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado do Maranhão
Comitês Populares em Alagoas fortalecem organização popular no campo e na cidade
Conheça as ações desenvolvidas pelos Comitês Populares nos territórios alagoanos
NotíciasReportagens Especiais
6 de agosto de 2022
Primeira reunião sobre os Comitês Populares com a Coordenação estadual do MST Alagoas. Foto: Comunicação MST Alagoas
Por Alice Oliveira
Da Página do MST
Na perspectiva de debater um Projeto Popular para o Brasil, a partir de um novo ciclo de mobilizações para fortalecer a construção de um país justo e soberano, em oposição às políticas destrutivas implementadas pelo atual governo, organizações do campo e da cidade tem apontado os Comitês Populares como principal ferramenta de trabalho popular nesse período.
O debate que se fortalece desde março de 2022 junto às organizações, sindicatos e movimentos sociais, pautado pelo reconhecimento jurídico da inocência de Lula e tendo em vista a sua força de mobilização popular, fruto da sua trajetória política como sindicalista e, posteriormente, presidente da república, e pela necessidade de se derrotar o atual governo, reafirma a tarefa do trabalho de base com a sociedade, bem como a realização de espaços populares de articulação de força social nos diversos territórios.
Em Alagoas, o MST soma-se a esse cenário, ampliando as discussões desde o mês de abril, construindo o debate e as ações dos Comitês Populares no estado, em uma mobilização que envolve os acampamentos e assentamentos do Movimento, toda a base social e militância.
Reunião com os coordenadores estaduais dos Comitês Populares do MST em Alagoas. Foto: Alice Oliveira
A partir dessa mobilização, foram construídos dezenas de Comitês Populares nas áreas organizadas pelo MST em todo o estado, além de articulação em comunidades, povoados e bairros em todas as regiões. Com a criação dos Comitês, o MST vem realizando um contínuo trabalho de base, discutindo e fortalecendo o debate sobre a importância da organização popular no atual cenário político brasileiro.
Desde a articulação de criação dos Comitês no estado foram realizadas atividades de debates nos acampamentos e assentamentos, que têm se expandido para outros territórios em que o MST tem articulação política. A agenda já conta com adesivaços; exibição de filmes voltados para uma análise do contexto político brasileiro; entrega do jornal Brasil de Fato, contribuindo em um diálogo político com a população; ações culturais e debates junto às comunidades.
SexTô com Lula, realizado em Maceió pelo Comitê do Congresso do Povo. Foto: Angelo Amorim
Ações Culturais
As atividades culturais têm conseguido dar um importante tom na luta e na organização dos Comitês em Alagoas, possibilitando novas formas de diálogo com as comunidades e impulsionando a maior participação popular no planejamento e na execução dos momentos que celebram o papel da cultura na disputa e debate político.
Realizados nos meses de junho e julho, os Arraiás “Tô Com Lula”, construíram um importante exercício de ação coletiva realizada em todas as áreas do Movimento. “Os Arraiás em nossas áreas foram de grande importância para também reacender nossa mística e poder celebrar nossa resistência nesses últimos anos”, sinaliza Mirian Jessika, da Secretaria Operativa dos Comitês Populares em Alagoas.
Mirian destaca ainda que essas atividades vêm contribuindo na aproximação com a comunidade, aprofundando o diálogo e fortalecendo processos. “Esses tipos de atividades têm sido prioritárias para a nossa prática esse período, pensado em dinamizar a forma de fazer diálogo em torno da campanha para eleger Lula”, comenta.
A campanha política pode e deve ser um espaço de disseminação da cultura brasileira e de poder aproveitar momentos de descontração com o nosso povo. São nesses momentos que conseguimos juntar as pessoas de forma leve e conversar sobre o que queremos para nosso país.”
Ainda na perspectiva das ações culturais, a Escola Popular de Teatro de Alagoas, iniciativa construída em parceria com o MST, artistas independentes e coletivos culturais, tem também contribuído na articulação da arte e da cultura na centralidade das possibilidades de diálogo com a sociedade a partir da estratégia dos Comitês.
De acordo com Jadyson Arthur, do MST e da coordenação da Escola de Teatro, essa articulação surge pela necessidade de construir mais espaços e ferramentas de comunicação com a população, em especial nas periferias das cidades. “Nossa Escola está construindo um amplo processo de formação, no sentido de fortalecer cenas e ações teatrais que possam ir para os bairros e comunidades onde os Comitês estão articulados”, explica.
“Nós enxergamos nos Comitês Populares a possibilidade de dialogar com o povo brasileiro, e através do teatro, queremos também consolidar essa aproximação e refletir sobre o projeto que queremos e precisamos construir nos nossos territórios, bairros, municípios e estados para que possamos ter um Brasil para os brasileiros”, afirma Arthur.
Arraiá Lula Presidente realizado pelo Comitê Popular da Brigada Fidel Castro, no Agreste de Alagoas. Foto: Gustavo Marinho
Nessa conjuntura, os Comitês Populares do MST em Alagoas têm reforçado a importância de eleger Lula e construir uma campanha popular visando um Brasil feliz de novo, pautado pela organização e luta popular, pela valorização das ações e práticas culturais, bem como nas necessidades concretas de construir uma agenda coletiva que contribua na construção de um projeto de país.
MST realiza 7ª Feira Estadual da Reforma Agrária em Aracaju/SE
Todos alimentos saudáveis vendidos na feira foram produzidos pelas famílias de assentadas de Reforma Agrária do território sergipano
Notícias
5 de setembro de 2022
7ª Feira Estadual da Reforma Agrária Popular ocorreu de 30 de agosto a 2 de setembro, em Aracaju. Foto: Coletivo de Comunicação MST Sergipe
Por Coletivo de Comunicação MST Sergipe
Da Página do MST
Os alimentos saudáveis do MST de Sergipe fizeram sucesso na 7ª Feira Estadual da Reforma Agrária Popular, que ocorreu de 30 de agosto a 2 de setembro, na Praça Dom José Thomaz, no Bairro Siqueira Campos, em Aracaju.
A feira superou todas as expectativas de venda tanto dos produtos in natura como também dos produtos agroindústrializados das cooperativas e associações e dos artesanatos. Todos alimentos saudáveis vendidos na feira foram produzidos pelas famílias de assentadas de Reforma Agrária de todo território sergipano.
Mas “a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte”, como bem dizia o Titãs. E com muito artesanato junto à vasta programação cultural, a 7ª Feira Estadual da Reforma Agrária Popular ferveu de arte por quatro dias com o Festival de Arte e Cultura da Reforma Agrária. Passaram pelo palco Casaca de Couro, Lari Lima, Samba do Arnesto, Lucas Campelo, os Faranis, Décio Nunes & Banda Ensaios, Val Santos, Branquinho do Acordeon, Fabinho e Forrozão Carro de Boi e Batuque das Mulheres do Assentamento Cruirí.
Manoel Antônio, do Setor de Produção do MST Sergipe, afirmou que a finalidade da feira foi atendida nesta edição. “O Movimento Sem Terra faz a luta, mas também tem o momento de mostrar para sociedade urbana o que produz no campo, nos assentamentos. A feira cumpre os princípios do MST de luta pela dignidade, terra, pão, trabalho, casa, e pelo fortalecimento da estrutura da família de assentados do MST”, explicou.
Segundo Manoel Antônio, nos últimos anos de luta pela Reforma Agrária construída pelo MST, o movimento passou por um aprofundamento que é discutir a Reforma Agrária Popular. “Isso passa por uma abertura do MST para que todas as entidades e movimentos construam a Reforma Agrária. O papel da Reforma Agrária é muito amplo no Brasil. Tem várias bandeiras, políticas públicas do estado, há uma necessidade de aglutinação e fortalecimento de outros movimentos como a Liga Campesina e o Movimento de Pequenos Agricultores (MPA)”.
Feira contou com o Festival de Arte e Cultura da Reforma Agrária, com uma vasta programação cultural. Foto: Coletivo de Comunicação MST Sergipe
O militante do MST destacou que desde o golpe de 2016, passando pelo governo Temer e Bolsonaro, o Movimento não teve avanços em relação à nenhuma política pública voltada à Reforma Agrária. Portanto destacou que a mudança na política nacional é uma conquista fundamental para as futuras gerações de famílias assentadas do MST em Sergipe e no Brasil.
Floriou
Grande parte da esquerda de Sergipe passou pela 7ª Feira Estadual da Reforma Agrária Popular para prestigiar a atividade do MST. Na sexta-feira, dia 2 de setembro, vários dirigentes sindicais da Central Única dos Trabalhadores (CUT Sergipe) participaram do encerramento da feira.
“Tenho o prazer e o orgulho de, enquanto CUTista, ter este grande movimento de referência na minha formação política”, afirmou a professora Ivônia Ferreira, vice-presidenta da CUT/SE. Segundo Ivônia, foi nas aulas de História na escola pública que foi desvendado o preconceito instaurado no Brasil contra o MST. “A educação é o melhor remédio contra o preconceito. E o Brasil inteiro um dia ainda vai entender a importância do MST para a consolidação da democracia brasileira e a superação do passado colonial, escravocrata e da ‘indústria da fome’, que ainda hoje gera tanta desigualdade no Brasil”, afirmou Ivônia.
O presidente da CUT/SE, Roberto Silva, reforçou as palavras de Ivônia. “O presidente Lula, no debate no Jornal Nacional, demonstrou muito bem para o povo brasileiro o papel e a importância do MST para o Brasil. Quero saldar todos os trabalhadores do campo, da agricultura familiar e também os trabalhadores urbanos que vieram até aqui em solidariedade e apoio à luta do MST”.
No encerramento da Feira também estiveram presentes dirigentes do SINERGIA, SINDOMESTICO, SINTESE, SINTECT/SE, Sindicato de Trabalhadores Rurais de São Cristóvão e do Sindicato dos Servidores de Poço Verde.
Comunidade do Tatuquara recebe 28º edição do Grito dos Excluídos/as de Curitiba, neste 7 de setembro
Mobilização também está prevista para ocorrer em Londrina, Guarapuava, Cianorte, Maringá e Cascavel
Notícias
6 de setembro de 2022
Diálogo com a comunidade para a organização do Grito – Foto: Thainá Barbosa / MST-PR
Por Setor de Comunicação e Cultura MST no PR
Da Página do MST
A comunidade Vila União, localizada no bairro Tatuquara, região sul de Curitiba, recebe a 28ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, neste feriado da Independência da República, 7 de setembro. A mobilização também será realizada nas cidades de Londrina, Guarapuava, Cianorte, Maringá e Cascavel.
Em Curitiba, a mobilização começa com um café da manhã preparado pela própria comunidade da Vila União, seguido pela caminhada e termina com um almoço preparado pelo coletivo Marmitas da Terra.
Com o tema Brasil: 200 anos de (in)dependência. Para quem?, o Grito tem 7 eixos que tratam de assuntos atuais e que sempre estão em discussão. São eles: violência estrutural; dívida pública, dívidas sociais e direitos humanos; educação popular e trabalho de base; soberania alimentar: agricultura familiar no combate à fome e ao agronegócio; teto, terra e trabalho; democracia participativa e democracia representativa e defesa dos territórios.
A ação também busca servir como um momento de reflexão sobre os 200 anos de exploração e resistência no Brasil, para contribuir para o conhecimento e popularização da nossa história, em contraponto à história oficial, e denunciar este modelo que produz riqueza, gera desigualdades e exclusão.
Para Silvia Kreuz, articuladora do Grito pela Arquidiocese de Curitiba, a edição deste ano é especial. “Temos as eleições e a necessidade de defender a democracia no nosso país, de olhar para o Brasil que nós desejamos construir daqui para frente. Estamos saindo de uma pandemia, de uma crise muito severa, pessoas em uma pobreza absoluta, gente passando muita fome sem saber se vai ter o que comer amanhã. Estamos com muitas pessoas desempregadas no Brasil, ou atuando em subempregos, sem direitos, e isso tudo acontecendo porque em muitos momentos se faz mais importante a economia de um mercado que a vida da população brasileira”.
As soluções para essa realidade virão da ação conjunta da população, garante a representante da Arquidiocese. “Nós estamos com um desafio muito grande de mudarmos as estruturas de trabalharmos em um projeto de um país popular, de um país que valoriza o seu povo, então queremos lutar contra as desigualdades, e queremos proteger nosso sistema político democrático e além disso, gritar por políticas públicas capazes de contemplar as minorias e de olhar para as pessoas vulneráveis e de promover justiça social, é isso que nós desejamos”.
Por despejo zero e vida dignidade
A Vila União existe desde o dia 13 de maio de 2021, quando centenas de famílias em situação de vulnerabilidade ocuparam um terreno abandonado. Atualmente vivem na ocupação cerca de 200 famílias, ao todo são mais de mil pessoas, das quais 220 são crianças, mais de 40 idosos, mulheres gestantes, pessoas portadoras de deficiência, além de imigrantes haitianos, venezuelanos e argentinos.
Foto: Ednubia Ghisi / MST-PR
Foto: Juliana Barbosa / MST-PR
A principal característica do trabalho das pessoas que residem na ocupação é a informalidade, cuja fonte de renda da maioria das famílias é o trabalho com material reciclável. Além dos pequenos vendedores de alimentos básicos, serviços gerais, salão de beleza, jardineiro, área da construção, entre outros. Porém, o número de pessoas desempregadas é grande, o que mostra que muitas famílias ainda vivem com a insegurança alimentar.
No ano passado, uma mobilização organizada por diversos sindicatos, coletivos e movimentos garantiu a construção de uma cozinha comunitária e a partilha de alimentos para as famílias.
A luta central da comunidade é por moradia e contra os despejos, assim como milhares de famílias curitibanas que vivem em áreas de ocupação. A comunidade reflete um problema da capital e de todo o estado. A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) divulgou, em 2020, dados que revelam um déficit de 511.746 domicílios no estado. Somente em Curitiba, cerca de 50 mil famílias vivem em ocupações irregulares, segundo dados da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), em março de 2022.
O que é o Grito
O Grito dos(as) Excluídos(as) é uma mobilização nacional realizada desde 1995, como um contraponto ao Grito do Ipiranga, que não trouxe a verdadeira independência ao povo brasileiro. O lema permanente é “A vida em primeiro lugar”, bastante atual neste contexto de pandemia da Covid-19, aumento da fome e do desemprego no país.
A ação é organizada por um conjunto de entidades ligadas à igreja católica, movimentos populares, sindicatos e organizações sociais. A maior parte das entidades compõem a articulação União Solidária, que realiza ações de ajuda humanitária em comunidades carentes de Curitiba e região, desde o início da pandemia da covid-19, em junho de 2020.
Confira os locais e horários do Grito no PR:
Quando: 7 de Setembro
Curitiba: 9h, Barracão da Comunidade Vila União, na Rua Prof. Clara Kaehler, Tatuquara – Próximo da casa 51.
Cianorte: 8h, rua Matriz Santa Rita de Cássia, Av. Coruja, 672, Jardim Vitória.
Maringá: 14h30, Praça Raposo Tavares.
Guarapuava: 13h, Paróquia São Pedro e São Paulo, Bairro Industrial.
Londrina: 8h, Paróquia Santa Cruz, Rua Wilson Gonçalves Brandão, 536.
*Editado por Fernanda Alcântara
Movimentos populares promovem combate à fome neste 7 de setembro em São Paulo
O 28º Grito das Excluídas e dos Excluídos contará com ato político e solidário com café da manhã para 3 mil pessoas na praça da Sé
Notícias
6 de setembro de 2022
Foto: Rariele Rodrigues/Acervo MST
Da Página do MST
Nesta quarta-feira (7), a partir das 7h, o Movimento da População de Rua, a Campanha ‘A gente é para Brilhar e não para morrer de fome’, os Comitês Populares e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizarão a doação de café da manhã para 3 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, durante a abertura do 28º Grito das Excluídas e dos Excluídos.
A atividade também integra as ações da Mobilização Nacional Contra a Fome e a Sede, que conta com alimentos produzidos pelas cooperativas do MST, além das doações das Cozinhas Solidárias que fazem parte das organizações que constroem a Campanha ‘Gente é para Brilhar e não para morrer de fome’.
“A ação deste ano ocorre em um momento em que os dados relacionados à insegurança alimentar no Brasil são alarmantes, considerando que além voltar ao mapa mundial da fome, já contabilizamos mais de 33 milhões de pessoas famintas no país”, afirma Carla Bueno, engenheira agrônoma do setor de produção do MST e integrante da Campanha ‘Gente para brilhar e não para morrer de fome’.
Carla também expressa que o objetivo da ação é envolver a população em situação de rua no ato do 28º Grito, “promover uma manhã de dignidade coletiva para estes que estão excluídos, abandonados pelo sistema político e à margem dos direitos civis, quando na verdade deveriam ter acesso à saúde, emprego, moradia, cultura e educação”.
“BRASIL: 200 anos de (In)dependência. Para quem?”
Após a comunhão do café, a partir das 9h, haverá a abertura do ato político do 28º Grito das Excluídas e dos Excluídos, que acontece no mesmo local, envolvendo entidades sociais, religiosas e sindicais.
Durante o ato estarão presentes Paulo Pedrini da Pastoral Operária, Mãe Kelly da Frente Inter Religiosa, Benedito Barbosa da Central de Movimentos Populares (CMP), Kelli Mafort da coordenação nacional do MST, entre outras lideranças das entidades presentes. Ao longo do Grito, também haverá apresentações musicais com Revolução Periférica – Vidal e Cícero de Crato.
Em sua 28º edição, o Grito traz como lema “BRASIL: 200 anos de (In)dependência. Para quem?”, organizado em todo o Brasil por diversas entidades e movimentos populares a partir da iniciativa das pastorais sociais, questionando as comemorações oficiais do Bicentenário da Independência, e pontuando que elas reforçam a exclusão popular e o silenciamento da história daqueles e daquelas que tiveram a vida dedicada à luta por melhores condições de vida para o Brasil.
*Editado por Fernanda Alcântara
Fake News caluniosa leva a polícia à residência de Felipe Tommy
Dono de site em Parauapebas é acusado de calúnia contra deputado estadual
Publicado em 05/09/2022
às 09:21
A Polícia Civil do Pará, com o apoio da Polícia Militar do 23º BPM, em Parauapebas, cumpriu na manhã desta segunda-feira (05) mandado de Busca e Apreensão na residência de Felipe Tommy Padilha Almeida, responsável pela perfil apócrifo paranewspn no Instagram.
Segundo o inquérito, Tommy teria, em sua página na rede social, acusado, por quatro vezes em seu perfil, o deputado Wenderson Chamon (MDB) de ter cometido crime. As publicações caluniosas aconteceram em 04 de abril de 2022 e foram denunciadas pela vítima através de ocorrência registrada na Delegacia de Combate Contra Crimes Cibernéticos, em Belém, em 12 de maio de 2022.
A Polícia Civil ainda não informou quais objetos foram apreendidos na operação.
O Mandado de Busca e Apreensão foi emitido pela Vara de Inquéritos Policiais da Comarca de Belém e foi assinado pelos juízes Libio Araújo Moura e Heyder Tavares da Silva Ferreira.
A justiça paraense chegou até Felipe Tommy depois de solicitar à direção da rede social informações sobre o responsável pela página. O Instagram respondeu e verificou-se que o e-mail e telefone informados para registrar a conta eram de responsabilidade de Felipe Tommy.
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